perspectivas

Sexta-feira, 3 Novembro 2017

Informação que não vem nos me®dia: a Universidade do Algarve cancelou conferência politicamente incorrecta

Filed under: Darwinismo,politicamente correcto — O. Braga @ 11:26 am

 

Um grupo de estudantes da universidade do Algarve organizou uma conferência a ter lugar no dia 23 de Outubro passado, subordinada ao tema “Desenho Inteligente”, e que teria a participação do professor Marcos Eberlin da Universidade de Campinas, Brasil, e do filósofo Paul Nelson. A universidade do Algarve manifestou por escrito a concordância em relação à realização da conferência.

universidade-do-algarve-web

Porém, as pressões políticas contra a realização da conferência começaram logo que esta foi anunciada publicamente. A 22 de Setembro, a universidade do Algarve informa os dois conferencistas de que a conferência tinha sido cancelada.

Face à censura política de que tinha sido alvo, o grupo de estudantes da universidade do Algarve procurou um local alternativo para a realização da conferência; e encontrou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) esse local alternativo, contando inclusive com o apoio explícito da professora doutora Cândida Fernanda Antunes Ribeiro. Porém, as pressões políticas dos censores politicamente correctos actuaram outra vez, desta feita mesmo sobre a professora Ribeiro. No dia 15 de Outubro passado — oito dias antes da conferência agendada —, a professora Cândida Fernanda Antunes Ribeiro não resistiu à censura política e cancelou a conferência.

Contudo, o grupo de alunos da universidade do Algarve não desistiu. Dado que todas as universidades portugueses — por indicação expressa do ministro (comunista) da Educação do governo de António Costa — fecharam as suas portas à conferência, a dita organizou-se em Espanha, na cidade de León, exactamente no dia agendado (23 de Outubro), no Hotel S. Marcos.

Em nome da tolerância, a Esquerda pratica a intolerância. Em nome do conhecimento, a Esquerda pratica a censura. Em nome da verdade, a Esquerda apregoa a mentira.

(fonte)

Sexta-feira, 26 Dezembro 2014

A evolução darwinista é impossível

Filed under: Darwinismo — O. Braga @ 9:46 am

Se a Teoria da Informação é verdadeira, a evolução darwinista é impossível, porque a informação de novas formas terá que estar previamente incorporada na procura que se faz dessas novas formas.

A evolução darwinista é impossível quando é concebida como “evolução aleatória e não guiada”, porque se não existe informação prévia (se não existir uma condução do processo que pressupõe a existência de informação), as hipóteses de algo acontecer sem essa informação tornam a evolução darwinista impossível.

Dá-se como exemplo a procura do tesouro na ilha: ou temos informação prévia da área onde pode estar o tesouro, ou prosseguimos escavando a terra de forma aleatória (sem informação). No segundo caso, a probabilidade de encontrarmos o tesouro é muito baixa se a ilha for grande.

Ou seria como se uma companhia de petróleo fizesse prospecção de novos poços de petróleo sem qualquer informação prévia e de forma aleatória.

O teorema de Gödel  já tinha colocado este problema, embora de uma forma diferente: é impossível demonstrar a não-contradição de um sistema (sendo bastante rico) pelos seus próprios meios, ou mediante meios mais fracos.

Por exemplo, um computador suficientemente complexo para simular o trabalho cerebral, e submetido a um rigoroso determinismo no que respeita ao seu mecanismo e às permutas com o exterior, não permite calcular, em um tempo t, o que ele (computador) será num tempo t+1 — só o consegue na medida em que a sua determinação, por si só incompleta, estiver submetida à determinação de um outro computador de ordem superior, mas que, nesse caso, também não está de modo nenhum inteiramente determinado por si mesmo; e assim consecutivamente, ad infinitum.

Não se quer dizer que a teoria de Darwin seja falsa; o que se quer dizer é que é impossível.


Resposta a este verbete do Ludwig Krippahl? Aqui!

