perspectivas

Terça-feira, 5 Junho 2018

A miopia presentista dos “intelectuais secularistas”

 

Temos aqui um texto curto de um tal Padre Fernando Calado Rodrigues (ver em ficheiro PDF, para memória futura), e pode ser lido num ápice. 1

Temos ali (no referido texto) um exemplo de uma “análise” presentista da realidade. Um dos enormes problemas do nosso tempo é o de que tanto queremos prever o futuro que nos esquecemos dos exemplos do passado. Existe de facto um corte epistemológico com o passado, e o surpreendente é que os sacerdotes, que supostamente têm uma formação em filosofia e em teologia, não escapam à vulgaridade que o espírito do nosso tempo nos impõe.

A ideia do Padre segundo a qual a Igreja Católica “habituou-se a coroar reis e imperadores e a impor as suas leis às sociedades” é análoga à ideia abstrusa de que “a galinha surgiu antes do ovo”, porque

1/ foi um político (o imperador Constantino) que impôs o Cristianismo a todo o império romano; a cristianização do império romano foi, antes de mais nada, um imperativo político.

2/ as relações entre a Igreja Católica e o poder político, na Europa Ocidental (as relações da Igreja Ortodoxa com o Estado foram diferentes), sempre foram marcadas por uma dissensão constante. A ideia de que “a Igreja Católica impôs as suas leis às sociedades europeias”, escamoteia o facto de os reis (o poder político) andarem constantemente “à porra e à massa” com os papas. O Cristianismo foi usado pelos políticos europeus para impôr às respectivas populações uma certa ordem política. A ideia simplista de que “foi a Igreja Católica que impôs as suas leis às sociedades” só pode vir de um radical jacobino.


“O mundo moderno parece invencível; como os dinossauros desaparecidos.”Nicolás Gómez Dávila 


A seguir, o Padre fala em “secularização” da mesma forma que os bolcheviques falavam de “revolução”: como um estádio político evolutivo, produto de uma dialéctica evolucionária da qual surgiu o secularismo soviético — que já se extinguiu. Aliás, durou menos de um século. E voltamos ao presentismo do Padre: o homem não enxerga grande coisa a dois palmos do nariz (dele).

A actual classe dita “intelectual” é míope.

Não se dão conta de que o “secularismo” é hoje uma religião política; não deixa de ser uma forma de religião. O problema é o de saber se essa forma de religião imanente  e monista  (o secularismo), entendida em si mesma e quando despreza a Lei Natural, poderá fundamentar a realidade social e cultural durante muito tempo — porque há aqui, desde logo, um problema demográfico: os secularistas, seguidores de religiões política imanentes, em geral, não se reproduzem ao mesmo ritmo dos seguidores de religiões transcendentais.

Portanto, por uma questão de ordem natural das coisas, o “secularismo” entendido como religião política, tende a desaparecer — e não o contrário disto, como diz o Padre. Aliás, já verificamos isso em alguns países europeus (Bélgica, Suécia), onde a população islâmica será maioritária dentro de duas ou três décadas.

Finalmente, está propalada a ideia de que a legalização da eutanásia não interfere minimamente com a liberdade implícita na cultura antropológica — por exemplo, quando o Padre escreve o seguinte:

“De qualquer forma, mesmo que seja lícito fazê-lo, os católicos não serão obrigados a pedir a eutanásia. Também os médicos católicos não serão obrigados a fazê-la.”

Há dias, o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos teve que vir a terreiro defender os direitos de um padeiro cristão que se recusou a cozinhar um bolo para um "casamento" gay. Mas quando o "casamento" gay foi proposto à sociedade, disseram-nos que “a nossa liberdade não seria minimamente afectada com os casamentos dos gays”. A realidade diz-nos isso que não é verdade.

O que o Padre escamoteia — ou por ignorância, ou por estupidez, ou por malevolência — é que o próprio conceito de “católico” estará em causa a partir do momento em que a lei comum (o Direito Positivo) passe a ser anticatólica, como já vai acontecendo. Em uma sociedade em que a lei não é apenas “não-católica”, mas é sobretudo “anticatólica”, os católicos entram em espiral do silêncio e deixam de existir social- e culturalmente enquanto católicos — a não ser que se entre por uma resistência clandestina que envolverá um certo grau de violência articulada internacionalmente.

Ou seja: o que estamos a assistir na União Europeia do pós-cristianismo é a uma “sovietização” mas sem uma União Soviética.

Os maomedanos encarregar-se-ão de contradizer os jacobinos instalados nos corredores do Poder e no Vaticano.


Nota
1. Se o artigo 13 passar no paralamento europeu, terei provavelmente que pagar uma taxa por mencionar aqui a ligação para aquele artigo.

