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Quarta-feira, 6 Agosto 2014

O Acordo Ortográfico e o terrorismo do Estado português contra a cultura portuguesa

Filed under: acordo ortográfico,educação,Maçonaria — O. Braga @ 8:37 am
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« 14,4% de “reprovados” na “prova de avaliação dos professores contratados” por “erros ortográficos”. Aliás, 62,8% do total de examinandos registaram “mais de três erros ortográficos” nesta “prova”. »

“Ninguém será abatido, preso ou punido”

O que estamos a assistir é um terrorismo de Estado contra a cultura portuguesa.

O Estado português reprova professores por não respeitarem o Acordo Ortográfico. Quem se recusa a escrever em brasileiro não tem lugar no ensino da língua e da cultura portuguesas. Estamos em presença de uma tentativa do Estado português em colonizar o seu próprio povo.

Isto tem que ter um fim, nem que seja seguindo o método dos anarquistas do princípio do século XX.

Quarta-feira, 30 Julho 2014

Lamento, mas Passos Coelho tem que sair

Filed under: educação,Passos Coelho — O. Braga @ 6:19 am
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“Mais de 300 alunos vão ficar sem aulas de Português em Differdange, no sul do Luxemburgo, após a autarquia ter decidido acabar com os cursos, uma decisão que o Sindicato dos Professores no Estrangeiro considera “escandalosa”.

“Isto é um problema grave e escandaloso, e não sei que resposta a comunidade portuguesa lhe vai dar e o que a missão diplomática fará”, disse à Lusa o secretário-geral do SPE, Carlos Pato.

Na origem da decisão da comissão escolar de Differdange estará o facto de o Instituto Camões, que tutela o ensino de português no estrangeiro, ter dado instruções para as turmas passarem a ter no mínimo dez alunos, o que obriga as escolas luxemburguesas a reagrupar turmas e reorganizar horários para conseguir esse número, explicou à Lusa o responsável da Coordenação de Ensino de Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres.”

Mais de 300 alunos vão ficar sem aulas de Português no Luxemburgo

Vai-me custar muito ver o Partido Socialista no Poder, mas Passos Coelho passou os limites do razoável. Este governo, acolitado pelo palhaço presidente da república, já entrou na irracionalidade: as decisões de cortes nas despesas são tomadas sem ter minimamente em conta as situações no terreno, sem ter em conta as pessoas.

Sábado, 12 Julho 2014

O professor Rolando Almeida anda a enganar os seus alunos

Filed under: aborto,ética,educação — O. Braga @ 7:17 pm
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O professor de filosofia do Ensino Secundário, Rolando Almeida, tem um Manual de Filosofia publicado com o título “Como pensar tudo isto? Filosofia 11ºano”. No referido manual, Rolando Almeida aborda a problemática ética do aborto, e na página 239 (ver aqui em ficheiro PDF), serve-se do argumento falacioso da americana Judith Jarvis Thompson que compara a situação do feto humano ao de um parasita. Cito:

«Vou pedir ao leitor que imagine o seguinte. De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente — um violinista inconsciente famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo apropriado para ajudar. Por esta razão, os melómanos raptaram-no, e na noite passada o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de maneira a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe, lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto — nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si”.»


É desta a forma que o professor de filosofia Rolando Almeida apresenta, aos seus alunos, a posição a favor do aborto: desligar o violinista do corpo do leitor (utilizo aqui o termo “pessoa”) é justificável moralmente mesmo que ele morra, porque manter a ligação ao violinista é apenas um acto voluntário e não necessário do ponto de vista moral. Seguindo esta analogia, o professor Rolando Almeida pretende assim apresentar aos seus alunos a posição abortista segundo a qual a decisão de manter a gravidez é apenas um acto voluntário e não necessário moralmente. (more…)

Sexta-feira, 11 Julho 2014

A mediocridade dá lucro

Filed under: educação,filosofia — O. Braga @ 10:35 am
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Em Portugal, basta que alguém tenha uma licenciatura em filosofia, possua um ego do tamanho do universo, e uma vontade cimentada por uma qualquer crença ideológica, para que esteja automaticamente apto a publicar um Manual de Filosofia para o Ensino Secundário que pode ser adoptado de uma forma praticamente acrítica.