Segunda-feira, 14 Julho 2014

Os da “Direita liberal” são os “idiotas úteis” da Esquerda

 

A convergência de posições da Esquerda e da chamada “Direita liberal”, no que diz respeito à legalização das “barriga de aluguer” (por exemplo, e entre outras posições), decorre da adopção de uma ética utilitarista (utilitarismo), ou daquilo a que Karl Marx chamava de “moral de merceeiro inglês”. E até o actual Partido Comunista já adopta a “moral de merceeiro inglês”!.

O utilitarismo, à Direita, é o de Stuart Mill: incoerente e contraditório; à Esquerda, é o utilitarismo de Bentham: um instrumento de minagem de uma ordem cultural.

O utilitarismo é sempre, nos dois casos, baseado no darwinismo: não é por acaso que Peter Singer tenha proposto que a Esquerda abandonasse provisoriamente o marxismo (“metesse o marxismo na gaveta”) e adoptasse Darwin. Portanto, tanto na Esquerda como na dita “Direita liberal”, o utilitarismo manifesta-se através de uma qualquer forma de darwinismo social. E a “barriga de aluguer” é uma forma de darwinismo social.

Afirmar que a “barriga de aluguer” será gratuita (não será um negócio), é uma falácia que nos insulta a inteligência. Por exemplo, primeiro começaram com as uniões civis gays; depois exigiram o “casamento” gay sem a adopção de crianças; depois disseram-nos que o casamento, segundo a Constituição, implica necessariamente a adopção de crianças; e agora dizem-mos que as “barriga de aluguer” não podem ser um negócio até que “a realidade exija que o negócio seja regularizado”.

Se compreendermos isto, não acharemos nada de estranho no que se relata neste texto.

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

Sábado, 28 Setembro 2013

Um artigo para o Carlos Fiolhais (e o blogue Rerum Natura) ler

 

«A closer look at the literature shows that hominin fossils generally fall into one of two categories—ape-like species or human-like species (of the genus Homo) — and that there is a large, unbridged gap between them. Despite the claims of many evolutionary paleoanthropologists, the fragmented hominin fossil record does not document the evolution of humans from ape-like precursors. In fact, scientists are quite sharply divided over who or what our human ancestors even were. Newly discovered fossils are often initially presented to the public with great enthusiasm and fanfare, but once cooler heads prevail, their status as human evolutionary ancestors is invariably called into question.»

Has Science Shown That We Evolved from Ape-like Creatures?

Sábado, 27 Abril 2013

Maimónidas e a evolução darwinista mediante mutações aleatórias

Filed under: Darwinismo,filosofia — O. Braga @ 11:42 am
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Maimónidas, que nasceu no século XII em Córdova (Espanha) e viveu e morreu no Egipto no início do século XIII, defendeu a ideia segundo a qual é impossível raciocinar sobre as condições em que se encontrava uma determinada coisa quando começava surgir, quando essa coisa está agora acabada.

Ou seja, segundo Maimónidas, não podemos recuar do estado em acto de uma coisa para o seu estado potencial; e por isso, todos os argumentos que se servem desta forma de agir são viciosos e não têm qualquer força demonstrativa (conforme Nicola Abbagnano, História da Filosofia, Volume III, §250, Editorial Presença, Lisboa, edição de 1969, página 234).

A inteligência do Homem moderno caiu tão baixo que até um homem do século XII, utilizando a lógica, o consegue rebater.

Domingo, 7 Abril 2013

O erro da crença ideológica de Carlos Fiolhais e do blogue Rerum Natura

Carlos Fiolhais ficará na história da ciência e da pedagogia portuguesas como um dos piores exemplos de seguidismo cego de um determinado paradigma totalmente submetido a um “espírito do tempo” marcado pela ideologia, por um lado, e por outro lado por ter caído no erro de colocar, num mesmo plano epistemológico, a física e a biologia.

dawkins-papaO Rerum Natura, através do seu “repórter” de serviço António Piedade, fala-nos de um novo livro acerca do darwinismo (ou neodarwinismo) cujo conteúdo é corroborado por Carlos Fiolhais. Eu não li o livro (com o título “A Evidência da Evolução – Porque é que Darwin Tinha Razão”), e apenas estou a fazer um juízo acerca do texto do verbete publicado no Rerum Natura. Não li o livro nem vou ler, porque o título indica “mais do mesmo”, e porque a própria sinopse de António Piedade confirma o “mais do mesmo”.

