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Quinta-feira, 21 Março 2019

É hora de votar numa Direita que não se alia à Esquerda



Quarta-feira, 16 Agosto 2017

Já não existe Direita viável que não seja a Direita Alternativa

Filed under: Alt-Right,Direita Alternativa,direitinha educadinha — O. Braga @ 8:12 pm

 

Na declaração de princípios da Direita Alternativa, vemos no ponto 15 o seguinte:

“A direita alternativa não crê na superioridade geral de qualquer raça, nação, povo ou subespécie. Cada raça, nação, povo e subespécie tem as suas próprias forças e fraquezas, e detém o direito soberano de viver em paz na cultura nativa que prefere”.

No ponto 16, diz o seguinte:

“A direita alternativa é uma filosofia que valoriza a paz entre as várias nações do mundo e que se opõe a guerras que se destinam a impor os valores de uma nação noutras, bem como tentativas de exterminar nações individuais através da guerra, do genocídio, da imigração ou assimilação genética”.


Dizer que a Direita Alternativa é racista, é estupidez. E o que a Esquerda radical (marxista) faz constantemente é “encostar” a Direita Alternativa a grupos racistas, ao mesmo tempo que apoia o racismo de Esquerda (o racismo negro do Black Lives Matter, por exemplo).

Nos últimos dias tenho lido alguns artigos escritos por “conservadores” americanos — como é o caso deste texto —, e verifico que o “conservadorismo” (tal qual concebido, por exemplo, por Roger Scruton ou por Russell Kirk) ou o neo-conservadorismo (segundo os princípios filosóficos de Leo Strauss), não têm qualquer hipótese de se confrontar com o neo-marxismo (que engloba o marxismo cultural) que nasceu do pós-modernismo.

Vemos no texto — como em outros textos que tenho lido — que os conservadores americanos preferem dar à esquerda radical marxista tudo o que ela quiser, para não terem que entrar em conflito. No caso vertente, o autor do texto defende a ideia segundo a qual é preferível destruir todos os símbolos da Confederação Sulista, do que entrar em conflito com a esquerda marxista. Ou seja, os “conservadores” americanos — que apoiam o partido republicano do sistema político — já entraram em uma fase de capitulação.


Não nos podemos esquecer de que o partido americano que apoiou a escravatura e o eugenismo — por exemplo, o partido apoiado pela Margaret Sangerfoi o Partido Democrático (a Esquerda), até à II Guerra Mundial. O Partido Republicano de Lincoln (a Direita) foi o partido que combateu o racismo e a escravatura na guerra civil americana.

Quem libertou os escravos (negros) americanos foi a Direita.

Depois da II Guerra Mundial, a Esquerda americana [que sempre apoiou o racismo e o eugenismo, nos Estados Unidos como na Europa: não esquecer que Mussolini era marxista, e que o partido nazi alemão era socialista] “virou o bico ao prego” e passou a “apoiar os negros” por uma questão de caça ao voto.


A Direita Alternativa não defende um Estado intrusivo e plenipotenciário — ao contrário do que acontece com todos os partidos socialistas, incluindo aqueles que fazem a saudação romana.

NEONAZIS-WEB

Ora, por uma questão de caça ao voto, os ditos “conservadores” americanos actuais (neocons) adoptam as políticas de Esquerda de fortalecimento do Estado: a prova disto é o estado de conflito permanente que existe entre a maioria republicana no Congresso e no Senado que não quer baixar os impostos, por um lado, e Donald Trump que quer baixar os impostos, por outro lado.

A maioria do Partido Republicano americano actual alinha, no essencial, com a política estatista do Partido Democrático.

A capitulação da chamada “direita conservadora” é um facto; é tão evidente que até fere a vista. A preocupação dos ditos “conservadores” é a de acalmar a violência da Esquerda radical marxista, cedendo em tudo o que for possível — como, por exemplo, cedendo na destruição dos símbolos dos confederados. E se os ditos “conservadores” cedem na destruição dos símbolos dos confederados, incluindo a estátua do general Lee, então terão que ceder à exigência violenta dos marxistas americanos do Partido Democrático que pretendem eliminar quase todos os símbolos públicos dos fundadores dos Estados Unidos, porque quase todos eles eram donos de escravos, incluindo Jefferson e Lincoln.

Ou seja, os “conservadores” começam por ceder em relação a um determinado símbolo (neste caso, uma estátua), e depois vão ter que ceder em relação à própria Constituição dos Estados Unidos, nomeadamente no que diz respeito à Primeira Emenda (liberdade de expressão) e à Segunda Emenda (liberdade de porte-de-armas).

De cedência em cedência, os “conservadores” americanos caminham para a extinção, e o Partido Republicano passará a ser um partido que secunda e copia as políticas de um Partido Democrático radicalizado e marxista: o fenómeno da violência “antifa” americana é apoiada pelas “elites” do Partido Democrático, e pela plutocracia (que inclui George Soros) embora por razões diferentes.

soros-web

O mesmo fenómeno já acontece em Portugal: vemos, por exemplo, acordos tácitos entre o Partido Social Democrata da Teresa Leal Coelho com o Bloco de Esquerda da Catarina Martins (em relação ao aborto, ao "casamento" gay, à adopção de crianças por pares de invertidos, à lei da "barriga de aluguer", à eutanásia, etc.), ou o apoio do CDS/PP da Assunção Cristas à iniciativa do Bloco de Esquerda da Catarina Martins em relação às quotas para mulheres nos Conselhos de Administração das empresas privadas (tudo isto a coberto de directivas europeias “obrigatórias” que não existem enquanto tais).