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Sexta-feira, 8 Dezembro 2017

A Igreja Católica e o dogma da Imaculada Conceição

Filed under: catolicismo,Igreja Católica — O. Braga @ 6:53 pm

 

O Padre Pio de Pietrelcina faz um resumo eloquente do papel teológico católico de Maria, Mãe de Jesus:

« Quando entrares numa igreja e vires a imagem de Maria, diz-lhe: “Eu te saúdo, Maria, e dá os meus cumprimentos a Teu Filho, Jesus” » .

Qualquer pessoa com dois dedos de testa entende intuitivamente (mesmo que não concorde com ele) este símbolo da função de Maria na teologia católica. Foi neste contexto simbólico (que já vinha desde os primórdios do Cristianismo) que o Papa Pio IX instituiu o dogma da Imaculada Conceição.

blessed-mother-mary-webUm dogma é uma afirmação (comunitária da experiência) humana sobre a Realidade que está para além daquilo que é alcançável através da linguagem.

Porém, não podemos esquecer que o Papa Pio IX foi alvo de violência vinda da maçonaria inimiga fidagal da Igreja Católica. A proclamação do dogma da Imaculada Conceição tem também — para além dos precedentes teológicos de que fala aqui o Domingos Faria — uma causa política.

Quase tudo o que escreveu o Domingos Faria acerca do dogma da Imaculada Conceição não tem importância relevante se compreendermos mensagem do Padre Pio de Pietrelcina acerca da função teológica de Maria — porque, em bom rigor, só podemos falar daquilo que não é individual. Não podemos falar, com autoridade, grande coisa acerca de Maria enquanto indivíduo.

Os dogmas delimitam o espaço de uma comunidade, e por isso o dogma só faz sentido dentro de uma comunidade (colectivo) — na tentativa de exprimir aquilo que não pode ser expresso, mas que “quer ser exprimido”.

Mas não é só o divino que é inexprimível: o individual também não pode ser compreendido através de palavras ou de pensamentos (por isso é que devemos julgar os seres humanos pelos seus actos, e não por meras manifestas intenções!), porque as palavras são uma forma de linguagem; e a linguagem consiste em conceitos universais (e não é possível exprimir o individual em conceitos universais).

Domingo, 29 Outubro 2017

França recusa estátua de João Paulo II; e a Polónia quer ficar com ela

 

O Conselho de Estado de França — obviamente controlado pela maçonaria — pretende retirar a cruz a uma estátua do Papa João Paulo II na cidade de Ploërmel.

Ploermel-estatua-joao-paulo-2-web

Entretanto, a primeira-ministra da Polónia, Beata Szydło, já veio dizer no Twitter que se os franceses não querem o monumento completo (com a cruz), a Polónia está desde já disponível para ficar com o dito (monumento que foi construído pelo artista russo Zurab Tsereteli em 2006).

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A nossa consolação é que os maçons franceses irão em breve andar de cu para o ar, sodomizados pelos maomedanos maioritários: em 2050, a maioria da população em França não será europeia e será muçulmana.

Segunda-feira, 25 Setembro 2017

“A Moeda de César” (Ticiano, 1514)

Filed under: arte,catolicismo,cristianismo,Igreja Católica,pintura,Renascimento — O. Braga @ 8:43 pm

 

ticiano-web

Sexta-feira, 30 Junho 2017

Um bom católico arrebenta sempre as fauces ao muçulmano que chateia

 

Um grupo de católicos franceses estava a protestar pelo encerramento de uma igreja local por parte do governo do Partido Socialista — ao que parece, a igreja será entregue pelo Partido Socialista à comunidade muçulmana para se transformar em uma mesquita.

Entretanto, os católicos franceses começaram a rezar o terço no local de protesto, e um muçulmano passou de carro e começou a importunar os católicos. Depois, o muçulmano saiu do carro e foi para o local das orações chatear os católicos …. e levou no focinho.

Pelo facto de se ser católico, não significa que os muçulmanos não levem no focinho.

Um bom católico arrebenta sempre as fauces ao muçulmano que chateia.

 

Terça-feira, 7 Março 2017

Maria da Luz Rodrigues: “mantra” é a puta que te pariu!

 

“A terapeuta de reiki, Maria da Luz Rodrigues, compara a (oração católica) Avé Maria com o ‘Om Mani Padme Hum’, um mantra relacionado com uma “mãe divina budista”, Kuan Yin, adorada na China, Japão, Coreia e Vietname, e que simboliza a compaixão e o amor”.

¿Pode uma Avé Maria ser um mantra?


Maria, mãe de Jesus, foi uma personagem histórica concreta; Maria existiu mesmo, em carne e osso: não é um mito ou uma invenção. Comparar uma pessoa que existiu e teve a sua própria vida, por um lado, com um mito budista, por outro lado, é estupidez.

Uma Avé Maria é uma oração transcendental, e não um mantra.

Um mantra é imanente; a oração católica, em geral, (como, por exemplo, o Credo) apela ao transcendente. Quando a Maria da Luz Rodrigues não sabe a diferença entre o transcendente  e o imanente , é caso para dizer que “mantra é a puta-que-pariu”.

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