perspectivas

Segunda-feira, 11 Outubro 2021

“Agora é tarde; Inês é morta !”

Filed under: CDS,Nuno Melo — O. Braga @ 4:31 pm

Houve um tempo em que poderias ter avançado para a liderança do CDS — por exemplo, quando a Assunção Cristas avançou, a mando de Paulo Portas, para (literalmente) destruir o CDS —, mas preferiste ficar no “quentinho” de Bruxelas.

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“Agora é tarde; Inês é morta !”

Quarta-feira, 8 Maio 2019

Apetece-me votar no PNR (Partido Nacional Renovador) para as Europeias

Filed under: Assunção Cristas,CDS,Globalismo,Nuno Melo — O. Braga @ 8:40 pm

  • Quando eu oiço o Nuno Melo (o tal que diz que é de “direita”) a defender (na TSF, no dia 6 de Maio p.p.) um novo imposto do CO2 a pagar pelo povo português (a chamada “taxa de carbono”);
  • ou quando a chamada “direita” (o CDS do oportunista Nuno Melo e da execrável Assunção Cristas) alinha com o Bloco de Esquerda em relação à vinda a Portugal da Greta “marxismo cultural” Thunberg;

→ apetece-me votar no PNR (Partido Nacional Renovador).

Quarta-feira, 1 Maio 2019

A hipocrisia do CDS da execrável Assunção Cristas e do oportunista Nuno Melo

 

asscristas-mesquita1-webNuno Melo diz que o partido espanhol VOX “não é de extrema-direita” — tentando assim cativar os votos da população portuguesa que é contra a imigração em massa e descontrolada, contra a Ideologia de Género, contra a islamização da Europa.

Porém, por outro lado, o CDS liderado pela execrável Assunção Cristas defende a Ideologia de Género  — nomeadamente quando “alinha” com as iniciativas políticas gayzistas do Bloco de Esquerda, como é o caso desta iniciativa do CDS de Assunção Cristas em Lisboa.

Nuno Melo acaba (sem querer) por ter alguma razão: o VOX não é de extrema-direita: em vez disso, é o CDS que pertence à Esquerda; ou melhor dizendo: o CDS “fecha” a Esquerda à direita.

As posições dos partidos são relativas: quando o CDS da execrável Assunção Cristas “alinha” com as posições do Bloco de Esquerda no que diz respeito à Ideologia de Género, então segue-se que qualquer partido que se oponha à Ideologia de Género passa a ser de “extrema-direita”.

Quinta-feira, 26 Julho 2018

Ser liberal, hoje, é ser anti-liberal

Filed under: liberalismo,Nancy Fraser,Nuno Melo,Passos Coelho — O. Braga @ 7:03 am

 

O Nuno Melo pode ser comparado a José Pedro Aguiar-Branco : um homem que me pareceu ter boas ideias, mas que soçobrou pragmaticamente às pressões do sistema político vigente. Aguiar-Branco também tinha uma carreira política promissora em um PSD que nada tinha a ver com o actual de Rui Rio; mas o pragmatismo político prevaleceu talvez sobre as suas próprias ideias.

“O político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que julga ser eficaz.” — Nicolás Gómez Dávila

kapo-webAguiar-Branco parecia ser uma excepção à regra; mas, para não dizer aquilo em que acredita, ele remeteu-se ao silêncio de um governo caninamente subserviente a Angela Merkel.

O grande erro de Passos Coelho não foi o de instaurar uma política de austeridade (que era e ainda é necessária): o erro dele foi o de se apanascar em relação a Angela Merkel, e, com essa sua posição de amouco político, ou de Kapo de um Konzentrationslager, Passos Coelho representou o apanascamento da nação portuguesa. Ora, isto nunca lhe perdoo. Passos Coelho chegou ao ponto de menosprezar os portugueses reais (porque para ele, os portugueses pareciam ser uma entidade abstracta) em nome do apanascamento à ideologia imposta pela desequilibrada Angela Merkel.

A política de austeridade não implica necessariamente o apanascamento político.

