perspectivas

Quarta-feira, 20 Outubro 2021

A vergonhosa aliança entre o PSD e o Partido Socialista para delapidar Portugal

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Esta gente vota,Estado,Portugal — O. Braga @ 3:24 pm

Sábado, 7 Agosto 2021

A tirania da inversão do ónus da prova, ou o absurdo do passaporte de vacinação

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Estado — O. Braga @ 2:45 pm
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A existência de um “passaporte da vacinação” (ou de um “certificado de vacinação”) revela a tirania de um sistema político que considera que todas as pessoas estão doentes, salvo apresentem provas do contrário — da mesma forma que é tirânico um sistema político e judicial (inquisitorial, ou marxista) que considera que todas as pessoas são culpadas, salvo provem o contrário.

O liberalismo gerou a sua própria antítese política.

Mais grave ainda: está cientificamente demonstrado que a vacinação não impede a infecção e a propagação do COVID-19. Ou seja: isto tudo tem pouco a ver com o vírus.

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“Isto aqui é uma orquestra, e quem diz contrário é tolo…” (Zeca Afonso, Os Índios da Meia-Praia”).

Sábado, 14 Novembro 2020

Quando os porcos se lambuzam na gamela do Estado, qualquer intruso é uma ameaça

Filed under: CHEGA,Estado,José Pacheco Pereira,socialismo — O. Braga @ 11:53 am

O Porta da Loja refere-se aqui ao movimento javardo “anti-Ventura” — uma vara de ilustres porcos que se empanturram na gamela do Orçamento do Estado (a expensas dos contribuintes), nomeadamente:

  • José Pacheco Pereira (o vesgo político dos subsídios do Estado para o seu EPHEMERA),
  • António Barreto (o comunista arrependido),
  • Paulo Baldaia (o que vive à custa das prebendas do Estado aos me®dia), e
  • Guilherme Valente (o defensor acérrimo da sinificação do mundo).

Recomendo a leitura.

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Sábado, 12 Setembro 2020

A candidata Marijuana

Filed under: Esta gente vota,Estado — O. Braga @ 9:53 am
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Segunda-feira, 20 Julho 2020

A longa viagem da Maria João Marques: do libertarismo do Insurgente → à defesa das posições políticas do Bloco de Esquerda

Filed under: educação,Ensino,Estado,liberdade,Maria João Marques — O. Braga @ 7:28 pm

Através do método de indução (método científico) cheguei à conclusão de que a seguinte proposição é verdadeira: “quem discorda da Maria João Marques é por ela bloqueado no Twitter”.

Por isso, a Maria João Marques não merece credibilidade; os seus (dela) correligionários do Insurgente devem conhecê-la melhor do que eu; aliás, não consigo empreender como foi possível a Maria João Marques escrever no blogue libertário Insurgente … porém, no caso deste tuite (ver abaixo a imagem), vou abrir uma excepção e vou comentar — mais até pelos comentários que se seguem ao referido tuite.

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A Maria João Marques refere-se ao caso de um pai e de uma mãe que recusam a interferência do Estado na formação ética e moral dos seus filhos — o caso do cidadão Artur Mesquita Guimarães & Família, contra o Estado português.

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1/ O (principal) argumento daquela (pobre) criatura é o seguinte:

Os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm deveres. E os filhos só têm direitos (não têm deveres em relação aos pais).

O que está implícito na proposição daquela criatura é o seguinte: “apenas o Estado tem direitos sobre as crianças”.

Os direitos que a Maria João Marques nega aos pais das crianças são (por ela) transferidos para o Estado.

Contudo, neste caso concreto, é o próprio Estado que nega direitos às duas crianças em causa, quando o Estado anula dois anos de escolaridade das ditas crianças, e apenas para afirmar a sua autoridade face aos respectivos pais.

Se o Estado estivesse preocupado com os direitos das crianças em causa, teria encontrado outra forma de lidar com a situação da família Mesquita Guimarães.

É claro que o Estado não se preocupa com os “direitos das crianças”; o Estado preocupa-se, isso sim, com os direitos e os interesses das elites políticas (da ruling class).


2/ há que distinguir entre “dever”, por um lado, e “obrigação”, por outro lado. Aquela criatura parece não saber a diferença entre uma coisa e outra.

Um dever é normalmente concebido como algo de pessoal: dizemos: “cumprir o seu dever”, mas não damos tanto ênfase a “cumprir as suas obrigações”.

Um dever é ético e/ou moral; uma obrigação é essencialmente legal (implica uma relação jurídica) — que pode não ser legítima: não nos esqueçamos de que o holocausto nazi, por exemplo, foi legal. Um qualquer fenómeno social, apenas por ser legal, não significa que seja uma coisa boa.

Por exemplo, ¿se, no futuro (e por absurdo), um governo do Bloco de Esquerda decidir incluir, no currículo escolar de educação sexual, a tese segundo a qual “a pedofilia é uma orientação sexual equivalente a outra qualquer” — ¿será que (por exemplo), apenas por ser legal, a promoção da pedofilia entre as crianças passa a ser legítima? A julgar pelo “raciocínio” da Maria João Marques, tudo leva a crer que sim.