Quinta-feira, 10 Julho 2014

A trapalhada argumentativa do Rolando Almeida

 

Vindo de um professor “encartado” de filosofia, este verbete consegue surpreender-me; e quanto mais leio textos de professores “encartados” de filosofia, mais valor dou ao senso-comum.

Quando se diz (no referido verbete), por exemplo, que existiu uma intencionalidade, da minha parte, em ganhar “share no Google” ao escrever este meu verbete, essa opinião é inqualificável senão à luz de um cinismo de um interlocutor que me pergunta:

“¿O que é que tu pretendes ganhar com a tua posição ideológica?”

— como se toda a opinião tivesse uma motivação utilitarista. Como escreveu o poeta Óscar Wilde, ele há gente que conhece o preço de tudo e desconhece o valor do que quer que seja.

Este blogue não precisa do Rolando Almeida para ter tido cerca 2.400.000 visitas em sete anos.


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Quinta-feira, 13 Março 2014

O sistema de ensino que o blogue Blasfémias defende

Filed under: educação — O. Braga @ 6:23 pm
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A jornalista da TVI que fez esta reportagem foi despedida. E depois dizem que “só na Rússia é que existe censura na imprensa”.

 

Quarta-feira, 12 Março 2014

Aquilo que se ensina nas escolas a crianças de 11 anos

 

Antes de mais nada, convém dizer que votar no Partido Social Democrata ou no CDS/PP, por um lado, ou votar no Partido Socialista ou no Bloco de Esquerda, por outro lado, é exactamente a mesma coisa, porque o que distingue estes partidos é apenas a economia. De resto, são todos iguais.

Na primeira imagem (imediatamente abaixo, clique para ampliar), fala por si: “a vida humana reduz-se à sexualidade”, diz-se no livro escolar. Trata-se de uma tentativa de branquear e legitimar moralmente o acto homossexual, porque uma das características da tara homossexual é o de que transforma a sua “orientação sexual” (o seu desejo sexual subjectivo) na sua própria identidade — ao contrário do que acontece com uma pessoa normal e sadia.

sexualidade escolar web

Na segunda imagem, podemos verificar a lavagem cerebral cientificista que se está a dar às nossas crianças: “o único sistema do corpo humano que é diferente nas raparigas e nos rapazes é o sistema reprodutor”. Ora, a ciência verificou e demonstrou, por exemplo, que os cérebros da mulher e do homem são diferentes: não é verdade que “o único sistema do corpo humano que é diferente nas raparigas e nos rapazes é o sistema reprodutor”!

sexualidade excolar 2

Portanto, estamos perante uma falsidade e face a uma lobotomia das nossas crianças, em nome da ideologia de género que, sem que os pais das crianças se apercebam, entra de mansinho pelas nossas casas adentro.

Terça-feira, 12 Novembro 2013

A escola não é um laboratório de ensaios com animais

 

Quando se fala em “escola pública”, o que parece que se quer dizer é “escola monopolizada pelo Estado”.

É isto que os defensores da “escola pública” querem dizer: “é a escola em que uma qualquer ideologia política, alcandorada a religião oficial do Estado, tem a possibilidade de impôr — de forma coerciva e até utilizando a força bruta do Estado — às famílias uma qualquer mundividência alheia aos seus interesses e à sua natureza ontológica”.

