perspectivas

Segunda-feira, 4 Novembro 2019

O nacionalismo é a defesa da nação

einstein-estupidez-webEnquanto agenda política monárquica for influenciada por gente como o João Távora — pobre causa!; não vai longe…!

Escreve o João Távora :

« O socialismo é a aposta no conflito entre classes sociais (e seus derivados). O nacionalismo é a aposta no conflito entre uma nação e os forasteiros. Tem de haver qualquer coisa no meio para as pessoas razoáveis».

Já me aconteceu perguntar-me se o João Távora tem os neurónios todos interligados… por exemplo, quando ele compara o “socialismo”, por um lado, com o “nacionalismo”, por outro lado — como se fossem coisas comparáveis.

Vivemos num tempo muito triste e sombrio, em que quem gosta da sua nação é diabolizado por gente com QI infra-humano. Gente como o João Távora deve ser afastada da Causa Monárquica.


A nação  é uma comunidade natural em que cada indivíduo se inscreve em função do seu nascimento, da existência de uma História, de uma língua e de uma cultura antropológica comuns.

A nação  não é a mesma coisa que Estado .


Afirmar que a “defesa da nossa comunidade” (a defesa da nação) significa necessariamente “conflito com forasteiros”, não é só estúpido em si mesmo: é também fazer de todos nós, estúpidos.

Sexta-feira, 29 Março 2019

O PPM (Partido Popular Monárquico) está cadáver

Filed under: monarquia — O. Braga @ 7:47 pm
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Eu estou inibido de frequentar o FaceBook (não faz grande falta), e por isso não sei o que se passa nas redes sociais. Também não leio o jornal Púbico e cancelei a assinatura do Diário de Notícias; além disso, deixei de ver as notícias na televisão — tanta é a corrupção e fake news que transparecem nos me®dia ! Na rádio, ouço apenas no carro e estações de música com poucas notícias.

Parece que o PPM (Partido Popular Monárquico) aliou-se ao partido Chega (que ainda não é partido), o que revela o nível de decomposição política a que chegou o PPM. É pena!. Gonçalo da Câmara Pereira fez já muito mal ao movimento monárquico português — e continua a prejudicar a Causa Real que, entretanto, emitiu um comunicado acerca dessa união política contra-natura.

Sexta-feira, 3 Agosto 2018

O individualismo, o bom e o mau

Filed under: Absolutismo Político,Estado,individualismo,monarquia — O. Braga @ 6:29 pm

 

Para que não digam que “estou sempre no contra”, desta feita estou de acordo com este verbete que critica o individualismo.

Mas a crítica é feita ao “fanatismo da independência individual”, e por isso é que eu estou de acordo com ela — porque o “individualismo” enquanto concepção segundo a qual o indivíduo constitui uma realidade primeira, essencial e fundadora de qualquer valor, é uma das premissas do Cristianismo (o “princípio de individuação”).

Hoje é preciso ter muito cuidado quando abordamos um qualquer conceito, porque uma má interpretação pode gerar mais confusão do que esclarecimento.

Para Jesus Cristo, o indivíduo é a base soteriológica; ao contrário do que dizem certos intelectualóides de urinol da Esquerda, Jesus Cristo foi tudo menos comunista, porque baseou a sua mensagem de salvação espiritual, no indivíduo. Para Jesus Cristo, o indivíduo é mais importante do que o colectivo, embora o colectivo também seja importante. Há parábolas de Jesus Cristo que fazem sobressair a importância do indivíduo face ao colectivo.

Portanto, um colectivista não pode ser cristão. Ser cristão e colocar o colectivo acima do indivíduo é uma contradição em termos. Mas ser cristão não significa ser “fanático da independência individual”.


O problema do “fanatismo da independência individual” começou, em primeiro lugar, com a radicalização política da concepção de Razão de Estado, e na sequência desta, o Absolutismo Monárquico da Idade Moderna que acabou por destruir a monarquia em muitos países da Europa.

Na Idade Média, por exemplo, o indivíduo existia independentemente do colectivo, embora agregado em guildas ou associações. E a nobreza constituía um escol — um escol não é uma classe, mas antes é uma colecção de indivíduos. Pelo menos em Portugal, nunca na Idade Média os indivíduos tiveram que abdicar da afirmação da sua identidade individual para se sujeitarem e anularem em relação ao colectivo — como aconteceu no século XX com o nazismo ou com o comunismo.

pierce-webO problema do “fanatismo da independência individual” começou com a radicalização do conceito de Razão de Estado, com o Absolutismo Monárquico e com o Romantismo. Todo este problema se desenvolveu entre meados de 1600 e meados de 1800.

