perspectivas

Sábado, 22 Agosto 2020

Desidério Murcho: a narrativa da “eutanásia para todos, em nome da liberdade”

O Desidério Murcho escreveu aqui uma coisa a favor da liberalização da eutanásia.

O tipo de argumentação é sempre o mesmo: vai-se buscar um ou dois exemplos extremos de casos que não sejam passíveis de tratamento médico ou de cuidados paliativos, para depois — em cima desses dois exemplos extraordinariamente raros mas cuidadosamente escolhidos — construir a narrativa da “eutanásia para todos em nome da liberdade”.

“É a constituição moral da sociedade que fixa, a cada momento, o contingente dos mortos voluntários.” → Durkheim

1/ Em primeiro lugar, o mais surpreendente é que o Desidério Murcho defenda a eutanásia aplicada pelo Estado; o Estado passa a aplicar a pena-de-morte alegadamente consentida.

Temos um caso, na Bélgica, de um multi-homicida condenado a pena de prisão perpétua que solicitou (voluntariamente!) a eutanásia; e parece que o Estado belga está aberto a matar um homem que tinha anteriormente condenado à prisão perpétua. Ou seja, as bases do próprio sistema judicial ocidental começam a vacilar.

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Sábado, 6 Julho 2019

Um recado do professor James Tour para o Carlos Fiolhais

Filed under: Carlos Fiolhais,David Marçal,Desidério Murcho,Rerum Natura — O. Braga @ 9:17 am

O professor de Química Orgânica na Universidade de Rice, James Tour, passa (no vídeo abaixo) um atestado de ignorância ao Carlos Fiolhais, David Marçal, e demais sequazes do blogue Rerum Natura incluindo o Desidério Murcho.

O caso de David Marçal consegue ser o mais grave, porque se trata de um professor universitário de bioquímica. Em Portugal entra-se para o quadro docente universitário com uma grande “cunha” — como se pode constatar pelo caso do David Marçal, que foi “cunhado” pela Esquerda com um “tacho” à medida.


Quarta-feira, 5 Julho 2017

O grau zero da ética

Filed under: ética,Desidério Murcho,filosofia,Peter Singer,Rolando Almeida — O. Braga @ 7:00 pm

 

Quando nós temos gente miserável, do ponto de vista ético, a dar aulas de filosofia aos nossos filhos ou netos, deparamo-nos com artigos destes ilustrados com imagens como esta aqui em baixo:

peter-singer-obesidade-custos

O problema ético da obesidade, segundo o Rolando Almeida (que segue o guru Peter Singer), são os “custos extras”.


Bobbi-Jo-Westley-webPodemos inferir do “raciocínio” do Peter Singer (que o Rolando Almeida venera) que “se a obesidade não tivesse custos extras” — por exemplo, se existisse a eutanásia compulsiva para os obesos — “não haveria qualquer problema ético com a obesidade”. E nada vale ao Rolando Almeida meter o Desidério Murcho na “cumbersa” — porque se o Desidério Murcho pensa da mesma maneira que o Rolando Almeida, é tão sabujo quanto ele.

Vemos, por exemplo, aqui ao lado a foto de uma mulher que pesa 250 kg e diz que se sente orgulhosa em ter as ancas mais largas do mundo com 2,41 metros.

Basta olharmos para ela para percebermos intuitivamente que o problema dela não são os “custos extras”; qualquer pessoa mentalmente saudável — que não seja o Rolando Almeida ou o Desidério Murcho — percebe intuitivamente que o problema dela é o da sua própria saúde, e que o valor da saúde dela está antes (vale mais do que) de qualquer custo material que possa existir em relação à sua condição existencial.

Por outras palavras: não existe qualquer consenso sobre quanto vale uma vida humana — mas o Peter Singer, o Rolando Almeida e o Desidério Murcho, entre outros, já fizeram as contas e já sabem quais são os “custos extras” de uma qualquer vida humana.

O problema acontece quando nos calha a nós próprios. O Peter Singer andou décadas a dizer que a vida dos doentes de Alzheimer não valia a pena ser vivida, mas quando a mãe dele contraiu a doença de Alzheimer, Peter Singer contratou as melhores enfermeiras para estarem com ela 24 horas por dia. E é este filho-de-puta incoerente que é adorado por “professores de filosofia” que escrevem livros, mas que têm um défice cognitivo evidente.

Reduzir os valores da ética aos “custos”, é de um cinismo inqualificável; ou é próprio de um mentecapto.


O verbete do Rolando Almeida em ficheiro PDF

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