Ora, se a definição de "escola pública" é essa, sou contra ela. Nem Salazar viu a escola pública desta forma, porque autorizou o ensino em casa (Home Schooling). A ideia segundo a qual o ensino privado deve ser desprezado pelo Estado, faz com que o sistema de ensino salazarista pareça hoje benigno e até angelical. Perante as propostas totalitárias da Esquerda de ostracização do ensino privado por parte do Estado, até já sinto saudades de Salazar…

Portanto, para variar, estou de acordo com o Blasfémias. Se eu tivesse, hoje, filhos em idade escolar, e da forma como a Esquerda está a politizar a educação das nossas crianças — quando a escola deveria ser pré-política —, não hesitaria um segundo no apoio ao cheque-ensino.

A escola não é um laboratório para engenharias sociais que tem como cobaias as nossas crianças. O Estado não pode ter a veleidade de substituir a família. E se a escola pública é aquilo que a Esquerda diz que é, então, Bardamerda para a Escola Pública!

Domingo, 20 Outubro 2013

Edite Estrela: uma mulher execrável

 

Edite Estrela é a autora de um relatório que pretende transformar em lei, para todos os países da União Europeia:

1/ o aborto como um “direito humano”;

2/ a restrição, ou mesmo proibição, da objecção de consciência em relação ao aborto por parte dos profissionais de saúde;

3/ negação do princípio do papel principal dos pais na educação sexual dos seus filhos (ver § 47 do documento);

4/ e, finalmente, a imposição da “educação sexual” (dentro e fora da escola) segundo os critérios do chamado Standards for Sexuality Education in Europe, que reza assim:

Children aged 0-4 should be informed about: “enjoyment and pleasure when touching one’s own body”, “early childhood masturbation”,different family relationships”, “the right to explore gender identities”, “the right to explore nakedness and the body, to be curious”, etc. and they should develop “curiosity regarding own and others‘ bodies” and “a positive attitude towards different lifestyles”.

Children aged 4-6 should be informed about “enjoyment and pleasure when touching one’s own body”, “early childhood masturbation”, “same-sex relationships”, “sexual feelings (closeness, enjoyment, excitement) as a part of all human feelings”,“different kinds of (family) relationship”, “different concepts of a family”, and should develop “respect” for those different lifestyles and concepts.

Children aged 6-9 should go on learning about “enjoyment and pleasure when touching one’s own body (masturbation/self-stimulation)”, but they also should be informed about “different methods of conception” and “the basic idea of contraception (it is possible to plan and decide about your family)”

Children aged 9-12 should be informed about “first sexual experience”, “orgasm”, “masturbation”, and should learn to “make a conscious decision to have sexual experiences or not” and “use condoms and contraceptives effectively”.

Quarta-feira, 16 Outubro 2013

O problema é o de saber o que significam “queimar as pestanas” e “meritocracia”

Filed under: cultura,educação — O. Braga @ 9:06 am
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Deparei-me com uma saudável polémica acerca da docência (e da decência), que se traduz na seguinte citação de um comentador do blogue Rerum Natura:

“Há muita incompetência que "queimou as pestanas" durante toda a vida – e "conseguiu" manter-se nessa atávica incompetência. Assim como há quem, sendo detentor de natural vocação para a prática da docência, não tenha sentido a necessidade de queimar as ditas para um exercício honesto e profícuo da sua actividade. Ou não? Enquanto se generalizarem concepções onde o subjectividade domine, o resultado apontará sempre em nosso benefício – mas a concupiscência também”.

1/ “Queimar as pestanas” pode ser considerado (erradamente) ou um meio, ou (acertadamente) um fim em si mesmo. 2/ “Queimar as pestanas”, mesmo que seja um fim em si mesmo, não providencia a inclinação natural (os estóicos tinham razão) para o exercício da docência. Tive professores que sabiam muito mas que não se sabiam explicar. 3/ Não existe uma relação directa, evidente e espontânea entre o “queimar das pestanas”, por um lado, e mérito profissional, por outro lado.

(more…)

Terça-feira, 1 Outubro 2013

Foi você que pediu a adopção de crianças por pares de invertidos?


“AMSTERDAM – We all know that families today are no longer only made up of Mom and Dad and the kids. This has led the Netherlands to work on legislation that would make it possible to have more than two people as parents. Take Susanne Supheert, 25 – she has four parents.”