A dita “Direita” em Portugal já é uma espécie de “papel carbono” da Esquerda; é um movimento político descaracterizado e sem espinha dorsal. O CDS/PP da Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita. Precisamos de uma Direita Alternativa em Portugal que também não existe ainda.

Quarta-feira, 19 Julho 2017

A formidável inimiga da Esquerda, e a única capaz de a derrotar, é a chamada Direita Alternativa

 

Quando emitimos uma opinião, sobre qualquer assunto, é porque queremos que toda a gente concorde connosco.

Mesmo que digamos que não pretendemos obrigar alguém a seguir a nossa opinião, esta nossa pretensão negativa pretende vincular todas as pessoas que nos ouvem: queremos convencer os outros de que “não queremos convencer os outros”. Ou seja, uma opinião é sempre uma forma de coerção através da persuasão.


Este texto da Maria João Marques começa com uma contradição, que consiste em apenas aceitar a liberdade negativa e negar a liberdade positiva, por um lado, e por outro lado, ela nega (pelo menos implicitamente) que a opinião dela pretenda vincular ou persuadir quem a lê — o que é uma contradição em termos.

O problema do libertarianismo, e dos seus promotores com cabeça de alho chocho, é o de que desprezam a liberdade positiva; e depois invocam o Iluminismo para justificar esse desprezo — quando o maior filósofo do Iluminismo, Immanuel Kant, não concebeu a liberdade negativa  sem a liberdade positiva 

É claro que o libertarianismo não tem argumentos para combater a Esquerda, porque a Esquerda actual adoptou uma dialéctica utilitarista (“joga em dois carrinhos, ou em dois tabuleiros”): por um lado, é normativa quando faz uso da liberdade positiva que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do "maior número"; e simultaneamente defende a liberdade negativa (no Direito Positivo) que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista.

Os libertários só defendem a liberdade negativa — ou seja, “cada um é como é, desde que não me chateiem”.

Em suma, quando defendemos a liberdade negativa do indivíduo, temos que ter em conta a liberdade positiva do “cidadão-legislador” — e não fazer de conta que se ignora a liberdade positiva. Ou seja: “o outro é livre, mas eu tenho uma opinião acerca do tipo de liberdade desse outro, e segundo a qual eu quero que se transforme em lei”; e é assim que a Esquerda raciocina. E através da dialéctica utilitarista entre a liberdade negativa e positiva, a Esquerda vai restringindo as liberdades individuais (da maioria) em nome das “liberdades individuais” (de uma pequeníssima minoria).

Por tudo isto é que o tipo de “Direita” a que pertence a Maria João Marques já perdeu a batalha com o marxismo cultural. Ela apenas vive em estado de negação. Como escreveu o poeta, essa Direita “jaz morta e arrefece”. A “Direita” que apoiou (explicita- ou implicitamente) o "casamento" gay e a adopção de crianças por pares de invertidos, não tem autoridade de direito — nem autoridade de facto — para se bater contra a ideologia de género, que é a ideologia contra a qual se revolta a Maria João Marques.


Em Portugal, 1 em cada 4.500 crianças nascidas é hermafrodita. Ou seja: 0,02% das crianças nascidas é hermafrodita porque têm os dois sexos. ¿O faz a Esquerda (marxismo cultural)? “Agarra-se” a esses 0,02% e, em nome dos seus alegados “direitos”, impõe uma ditadura da minoria aos restantes 99,98% de pessoas que não são hermafroditas e que têm o sexo biologicamente definido.

Mas a Esquerda (marxismo cultural) vai mais longe: se uma pessoas com cromossomas XY se identifica subjectivamente como sendo mulher, então, segundo a Esquerda, ele deve ser tratado e identificado como mulher. É neste sentido que surgiu a polémica nos Estados Unidos em volta do processo judicial de Yvette Cormier contra o Estado do Michigan, em que ela foi expulsa de um ginásio porque apresentou uma reclamação contra a presença de um homem (que se dizia “transgénero”) no balneário feminino.

 

Ou seja, o transgenderismo é visto pela Esquerda (absurdamente) como uma forma de identidade — ao contrário do que escreveu a Maria João Marques. Seria absurdo, por exemplo, que eu me identificasse subjectivamente como negro, embora eu fosse branco; mas, para a Esquerda, já não é absurdo que alguém com cromossomas XY se identifique subjectivamente como sendo alguém com cromossomas XX (ou vice-versa).


O que está em causa é o ataque do marxismo contra a  família natural; a chamada “super-estrutura”, segundo referido por Karl Marx no seu livro “Das Kapital”, nada mais é do que a moral cristã.

A moral cristã é a “super-estrutura”, segundo o marxismo; a família natural, que é a base da moral cristã (a base da “super-estrutura”) é a inimiga a abater pelo marxismo, mas também pelo libertarismo de Ayn Rand — e por isso é que gente da laia da Maria João Marques já perdeu a guerra: resta-lhes esbracejar antes de se afogarem na corrente de lodo moral que elas próprias ajudaram a fazer correr.

A formidável inimiga da Esquerda, e a única capaz de a derrotar, é a chamada Direita Alternativa.

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