Carlos Fiolhais, ao corroborar o conteúdo deste livro, terá que estar pelo menos parcialmente de acordo com Richard Dawkins quando este escreveu acerca do dito: “Quem não acredita na evolução ou é estúpido, ou é louco, ou não leu Jerry Coyne” (SIC) Reparem bem!: quem não acredita”! Eu diria que se Carlos Fiolhais acredita no que escreveu Richard Dawkins, então são tão estúpidos um como o outro.

Em ciência, o “acreditar” — a crença — é justificável e não pode ser, à partida, criticável. Nem todas as crenças são injustificáveis ou irracionais.

Portanto, ninguém pode estar contra toda a crença em ciência. Quando Newton publicou a sua teoria, baseou-se numa “crença” a que Kant classificou de “juízo sintético a priori”. Alguns aspectos da teoria de Newton estavam errados, mas muita da sua teoria salvou-se e foi até adoptada, por exemplo, por Einstein. Mas a biologia não entra nos pressupostos necessários para a elaboração de um juízo sintético a priori — que Kant, e muito bem, reduziu à matemática e à física.

A biologia — e muito mais ainda, a paleontologia — é uma ciência que se baseia essencialmente no juízo sintético à posteriori, e por isso a “crença científica”, em biologia, não se pode aplicar do mesmo modo que é aplicada na matemática e na física. Em biologia, não é possível uma “crença científica” senão se se tiver como motor dessa “crença” uma determinada ideologia política, ou então mediante o predomínio de uma mundividência subjectivista que determine essa crença (por exemplo, o positivismo).

Numa altura em que as macromutações, entendidas segundo o neodarwinismo, estão claramente colocadas em questão, e em que a maioria dos cientistas concordam com a ideia segundo a qual só se aplicam as “leis de Darwin” às micromutações inerentes à adaptação ao meio-ambiente — e o mais interessante é que as micromutações são reversíveis! —, o Rerum Natura e Carlos Fiolhais insistem em uma determinada crença aplicada a uma ciência (a biologia) que não pode, por sua própria natureza, estar legitimamente sujeita ao juízo sintético a priori.

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Quinta-feira, 14 Março 2013

Richard Dawkins diz que um feto humano tem menos valor do que um porco

As opiniões de Richard Dawkins, ou de outro burro qualquer, não me incomodam. Sempre existiram burros, e como escreveu C. Cipolla, a percentagem de estúpidos em circulação é sensivelmente idêntica em todas as sociedades de todas as épocas. O que me incomoda é caixa de ressonância dos me®dia: algumas das vezes acrítica, porque entre os pasquins — como, por exemplo, o jornal Público — a percentagem de estúpidos é superior ao normal; outras vezes propositada quando alinhada com um certo niilismo ético de uma política cultural de “terra queimada”.

dawkins and freud webQuando dizemos que “aquele animal sente dor”, essa nossa constatação é intuitiva.

Do ponto de vista estritamente do método científico positivista, nenhum cientista pode verificar e confirmar que um animal sente dor. O cientista pode inferir a dor de um animal, mas essa inferência tem origem intuitiva, e não uma origem estritamente científica no sentido de verificação empírica e positivista.
A presumível dor de um ser não é um critério científico — em sentido estrito do método científico — para estabelecer razões para o aborto ou para a eutanásia. A constatação da dor de um qualquer ser é intuitiva, e por isso, do domínio da ética, e logo, do domínio da filosofia. Quando a ciência diz que “um feto humano não sente dor”, incorre em um grave erro e abuso metodológicos.