Meet My Mom And Three Dads – Dutch Bill Would Allow More Than Two Parents

familia promiscua web 500
A partir do momento em que a maternidade e a paternidade deixam de ser baseadas nas relações biológicas e naturais, deixa de haver qualquer limite: uma criança poderá, num futuro próximo, por exemplo, ter uma mãe e três pais, como é o caso da nova lei holandesa a que faz referência a notícia.

Quem defende a adopção de crianças por pares de invertidos não tem a mínima noção das consequências.

Quarta-feira, 18 Setembro 2013

O blogue Rerum Natura e o Rebimba o Malho

 

«Deixar pois que a Natureza se desenvolva nos jovens, naturalmente, isto é segundo as suas leis, os seus ritmos e sem os constrangimentos excessivos e despropositados de algumas coações sociais (e educativas) é uma ideia que nos parece correcta e adequada; sobretudo por que é “natural”. A Natureza está certa, é ela que tudo determina, ela é a referência, daqui a ideia de otimismo antropológico, que é muito forte em Rousseau.

Nem naturalismo nem pessimismo antropológico – II

Eu nem sei bem como classificar esse texto do blogue Rerum Natura, porque, desde logo, incorre nas falácias naturalista e de apelo à natureza.

Portanto, sobre a aplicação tout cours das “leis da natureza” à educação, estamos conversados… por exemplo, não é porque a natureza faz crescer a barba nos adolescentes que todos eles devem deixar crescer a barba… isto é tão elementar que surpreende que o escriba do Rerum Natura não tenha visto.

E continua o texto:

«Rousseau, em pleno Romantismo, adorador da Natureza, não podia ver com bons olhos uma educação, formalista, inibidora, contrariando o crescimento e o desenvolvimento natural; segundo ele era demasiado anti-natural para dar bom resultado.»

Talvez por isso é que Rousseau colocou os seus cinco filhos em um orfanato, livrando-se assim do fardo de os educar.

Se repararem bem, o texto do Rerum Natura, para além de ser muito longo, mistura conceitos de uma forma tal que se torna muito difícil uma análise crítica.

Por exemplo, relacionar Rousseau, por um lado, com ciência, por outro lado (quando se escreve o seguinte: « “naturalismo científico” de que fala Luís Ferreira, no comentário ao texto anterior, enquadra-se no processo de desenvolvimento científico dos séculos XIX e XX e em grande medida vai na linha de muitas das intuições de Rousseau») não faz grande sentido, porque o “naturalismo” de Rousseau era, no mínimo, a-científico, se não mesmo anti-científico. Os erros acumulam-se no texto. Por isso, vamo-nos concentrar apenas no início do texto:

«O Naturalismo, como se sabe, tem que ver com a Natureza e suas leis fundamentais, e, paralelamente, com o facto de a Natureza ser tudo o que existe, esgotar de algum modo a realidade, ideia progressivamente aceite à medida que perdiam terreno concepções espiritualistas, metafísicas e todas as que ultrapassam ou pressupõem domínios não naturais. Isto é, que não existem na Natureza e que, por isso, não podemos conhecer (por processos fiáveis e segundo as exigências actuais do conhecimento científico) nem, portanto, controlar.»

Já repararam no absurdo do trecho supracitado? A “técnica” do escriba do Rerum Natura é parecida com a técnica de Karl Marx: refere-se sistematicamente a conceitos e de uma forma muito vaga, e sem a preocupação das definições.

Por exemplo, ¿O que é a “Natureza”? ¿ O que é a “realidade”? ¿ Será possível definir “realidade”? A julgar pelo trecho, “realidade” é perfeitamente definível…

Absurdo… um absurdo!! Um absurdo de todo o tamanho! Mas esse absurdo incomensurável vale como autoridade de direito… e os pobres leitores do blogue Rerum Natura lêem aquela merda e ficam convencidos da autoridade de facto de quem cagou as letras na pantalha do computador…!

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