A actual situação política no Ocidente é muito complexa, e por isso é absolutamente necessária uma simplificação das ideias, ou seja, é preciso ideologia. Infelizmente, isto já não vai com abstracções de intelectuais de urinol.

“Os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.” — Agostinho da Silva

A complexidade da situação política ocidental pode ser resumida da seguinte forma: o conceito de Nancy Fraser de “Neoliberalismo Progressista” (de que falei aqui) é pertinente, faz todo o sentido.

Ou seja, verificamos que quase tudo o que a Esquerda radical (passo a redundância) defende (com excepção das premissas económicas), é imediatamente adoptado pelo chamado “liberalismo”.

É assim que uma certa “Direita” dita “liberal” (por exemplo, a de Rui Rio), que se manifesta muito na SIC do Bilderberger Pinto Balsemão, faz a apologia do partido Democrático dos Estados Unidos e apaparica sistematicamente o Obama e a Hillary Clinton, contra Donald Trump.

A diferença entre Rui Rio e a Catarina Martins é a de que o primeiro não acredita que a economia possa ser exclusivamente baseada em um capitalismo de Estado.

É apenas a economia que os separa. Em tudo o resto, embora não sejam idênticos, os dois são indiscerníveis. Por exemplo, na política cultural, não conseguimos distinguir Rui Rio de Catarina Martins.

A situação política portuguesa — e Ocidental — seria histriónica, se não fosse grave.

É neste contexto da indiscernibilidade cultural entre a Esquerda radical e os liberais, que surge o fenómeno político do chamado “populismo”, de Donald Trump, do Brexit, de Nigel Farage, de Geert Wilders, de Marine Le Pen, de Viktor Órban, da Polónia e da república Checa, de Matteo Salvini, etc.. Nancy Fraser tem razão neste aspecto.

A indiscernibilidade política entre a Esquerda radical e o liberalismo, manifesta-se, por exemplo, na política de fronteiras: é assim que (por exemplo) Angela Merkel ou Hillary Clinton, ou o bilionário liberal George Soros (e os neocons e liberais em geral), “concordam” com a Esquerda radical trotskista em relação a uma política permissiva de imigração.

Ser irracional é hoje uma condição política essencial. Ser irracional voltou a estar na moda. Quem não se mostra irracional não vinga no actual cenário político Ocidental.

O chamado “populismo” vem exactamente introduzir uma certa racionalidade no debate político — e por isso é que é imediatamente rechaçado, tanto pela Esquerda radical como pelos liberais. Se virmos, por exemplo, o canal de televisão da SICn, diremos que se trata de uma extensão me®diática do Bloco de Esquerda; aliás, toda a me®dia está tomada pela Esquerda, e com a bênção dos liberais. Neste contexto, a seguinte proposição de Nuno Melo foi considerada “fassista”:

“O espaço europeu pode ser um destino de acolhimento para outros povos, mas estes devem respeitar as nossas leis, valores e costumes, de forma a não nos sentirmos sequestrados na nossa casa”.

Por exemplo, a liberal Angela Merkel não subscreveria esta proposição de Nuno Melo; a liberal Hillary Clinton diria, a propósito, que Nuno Melo é um herege — porque, como diz Nancy Fraser, o liberalismo entrou em competição com a Esquerda radical no sentido do controlo da política cultural. Ou seja, o liberalismo deixou de ser racional.

Hoje, ser liberal é não ter a mínima ideia da sociedade que se pretende construir; é emular a Esquerda nas políticas culturais, minando assim a estrutura metafísica, ética, cultural, política e económica da sociedade. Ser liberal, hoje, é imitar a sociopatia da Esquerda. Ser liberal, hoje, é ser anti-liberal.

Quinta-feira, 8 Junho 2017

O Nuno Melo e terrorismo islâmico

 

Quando a Arábia Saudita (por exemplo) proíbe a construção de templos que não sejam os do Islamismo sunita, não está (principalmente) a discriminar as outras religiões, mas está, em primeiro lugar, a defender a sua identidade cultural e nacional que é fortemente marcada pelo Islão sunita. A discriminação objectiva saudita é uma consequência (negativa) do desiderato (positivo) de defesa da identidade de um povo e de uma cultura (por mais críticas que lhe possamos fazer).

