perspectivas

Domingo, 1 Julho 2018

O CDS de Assunção Cristas não é de Direita; queremos um CDS da “Direita à Manuel Monteiro”

 

Fazendo uma analogia: o CDS de Assunção Cristas é uma espécie de facção menchevique do partido social-democracia russo do início do século XX — facção esta que soçobrou em confronto com a facção dos bolcheviques (liderada por Lenine) do mesmo partido.

Não devemos esquecer que Lenine militou no partido social-democrata russo, antes de aderir ao Partido Comunista russo que executou o golpe-de-estado de 1917.


O CDS de Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita.

ASSCRIS-WEBQuando saiu da presidência do CDS, Paulo Portas deixou o partido armadilhado; e dessa armadilha faz parte o apoio explícito e público de Paulo Portas à eleição de Assunção Cristas para a presidência do partido. Enquanto existirem “fanchonos orgulhosos” nos órgãos de direcção do CDS, este partido nunca será de Direita.

Eu nunca vi um heterossexual dizer que se sente “orgulhoso” por ser heterossexual; e por isso não admito — na direcção de um partido que se diz de Direita — que um fanchono se sinta orgulhoso por se apanascar. E também não é admissível que um dirigente fanchono de um partido dito de “Direita” defenda a legalização da adopção de crianças por pares de invertidos.


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Alguém que diga à Assunção Cristas uma coisa muito simples: a Direita não se reduz à economia — embora a Assunção Cristas vá contra liberdade de mercado ao defender a lei das quotas para as empresas privadas. É é isto que dirige a “Direita” portuguesa…

Não é apenas a economia que faz a política. A política é feita de valores, em geral, e não apenas de dinheiro. O dinheiro é muito importante, mas não é tudo na política. Aliás, a economia depende muito da cultura antropológica e dos valores éticos prevalecentes na sociedade.

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Sábado, 26 Agosto 2017

João César das Neves e a direitinha globalista

 

O João César das Neves tem desiludido bastante; desde logo quando defendeu a tese segundo a qual o Jorge Bergoglio não é marxista: os factos recentes vieram demonstrar o contrário.

A ideia segundo a qual um marxista define-se apenas pela sua visão económica, é uma ideia estúpida: Gramsci e a Escola de Frankfurt defenderam outra tese, a de que o sucesso do marxismo económico depende, em primeiro lugar, da cultura antropológica — e só nos faltava agora que o João César das Neves nos viesse dizer que Gramsci ou Marcuse não eram marxistas!

É evidente que o Bergoglio é marxista. E é evidente que João César das Neves faz parte de uma certa “direitinha” que nunca questiona a autoridade de direito de quem a não tem, de facto.

A doutrina social da Igreja Católica está expressa, por exemplo, na Carta Encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII que, acerca do socialismo marxista, diz o seguinte no seu ponto 3:

“Os Socialistas, para curar este mal [o mal da indigência], instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para – os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social”.

Ora, o papa-açorda Bergoglio está ideologicamente nos antípodas do papa Leão XIII.

Por exemplo, quando o Chico defende a ideia segundo a qual “a imigração livre é um valor que está acima da segurança dos cidadãos europeus” — esta é nitidamente uma tese marxista cultural: o Daniel Oliveira ou a Catarina Martins apoiariam esta ideia do papa-açorda.

Através da destruição da cultura antropológica, os neomarxistas pensam que poderão impôr posteriormente uma sociedade igualitarista: basta olhar para o que escrevem o Anselmo Borges e o Frei Bento Domingues, apoiantes incondicionais do papa Chico, para verificar que o João César das Neves está enganado.


O João César das Neves escrevinhou outra merda (literalmente) no Diário de Notícias: diz ele (parafraseando um cientista) que "Génio é 1% inspiração e 99% transpiração”. E que Donald Trump não “transpira”.

Ora, esta frase aplica-se na ciência, nas artes; mas nem sempre está correcta — até porque o conceito de “génio” aplica-se apenas, e com propriedade, nas artes; quando dizemos que um cientista “é um génio”, fazemo-lo por analogia. E dentro da genialidade de um artista temos, por exemplo, Mozart que foi um génio com 99% de inspiração, ou Beethoven que foi um génio com 99% de transpiração: o que para Mozart era fácil, foi muito mais difícil a Beethoven.