3/ existe um princípio (básico) jurídico que é o seguinte: “quem não tem direitos, não tem obrigações”.

Do ponto de vista jurídico, uma obrigação implica direito. Uma obrigação sem reciprocidade de direito(s) é coisa própria de uma sociedade esclavagista.

Quem afirma que “os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm obrigações”, tem um problema cognitivo profundo (um problema de percepção da realidade): não se trata apenas de ignorância ou falta de instrução, mas trata-se sobretudo de falta de sensibilidade que a intuição nos providencia.

Qualquer criatura minimamente sensível intui a reciprocidade entre o direito e a obrigação.

“O intelecto e a razão diferem no que respeita ao modo de conhecer — porque o intelecto conhece por simples intuição, ao passo que a razão conhece através do processo discursivo” (dedução , indução , inferência) “de uma coisa para outra” (S. Tomás de Aquino).

O problema da Maria João Marques não é só a irracionalidade manifesta; é também uma pobre intuição que revela um intelecto limitado.

Quarta-feira, 9 Outubro 2019

A caridade tem que cuidar da dignidade moral do pobre

Filed under: cristianismo,Estado,Igreja Católica — O. Braga @ 6:49 pm

El_Greco_St_Martin_of_Tours-webO Homem moderno — incluindo os cristãos actuais — já perdeu a noção cristã medieval de “caridade”; para o homem moderno, a caridade é dar (mas) sem cuidar da dignidade moral de quem recebe.

Na Idade Média, os mendigos andavam livres nas ruas das povoações; e quando pediam esmola a um rico burguês ou nobre que passava, quem lhes dava a esmola pedia em troca uma oração pela sua alma. Ou seja, a mendicidade medieval era uma profissão socialmente útil, porque quem dava a esmola ao pobre recebia qualquer coisa em troca.

A partir do momento em que a Reforma protestante retirou à penitência religiosa, por um lado, e à acção moral individual, por outro lado, a sua importância tradicional medieval, o Estado passou a controlar a acção altruísta dos indivíduos.

E como a mendicidade não acabava, o Estado protestante — Alemanha, Inglaterra — passou a restringir a liberdade dos mendigos naquilo a que Foucault chamou de “Grande Encarceramento”: os mendigos deixaram de ser úteis à sociedade, e passaram a ser reprimidos e encarcerados.

Através da rotulagem do “pobre” e de sinais distintivos afins, a caridade da Idade Média que se caracterizava por um modo de relação, transformava-se, no mundo moderno da Reforma e dos “direitos humanos”, em um modo de segregação.


Na imagem: S. Martinho partilha a sua capa com um pobre (pintura de El Greco).

Quarta-feira, 14 Agosto 2019

A roubalheira da empresa Águas de Gaia Empresa Municipal, SA

Filed under: Estado — O. Braga @ 7:11 pm

A empresa Águas de Gaia não necessita de aplicar dinheiro em contas bancárias a prazo, ou fazer aplicações financeiras com mais-valias: basta-lhe chular o consumidor de água.

aguas-de-gaia-webBasta ao consumidor atrasar-se em seis dias no pagamento de uma factura, a empresa Águas de Gaia debita logo 08,31€ (+ IVA) de coima na factura seguinte.

Por exemplo, o meu consumo de água, na última factura, foi de 11,08 € (IVA incluído); e porque me atrasei mais de seis dias no pagamento da factura, tive que pagar um suplemento de 10,22 € de coima. Ou seja, o valor da coima é semelhante ao valor do consumo de água.

Neste caso particular, o “lucro” da empresa Águas de Gaia é de quase 100%. A chular assim o consumidor, a empresa Águas de Gaia não precisa de contas bancárias a prazo.

Mas, por exemplo, se um consumidor tiver uma factura de 500 Euros de água, paga os mesmos 10,22 € de coima.

É esta a lógica socialista da Câmara Municipal de Gaia: o tubarão que consome muita água paga a mesma coima que o peixe miúdo.

Sábado, 22 Dezembro 2018

O problema nosso não é só o de pagar demasiados impostos: é que ainda por cima somos gozados pelo corporativismo fiscal

Filed under: Estado,imposto é roubo — O. Braga @ 5:33 pm
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Estou de acordo com o João Távora em relação às Finanças — mas vou mais longe: o comportamento dos funcionários das Finanças, em geral, atingiu a raia do inimaginável em termos de sadismo.

Por vezes dá-me a sensação de que o normal funcionário das Finanças tem um prazer mórbido em gozar com o Zé Pagode: é com um sorrisinho nos olhos que nos dizem que estamos fornicados por um qualquer motivo fiscal. E quando reclamamos um mau serviço por parte dos funcionários das Finanças (o célebre “Livro Amarelo”), a resposta vem pronta e sempre corporativista: sempre contra o povo e a favor da corporação.

O problema nosso não é só o de pagar demasiados impostos: é que, ainda por cima, somos gozados pelo corporativismo fiscal: eles (os funcionários das Finanças) divertem-se à fartazana quando nos sentem fodidos pela máquina trituradora fiscal.