O Nuno Melo escreve aqui sobre os ataques terroristas islâmicos na Europa. Mas em nenhum momento se referiu à questão da identidade dos povos da Europa. A questão da identidade está implícita no texto, talvez; mas não se distingue claramente.

Toda a gente (com dois dedos de testa) sabe que o Brexit teve menos razões económicas do que razões identitárias.

O povo inglês chegou à conclusão de que a União Europeia não era uma “associação de comércio livre” (como era proclamado pela classe política mentirosa), mas antes era um projecto totalitário de construção de um leviatão que ia proibindo progressivamente a expressão livre das identidades nacionais europeias. E o conceito de “multiculturalismo” encaixa perfeitamente nesta política de negação progressiva da expressão das identidades nacionais europeias, na medida em que a cultura de cada povo europeu era considerada igual — perante a lei — a qualquer tipo de comunidade cultural exógena e minoritária instalada em qualquer território nacional europeu.

Por outro lado, o Nuno Melo — tal como acontece com a Esquerda ou com Assunção Cristas — passa-nos (grosso modo) a ideia segundo a qual “o terrorismo islâmico é coisa passageira que pode ser combatido pela União Europeia tomando determinadas medidas policiais”.

Ou seja, a classe política em geral, seja em Portugal ou noutro país da Europa (com excepção dos países faxistas como é o caso da faxista Polónia, da faxista Hungria, faxista Eslováquia, e outros países faxistas que deveriam ser expulsos da União Europeia progressista), já entrou em dissonância cognitiva. Esta dissonância cognitiva revela, de facto, o novo “mundo da pós-verdade”, em que se recusa a verificação dos factos, e prefere-se a supremacia da interpretação subjectiva da realidade por parte das elites políticas.


De certa forma, a Europa voltou ao romantismo do século XVIII — incluindo até a (re)-adopção do Positivismo, que é o romantismo da ciência, e que pode ser observado por exemplo no blogue Rerum Natura em que pontifica o cientista Carlos Fiolhais. Só que, no século XVIII, o romantismo esteve na causa da Revolução Francesa e de Napoleão (que garantiu as nacionalidades), e hoje o romantismo é politicamente invertido, na medida em que pretende a reconstrução de um Sacro Império Romano-Germânico mais abrangente, com capital em Berlim. maomerdas-moderado-web

Para o actual político europeu neo-romântico, o comportamento do indivíduo não depende da psicologia, mas antes depende do padrão de valores (meio-ambiente).

E por isso é que o Nuno Melo, tal como quase todos os políticos europeus, pensa que é possível separar os chamados “muçulmanos radicais”, por um lado, dos “muçulmanos moderados”, por outro lado, mediante uma intervenção no meio-ambiente e no padrão de valores. Mas isso é romantismo puro, porque 1500 anos de História já nos revelaram que o Islão é incompatível (não é possível uma coexistência sem o pagamento humilhante da Jizya) com qualquer outro tipo de cultura — porque o Islamismo é um princípio de uma ordem política totalitária (e fatalista); e porque a cultura da Europa cristã baseia-se no princípio do livre-arbítrio individual (a liberdade do indivíduo), desde Santo Agostinho a S. Tomás de Aquino, e de Leibniz a Kant.

Enquanto os maomedanos são uma pequena minoria em um país — como é o caso de Portugal onde existem apenas cerca de 50 mil maomerdanos —, a coexistência com a cultura dominante é possível. Mas quando a percentagem de maomedanos ultrapassa um determinada valor em relação ao total da população, surge um fenómeno cultural e social a que chamamos de “singularidade islâmica” que torna impossível a paz social na sociedade. MAOMERDAS-RADICAL-web

Em suma: qualquer político lúcido sabe o que há a fazer na Europa: há que colocar os direitos humanos entre parêntesis, e agir. Por isso é que quase ninguém — incluindo os intelectuais conservadores, como por exemplo Roger Scruton — gosta de Donald Trump.

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