Eu tenho acompanhado muito de perto política americana nos últimos seis meses. Mais uma vez, o João César das Neves está enganado: qualquer político eficiente (tal como acontece com um gestor eficiente) deve delegar, e depois controlar. Ou seja, não há razão nenhuma para que Donald Trump deva “transpirar” mais do que um qualquer político sob a sua alçada.

O que se tem passado é o controlo Neocon da presidência.

Donald Trump tem vindo a ser paulatinamente “recuperado” pelo sistema Neocon (que já abrange também alguns membros proeminentes do Partido Democrático). O recente afastamento de Steve Bannon da Casa Branca significa a vitória do complexo industrial-militar sobre Donald Trump. Isto nada tem a ver com “transpiração” ou com “inspiração”: tem antes a ver com a realidade de um poder fáctico que tem impedido que Donald Trump governe. E, por isso, Donald Trump tem cedido em toda a linha, e já vem sacrificando as suas promessas eleitorais em beneficio dos globalistas e dos defensores das guerras sistémicas.

Talvez quando Donald Trump imitar Obama e começar a fazer guerras em todo o lado do Globo, o João César das Neves lhe venha a tecer loas. A direitinha globalista é assim.

Quarta-feira, 16 Agosto 2017

Já não existe Direita viável que não seja a Direita Alternativa

Filed under: Alt-Right,Direita Alternativa,direitinha educadinha — O. Braga @ 8:12 pm

 

Na declaração de princípios da Direita Alternativa, vemos no ponto 15 o seguinte:

“A direita alternativa não crê na superioridade geral de qualquer raça, nação, povo ou subespécie. Cada raça, nação, povo e subespécie tem as suas próprias forças e fraquezas, e detém o direito soberano de viver em paz na cultura nativa que prefere”.

No ponto 16, diz o seguinte:

“A direita alternativa é uma filosofia que valoriza a paz entre as várias nações do mundo e que se opõe a guerras que se destinam a impor os valores de uma nação noutras, bem como tentativas de exterminar nações individuais através da guerra, do genocídio, da imigração ou assimilação genética”.


Dizer que a Direita Alternativa é racista, é estupidez. E o que a Esquerda radical (marxista) faz constantemente é “encostar” a Direita Alternativa a grupos racistas, ao mesmo tempo que apoia o racismo de Esquerda (o racismo negro do Black Lives Matter, por exemplo).

Nos últimos dias tenho lido alguns artigos escritos por “conservadores” americanos — como é o caso deste texto —, e verifico que o “conservadorismo” (tal qual concebido, por exemplo, por Roger Scruton ou por Russell Kirk) ou o neo-conservadorismo (segundo os princípios filosóficos de Leo Strauss), não têm qualquer hipótese de se confrontar com o neo-marxismo (que engloba o marxismo cultural) que nasceu do pós-modernismo.

Vemos no texto — como em outros textos que tenho lido — que os conservadores americanos preferem dar à esquerda radical marxista tudo o que ela quiser, para não terem que entrar em conflito. No caso vertente, o autor do texto defende a ideia segundo a qual é preferível destruir todos os símbolos da Confederação Sulista, do que entrar em conflito com a esquerda marxista. Ou seja, os “conservadores” americanos — que apoiam o partido republicano do sistema político — já entraram em uma fase de capitulação.


Não nos podemos esquecer de que o partido americano que apoiou a escravatura e o eugenismo — por exemplo, o partido apoiado pela Margaret Sangerfoi o Partido Democrático (a Esquerda), até à II Guerra Mundial. O Partido Republicano de Lincoln (a Direita) foi o partido que combateu o racismo e a escravatura na guerra civil americana.

Quem libertou os escravos (negros) americanos foi a Direita.