Por isso é que Richard Dawkins é burro, porque ele deveria estar concentrado na biologia em vez de se meter pela filosofia adentro. Porém, para além de burro, é estúpido, porque ele consegue intuir a dor de um animal qualquer, mas já não consegue intuir a presença de um ser humano num feto humano.

Domingo, 10 Março 2013

O cinismo do naturalismo

“Quem somos? De onde viemos? Estas duas perguntas são geralmente o primeiro passo da hipocrisia comum que tem duas partes. Primeiro, a pessoa finge ter um interesse genuíno pelas perguntas, quando na verdade só lhe interessa exibir o que considera a sua superioridade cultural. Segundo, a pessoa não tem em mente uma investigação séria que vise responder às perguntas, mas antes um discurso heróico e reconfortante que nos diga que os seres humanos são superiores.

Contudo, para quem se interessa genuinamente por estas perguntas, o livro Last Ape Standing é uma excelente leitura. O autor, Chip Walter, não é cientista; mas informou-se sobre os últimos desenvolvimentos científicos quanto à nossa origem e apresenta-nos esses dados e especulações numa prosa simples e divertida.”

via De Rerum Natura: A família humana.

Na citação supra, verificamos a arrogância do naturalismo, escondida sob a capa rota e depauperada de Antístenes, o cínico, que, seminu e envolto na sua capa rota, dizia que Platão era um vaidoso e que “se comportava como um cavalo que se pavoneia”. E Sócrates, vendo que Antístenes exibia ostensivamente a parte mais degradada da sua capa, dizia-lhe: “ Vejo, pelo teu manto, ó Antístenes, que procuras a glória” [citação de Diógenes Laércio].

A Desidério Murcho só lhe falta o bastão tradicional do cínico grego para distribuir bordoadas por tudo quanto é gente. Por detrás da complacência em relação à Natureza, vive um cínico grego actualizado que procura a glória mediante a exibição pública da sua paupérrima capa. A capa rota do cínico moderno é o politicamente correcto que inclui uma mundividência falaciosa acerca do ser humano. A superioridade do cínico moderno — tal qual acontecia com Antístenes — reside na negação sistemática, no ser humano, de qualquer superioridade.

A lógica do niilismo cínico é esta: se se afirma que “ninguém é culturalmente superior”, então, “é culturalmente superior quem constata que ninguém é culturalmente superior”. E a superioridade última do cínico moderno, em relação ao comum dos mortais, consiste nomeadamente em constatar e afirmar que o ser humano não é superior ao símio.

Ao cínico não lhe interessa a ciência: antes, segue um dogma. O cínico é a antítese do céptico grego (cepticismo científico); e transformou-se no céptico moderno que não questiona o seu dogmatismo céptico. Para o cínico moderno, o cepticismo é um dogma (por exemplo, Bertrand Russell).

E mesmo não fazendo a mínima ideia de como, por exemplo, uma baleia “surgiu” de uma bactéria ou de um organismo unicelular, o cínico moderno exibe a sua capa rota, procurando a glória, e afirmando que “uma baleia é uma bactéria que é um cão que é um lobo que é um símio que é um ser humano”. E nivelando tudo e todos pela mesma bitola, o cínico afirma, glorioso, a sua superioridade.

Quarta-feira, 27 Fevereiro 2013

Conferência de Michael Behe na universidade de Toronto: “Evidência de Desenho Inteligente a partir da Biologia”

Filed under: Ciência,cultura,Darwinismo — O. Braga @ 11:44 am
Tags:

michael behe toronto web

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=s6XAXjiyRfM

Domingo, 24 Fevereiro 2013

Michael Behe e os limites do darwinismo (vídeo)

Eu penso que o mais importante deste vídeo (ligação em rodapé, com 1 hora e 25 minutos de duração) — de uma conferência do bioquímico Michael Behe, professor da universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, e gravado recentemente — é a redução ao absurdo da narrativa darwinista. Um exemplo da narrativa darwinista é este texto do professor Galopim de Carvalho segundo o qual “as células são produto de evolução atómica”. A forma de reduzir ao absurdo este conceito do professor Galopim de Carvalho é a de descrever (e não, “explicar”, porque a ciência não “explica” o universo, no sentido literal do termo) o que se passa dentro de uma célula, por exemplo; ou descrever como uma pessoa se torna imune à infecção pelo vírus da malária.