Muita gente critica os iluministas continentais europeus (porque não existiu Iluminismo propriamente dito no Reino Unido), e principalmente Kant, pela criação do problema do “fanatismo da independência individual”. Mas trata-se de um erro.

O princípio da autonomia de Kant não defendeu um “fanatismo da independência individual”. O princípio da autonomia, segundo Kant, caracteriza-se por 1/ como liberdade no sentido negativo, isto é, como independência em relação a qualquer coacção exterior (o cidadão), 2/ mas também no sentido positivo, como legislação da própria Razão pura prática (o legislador). Ou seja, segundo Kant, o indivíduo autónomo ou independente é chamado a assumir as suas responsabilidades sociais e colectivas, aliás, na linha da tradição cristã.

Porém, não devemos opôr o Estatismo ao individualismo (enquanto “fanatismo da independência individual”) : trata-se de uma falsa dicotomia.

Há determinadas forças políticas — por exemplo, o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda ou o PNR (Partido Nacional Renovador) — que criticam o individualismo para assim poderem defender a legitimidade de uma qualquer forma de Estatismo (defendem um Estado plenipotenciário e um Absolutismo político).

Quinta-feira, 5 Julho 2018

Bem-haja a Duquesa de Coimbra !

Filed under: monarquia,Portugal — O. Braga @ 8:47 am

 

A Infanta D. Maria Francisca Isabel de Bragança passa a ser a Duquesa de Coimbra a partir de 4 de Julho de 2018, Festa da Rainha Santa Isabel.

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Quinta-feira, 1 Março 2018

A Associação dos Autarcas Monárquicos pratica a censura por delito de opinião

Filed under: censura,monarquia — O. Braga @ 9:17 pm

 

A página no FaceBook da Associação dos Autarcas Monárquicos pratica a censura por delito de opinião, nomeadamente através de um tal Rui Manuel que faz parte da administração da referida página. Eu falo por experiência próprio, porque um comentário meu foi censurado apenas porque aquele referido senhor não concordou comigo.

É claro que a página foi votada ao (meu) ostracismo.

associação de autarcas monarquicos

Sábado, 15 Abril 2017

D. Duarte Pio é o rei, e não um cortesão

Filed under: Adelino Maltez,D. Duarte Pio,monarquia,república — O. Braga @ 3:21 pm

 

Dizem que D. Duarte Pio é “o pretendente ao trono” de Portugal; ora, isto é absurdo: nasce-se rei, por direito natural; não se torna rei sem esse direito prévio senão por embuste. E dizem que “o trono é o poder político”, confundindo o poder, por um lado, e a autoridade, por outro lado. Ou seja, D. Duarte Pio não é o “pretendente ao trono de Portugal”: ele é o rei de Portugal. O facto de não estar sentado em um trono coroado é absolutamente irrelevante.

Sendo D. Duarte Pio rei de Portugal, é absurdo que ele seja cortesão de uma Corte que não seja a sua.

casal realA república está moralmente morta. E por isso não me admira que um maçon ultra-montano (mas hipócrita, como soe ser-se republicano) do calibre de Adelino Maltez defenda a inclusão de D. Duarte Pio em uma Corte republicana em que o rei é cortesão.

Ou seja, os republicanos corruptos e anti-patriotas precisam do rei para rejuvenescer a boa fama da ética republicana que caiu na lama e em que os portugueses já não confiam. Querem transformar o rei num cortesão que lhes dê algum prestígio que já não têm.

Surgiu uma petição que pretende que o rei seja equiparado a uma espécie de presidente da assembleia da república. Um monárquico com dois dedos de testa não assina essa petição; aliás, bastaria o Maltez tê-la assinado para nos colocar em estado de alerta: o maçon empedernido não dá ponto sem nó.

Se quiserem convidar o rei para qualquer cerimónia oficial, ele aceitará ou não, segundo critérios próprios. Mas transformar o rei em uma espécie de Ferro Rodrigues, é um insulto à memória histórica de Portugal.

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