Depois da II Guerra Mundial, a Esquerda americana [que sempre apoiou o racismo e o eugenismo, nos Estados Unidos como na Europa: não esquecer que Mussolini era marxista, e que o partido nazi alemão era socialista] “virou o bico ao prego” e passou a “apoiar os negros” por uma questão de caça ao voto.


A Direita Alternativa não defende um Estado intrusivo e plenipotenciário — ao contrário do que acontece com todos os partidos socialistas, incluindo aqueles que fazem a saudação romana.

NEONAZIS-WEB

Ora, por uma questão de caça ao voto, os ditos “conservadores” americanos actuais (neocons) adoptam as políticas de Esquerda de fortalecimento do Estado: a prova disto é o estado de conflito permanente que existe entre a maioria republicana no Congresso e no Senado que não quer baixar os impostos, por um lado, e Donald Trump que quer baixar os impostos, por outro lado.

A maioria do Partido Republicano americano actual alinha, no essencial, com a política estatista do Partido Democrático.

A capitulação da chamada “direita conservadora” é um facto; é tão evidente que até fere a vista. A preocupação dos ditos “conservadores” é a de acalmar a violência da Esquerda radical marxista, cedendo em tudo o que for possível — como, por exemplo, cedendo na destruição dos símbolos dos confederados. E se os ditos “conservadores” cedem na destruição dos símbolos dos confederados, incluindo a estátua do general Lee, então terão que ceder à exigência violenta dos marxistas americanos do Partido Democrático que pretendem eliminar quase todos os símbolos públicos dos fundadores dos Estados Unidos, porque quase todos eles eram donos de escravos, incluindo Jefferson e Lincoln.

Ou seja, os “conservadores” começam por ceder em relação a um determinado símbolo (neste caso, uma estátua), e depois vão ter que ceder em relação à própria Constituição dos Estados Unidos, nomeadamente no que diz respeito à Primeira Emenda (liberdade de expressão) e à Segunda Emenda (liberdade de porte-de-armas).

De cedência em cedência, os “conservadores” americanos caminham para a extinção, e o Partido Republicano passará a ser um partido que secunda e copia as políticas de um Partido Democrático radicalizado e marxista: o fenómeno da violência “antifa” americana é apoiada pelas “elites” do Partido Democrático, e pela plutocracia (que inclui George Soros) embora por razões diferentes.

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O mesmo fenómeno já acontece em Portugal: vemos, por exemplo, acordos tácitos entre o Partido Social Democrata da Teresa Leal Coelho com o Bloco de Esquerda da Catarina Martins (em relação ao aborto, ao "casamento" gay, à adopção de crianças por pares de invertidos, à lei da "barriga de aluguer", à eutanásia, etc.), ou o apoio do CDS/PP da Assunção Cristas à iniciativa do Bloco de Esquerda da Catarina Martins em relação às quotas para mulheres nos Conselhos de Administração das empresas privadas (tudo isto a coberto de directivas europeias “obrigatórias” que não existem enquanto tais).

A dita “Direita” em Portugal já é uma espécie de “papel carbono” da Esquerda; é um movimento político descaracterizado e sem espinha dorsal. O CDS/PP da Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita. Precisamos de uma Direita Alternativa em Portugal que também não existe ainda.

Terça-feira, 25 Abril 2017

“É preciso uma esquerda católica” — disse o Emplastro de Lisboa

 

Marcelo Rebelo de Sousa pode ser especialista em Direito, mas é um aldrabão; ele não resistiria a um confronto ideológico comigo (e olhem que eu não sou grande coisa); e o problema da política portuguesa é a direitinha educadinha que não entra em confronto com os deuses instalados nas suas torres de marfim. Mas lá chegará o dia…

Não é possível ser de Esquerda sem ser marxista (marxista clássico, ou marxista cultural, ou as duas coisas). Aliás, essa foi uma das conclusões de Karl Marx ao criticar o socialismo utópico da França do século XIX.