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Sexta-feira, 3 Agosto 2018

O individualismo, o bom e o mau

Filed under: Absolutismo Político,Estado,individualismo,monarquia — O. Braga @ 6:29 pm

 

Para que não digam que “estou sempre no contra”, desta feita estou de acordo com este verbete que critica o individualismo.

Mas a crítica é feita ao “fanatismo da independência individual”, e por isso é que eu estou de acordo com ela — porque o “individualismo” enquanto concepção segundo a qual o indivíduo constitui uma realidade primeira, essencial e fundadora de qualquer valor, é uma das premissas do Cristianismo (o “princípio de individuação”).

Hoje é preciso ter muito cuidado quando abordamos um qualquer conceito, porque uma má interpretação pode gerar mais confusão do que esclarecimento.

Para Jesus Cristo, o indivíduo é a base soteriológica; ao contrário do que dizem certos intelectualóides de urinol da Esquerda, Jesus Cristo foi tudo menos comunista, porque baseou a sua mensagem de salvação espiritual, no indivíduo. Para Jesus Cristo, o indivíduo é mais importante do que o colectivo, embora o colectivo também seja importante. Há parábolas de Jesus Cristo que fazem sobressair a importância do indivíduo face ao colectivo.

Portanto, um colectivista não pode ser cristão. Ser cristão e colocar o colectivo acima do indivíduo é uma contradição em termos. Mas ser cristão não significa ser “fanático da independência individual”.


O problema do “fanatismo da independência individual” começou, em primeiro lugar, com a radicalização política da concepção de Razão de Estado, e na sequência desta, o Absolutismo Monárquico da Idade Moderna que acabou por destruir a monarquia em muitos países da Europa.

Na Idade Média, por exemplo, o indivíduo existia independentemente do colectivo, embora agregado em guildas ou associações. E a nobreza constituía um escol — um escol não é uma classe, mas antes é uma colecção de indivíduos. Pelo menos em Portugal, nunca na Idade Média os indivíduos tiveram que abdicar da afirmação da sua identidade individual para se sujeitarem e anularem em relação ao colectivo — como aconteceu no século XX com o nazismo ou com o comunismo.

pierce-webO problema do “fanatismo da independência individual” começou com a radicalização do conceito de Razão de Estado, com o Absolutismo Monárquico e com o Romantismo. Todo este problema se desenvolveu entre meados de 1600 e meados de 1800.

Muita gente critica os iluministas continentais europeus (porque não existiu Iluminismo propriamente dito no Reino Unido), e principalmente Kant, pela criação do problema do “fanatismo da independência individual”. Mas trata-se de um erro.

O princípio da autonomia de Kant não defendeu um “fanatismo da independência individual”. O princípio da autonomia, segundo Kant, caracteriza-se por 1/ como liberdade no sentido negativo, isto é, como independência em relação a qualquer coacção exterior (o cidadão), 2/ mas também no sentido positivo, como legislação da própria Razão pura prática (o legislador). Ou seja, segundo Kant, o indivíduo autónomo ou independente é chamado a assumir as suas responsabilidades sociais e colectivas, aliás, na linha da tradição cristã.

Porém, não devemos opôr o Estatismo ao individualismo (enquanto “fanatismo da independência individual”) : trata-se de uma falsa dicotomia.

Há determinadas forças políticas — por exemplo, o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda ou o PNR (Partido Nacional Renovador) — que criticam o individualismo para assim poderem defender a legitimidade de uma qualquer forma de Estatismo (defendem um Estado plenipotenciário e um Absolutismo político).

Segunda-feira, 7 Agosto 2017

Em Portugal, mais vale fugir aos impostos

Filed under: Estado,imposto é roubo — O. Braga @ 9:34 am

 

Se eu (na qualidade de senhorio) alugo um T2, pago 28% de imposto ao Estado sobre a renda líquida recebida; mas se eu alugo dois quatros separados, não pago imposto nenhum ao Estado porque ninguém paga. Vejam o exemplo de desta página no FaceBook.

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O Estado quer tanto chular os senhorios, que acaba por incentivar a fuga aos impostos através do aluguer de quartos separados.

Sábado, 15 Abril 2017

Obama, a Esquerda, o feminismo, e o Estado-providência

 

 

Sexta-feira, 10 Março 2017

A Raquel Varela tem uma mentalidade fascista

Filed under: censura,Comunismo,Esquerda,Estado,fascismo,liberdade,Raquel Varela — O. Braga @ 7:51 pm

 

A Raquel Varela pouco se distingue de uma agente comunista da STASI: ela é a favor da censura da opinião.

Talvez ela possa aprender alguma coisa com o Ludwig Krippahl — embora o fascismo seja caracterizado pelo controlo apertado do Estado sobre o cidadão: e ¿não é este controlo estatal sobre tudo o que mexe (a começar pela economia) que o partido “Livre” do Ludwig Krippahl defende?

 


“Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução.

Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.

O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem. »

→ Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”

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