Ou seja, a assunção genérica e “mágica” da narrativa do professor Galopim de Carvalho, segundo a qual “as células são produto de evolução atómica” — e que é aceite pela população em geral como um mito urbano que justifica o darwinismo, por um lado, e que por outro lado transforma o darwinismo em uma espécie de dogma moderno que pretende substituir os dogmas da religião tradicional — é “desmontada” ou desconstruída pela simples explicação genérica do que se passa efectivamente a nível celular.

dawkins and freud webEste tipo de intervenção pública de Michael Behe é importante porque desmascara, aos olhos dos povos, os actuais mentores do cientismo positivista — como parece ser o caso do professor Galopim de Carvalho, e entre muitos outros —; e desmistifica e demitifica o novo “clero” dogmático interpretado pelo cientista que transforma a ciência — conforme defendido por Augusto Comte, no século XVIII — em uma nova religião imanente e materialista.

Ao contrário de positivistas fundamentalistas, como por exemplo Richard Dawkins, Michael Behe presta um serviço inestimável à ciência ao sublinhar a dúvida metódica (e não a dúvida céptica, que é uma coisa diferente), em detrimento da certeza cientificista própria do darwinismo, certeza essa que se transforma numa espécie de fé própria de uma religião materialista, absurda, e intelectual e espiritualmente chã e básica.

Num mundo moderno, em que o ser humano perdeu o seu sentido, a denúncia do dogma darwinista através da ciência propriamente dita deve ser um dos principais deveres dos (verdadeiros) cientistas.

michael behe web

http://www.youtube.com/watch?v=V_XN8s-zXx4

Terça-feira, 19 Fevereiro 2013

Um conhecido cientista diz o darwinismo não sabe o que é a macro-evolução

Filed under: ética,Ciência,cultura,Darwinismo,Ut Edita — O. Braga @ 11:21 am

Um dos mais conhecidos químicos em todo o mundo, o professor James M. Tour, escreveu que não há nenhum cientista que tenha uma mínima ideia do que consiste a macro-evolução. O filósofo Eric Voegelin chegou à mesma conclusão através de um conceito simples: “a evolução (darwinista) é um mito, porque é impossível explicar a mutação das formas”.

Uma coisa é a micro-evolução, que não é aleatória mas antes é racional, e que consiste na adaptação progressiva dos seres vivos ao meio-ambiente (procura de “nichos” de sobrevivência). A micro-evolução é não só racional como é até evidente. Outra coisa, bem diferente, é a macro-evolução e a tentativa cientificista de a deduzir e extrapolar a partir da micro-evolução. O artigo (em inglês) merece ser lido.


Richard Dawkins

Richard Dawkins

A partir de um determinado ponto, em que a experiência e/ou a matemática não podem sancionar a teoria, a ciência passa a ser uma questão de fé — como escreveu o físico francês Roland Omnès: “a maior fé é a do cientista, porque é inconfessável”. No caso do darwinismo, como no cientismo em geral, trata-se de uma fé naturalista que se opõe radical e irracionalmente a qualquer mundividência que não seja materialista; trata-se de uma religião monista e imanente que combate as religiões tradicionais e transcendentais. No fundo, estamos em presença de uma “guerra” entre religiões.

O problema do darwinismo é o efeito que tem na ética. Eu não tenho nada contra o facto de as pessoas acreditarem no que quiserem; um islamista ou um darwinista têm direito às suas respectivas crenças. Mas quando uma determinada crença transforma o ser humano em nada mais do que em uma espécie de macaco, ou quando se utiliza o darwinismo para fundamentar o eugenismo humano — então é aí que começam as minhas objecções em relação a essa fé religiosa.

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