Só um burro do calibre de Marcelo Rebelo de Sousa — grande asno! — pode dizer que “é preciso uma Esquerda católica”, o que é uma contradição em termos: um católico não pode ser marxista, e portanto, não pode ser de Esquerda. A ideia segundo a qual Jesus Cristo era marxista só pode vir de um animal como Marcelo Rebelo de Sousa.

emplastro de lisboa web

Outro insurgente com Q.I. de muçulmano

 

“Não faltam entusiastas dos autoritarismos/totalitarismos que vão de coisas como o Bloco, Podemos, Corbyn ou Siriza até ao Wilders, Le Pen ou AfD. O status quo democrata-liberal é uma merda não é?”

Insurgente, filho de primos direitos

Noutro dia escrevi aqui acerca do Síndroma Parasítico da Avestruz que consiste em não reconhecer quaisquer diferenças entre objectos ou fenómenos inseridos em uma mesma categoria, o que é característica do politicamente correcto. Ver exemplo neste vídeo.

Por exemplo, meter no mesmo saco o Podemos (marxista), por um lado, e Geert Wilders (libertário, anti-marxista e anti-totalitarismo islâmico), por outro lado, só pode vir de gente que padece de uma doença mental grave (Síndroma Parasítico da Avestruz) que pode ter origem genética (endogamia) ou epigenética.

Seria a mesma coisa comparar o Trump e o Kim.

Kim Jong-un-web

Segunda-feira, 24 Abril 2017

O feminazismo e a direitinha educadinha

 

welcome-refugeees-gay-webEu escrevi um verbete com o título “Ter a fama e o proveito — retirando o direito de voto à mulher” que fazia referência a um outro verbete publicado no jornal Huffington Post que, como sabemos, tem um corpo editorial exclusivamente composto por mulheres.
Entretanto, o tal verbete foi apagado, como podemos ver; e foi apagado não pelo conteúdo do mesmo, mas porque a autora do dito artigo era “anónima”. Mas eu guardei o referido artigo em ficheiro PDF, que pode ser lido aqui; e podemos verificar a violência com que o “homem branco” é tratado não só pelas mulheres feministas, mas pelo politicamente correcto em geral.

Podemos ler aqui o actual estatuto jurídico, cultural e social do homem em Espanha (também aqui em PDF).

O leitor português poderá até não acreditar no que está a acontecer ao estatuto do homem em Espanha, mas não perde pela demora: a Esquerda que nos governa está já a preparar legislação de perseguição ao homem português — e já não de protecção à mulher. O que Esquerda pretende é uma sociedade de eunucos, em que toda a gente é  “mulher que depende do Estado”; e, para isso, a classe política (de Esquerda) elabora leis que vão no sentido da emasculação da sociedade em geral.

Nas universidades americanas, em geral, e na de Berkeley (Califórnia) em particular, defende-se já oficialmente o fim da liberdade de expressão (Ann Coulter e Milo Yiannopoulos foram proibidos de falar na universidade, e proibidos por mulheres da direcção da universidade) — tudo o que não corresponda ao politicamente correcto  ou marxismo cultural  é calado; e esta repressão da liberdade de expressão é coordenada principalmente por mulheres colocadas em cargos de direcção nessas universidades — como aconteceu recentemente com o cancelamento de uma conferência do professor Jordan Jefferson na universidade de Portland, nos Estados Unidos, por parte de uma mulher dirigente da universidade que dá pelo nome de Susan Agre-Kippenhan.


Neste contexto, e depois do que foi escrito acima, concluímos que uma certa agenda política feminista é totalitária; e essa agenda política “totalitarizante” conta com o apoio geral da Esquerda e com a aquiescência benevolente de uma certa direita politicamente correcta, como podemos ver aqui, em uma crítica acrítica a meu verbete supracitado:

“Começou tão bem, mas acabou tão mal. Se não foi ironia, concluo que até no melhor pano cai a nódoa.”

É tão “ironia” a minha defesa da proibição do voto da mulher, como é irónica a eliminação da liberdade de expressão, ou a diabolização do “homem branco”.

E só uma direita estúpida não vê isso. As únicas armas para combater a Catarina Martins, Francisco Louçã, Daniel Oliveira, e quejandos, é utilizando as mesmas armas de intolerância contra eles — e não ser o “menino bonzinho da direitinha educadinha” que diz que “no melhor pano cai a nódoa”.

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