perspectivas

Domingo, 1 Julho 2018

O CDS de Assunção Cristas não é de Direita; queremos um CDS da “Direita à Manuel Monteiro”

 

Fazendo uma analogia: o CDS de Assunção Cristas é uma espécie de facção menchevique do partido social-democracia russo do início do século XX — facção esta que soçobrou em confronto com a facção dos bolcheviques (liderada por Lenine) do mesmo partido.

Não devemos esquecer que Lenine militou no partido social-democrata russo, antes de aderir ao Partido Comunista russo que executou o golpe-de-estado de 1917.


O CDS de Assunção Cristas fecha a Esquerda à direita.

ASSCRIS-WEBQuando saiu da presidência do CDS, Paulo Portas deixou o partido armadilhado; e dessa armadilha faz parte o apoio explícito e público de Paulo Portas à eleição de Assunção Cristas para a presidência do partido. Enquanto existirem “fanchonos orgulhosos” nos órgãos de direcção do CDS, este partido nunca será de Direita.

Eu nunca vi um heterossexual dizer que se sente “orgulhoso” por ser heterossexual; e por isso não admito — na direcção de um partido que se diz de Direita — que um fanchono se sinta orgulhoso por se apanascar. E também não é admissível que um dirigente fanchono de um partido dito de “Direita” defenda a legalização da adopção de crianças por pares de invertidos.


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Alguém que diga à Assunção Cristas uma coisa muito simples: a Direita não se reduz à economia — embora a Assunção Cristas vá contra liberdade de mercado ao defender a lei das quotas para as empresas privadas. É é isto que dirige a “Direita” portuguesa…

Não é apenas a economia que faz a política. A política é feita de valores, em geral, e não apenas de dinheiro. O dinheiro é muito importante, mas não é tudo na política. Aliás, a economia depende muito da cultura antropológica e dos valores éticos prevalecentes na sociedade.

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Quarta-feira, 14 Fevereiro 2018

O NOVO CDS GAY sob os auspícios do Adolfo Mesquita Nunes e com a bênção da Assunção Cristas

Filed under: Adolfo Mesquita Nunes,Assunção Cristas,CDS GAY — O. Braga @ 3:58 pm

 

Com a saída de Paulo Portas da chefia do CDS/PP, surgiu um novo partido: o CDS GAY, desta vez chefiado por Assunção Cristas e convenientemente assessorado por Adolfo Mesquita Nunes.

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Assunção Cristas diz que o vice-presidente do CDS GAY, Adolfo Mesquita Nunes, “teve muita coragem” em assumir a sua (dele) homossexualidade. Parece que determinados comportamentos sexuais devem ser anunciados ao mundo com pompa e circunstância — como se abafar palhinhas e tomar no cu fossem actos sublimes e sagrados, dignos de grande coragem.

Antigamente era corajoso, por exemplo, o soldado, o bombeiro, o missionário; hoje é corajoso o paneleiro.

Naturalmente que o CDS GAY de Assunção Cristas não terá o meu voto (como teve até às últimas eleições). Mal por mal, prefiro votar no PNR (Partido Nacional Renovador).

Segunda-feira, 4 Setembro 2017

Ó Adolfofinho: deixa lá em paz a xenofobia !

 

“Durante um debate na Rádio Cova da Beira entre candidatos à Junta de Freguesia de São Francisco de Assis, na Covilhã, a candidata apoiada pelo PS, Joana Campos, imitou o sotaque do candidato do CDS, Júlio Canhoto, de origem venezuelana, conta o Público.

Segundo o CDS, a actual presidente da junta “humilhou” o opositor com um acto de “xenofobia”. Adolfo Mesquita Nunes, candidato do CDS à Câmara da Covilhã pede ao PS que se demarque desta atitude.”

Mais um caso de xenofobia nas autárquicas? Candidata do PS “humilha” opositor com sotaque espanhol


Vamos ter que acabar com estas manipulações estapafúrdias que incentivam a incompreensão e ódio em relação à verdadeira xenofobia: a maioria dos xenófobos são pessoas serenas e pacíficas que querem viver em paz e praticar a sua xenofobia em harmonia com a natureza.

Este caso isolado do Júlio Canhoto (estranho nome para um candidato do CDS/PP) nada tem a ver com a autêntica xenofobia — aliás, denunciamos a Joana Campos como uma impostora ao serviço dos inimigos da xenofobia: não devemos relacionar o sucedido com a verdadeira xenofobia porque isso provocaria um repúdio da dita no seio da sociedade — e é isso que os radicais pretendem!

A xenofobia (assim como a islamofobia) é uma ideologia de paz, tolerância e concórdia. Temos que estar unidos e evitar que surjam episódios de intolerância e ódio contra os xenófobos honrados e pacíficos. A imensa maioria dos xenófobos são gente de bem, pessoas de conduta impecável e de elevados princípios e valores.

Não devemos confundir — como faz o Adolfofinho — xenofobia, por um lado, e xenofobismo, por outro lado.

Os inimigos da convivência, da tolerância e do respeito pelos outros estão sempre prontos para desvirtuar os factos sociais e criminalizar o todo colectivo xenófobo perfeitamente integrado na sociedade e respeitador das leis.

Somos contra esta campanha de estigmatização que pretende sujar o bom nome da comunidade xenófoba, completamente alheia a este caso em concreto: os verdadeiros xenófobos pretendem viver sem medo e praticar a sua xenofobia em plena luz do dia, sem temer represálias pelos inimigos da tolerância — esses extremistas que pretendem que a xenofobia seja retirada da praça pública e seja praticada na clandestinidade: estamos no século do progresso e da liberdade, e exigimos poder colocar em prática as nossas ideias sem sermos objecto de difamações e agressões ao nosso credo.

Terça-feira, 8 Dezembro 2015

A adopção de crianças: Adolfo Mesquita Nunes e Pedro Vaz Patto

 

A adopção não pode configurar-se como direito dos candidatos a adoptantes.

Não se trata, pois, e em primeira linha, de chamar à colação, no que a esses candidatos diz respeito, o princípio da igualdade e não discriminação em função da orientação sexual”.

Pedro Vaz Patto


Adolfo Mesquita Nunes tentou tornear esta dificuldade colocada por Pedro Vaz Patto, embora de forma falaciosa e jogando com as palavras: diz o Adolfo Mesquita Nunes que os homossexuais não têm o direito a adoptar, mas têm o direito a serem candidatos à adopção; é uma forma enviesada de separar o sujeito do predicado, como se não tivessem qualquer relação entre si.

Ou seja, segundo Adolfo Mesquita Nunes, ninguém (incluindo os “casais naturais”, passo a redundância) tem o direito a adoptar uma criança; mas todos (incluindo os pares homossexuais) têm o direito a ser candidatos à adopção de uma criança. Ou seja, segundo Adolfo Mesquita Nunes, os casais naturais e os pares invertidos estão na mesma posição de igualdade — não no direito a adoptar, mas antes no direito da candidatura à adopção e, alegadamente, em nome do “superior interesse da criança”.

O que Adolfo Mesquita Nunes faz é diferenciar o direito de alguém a adoptar uma criança (que ele nega como sendo um direito universal, e aqui estou de acordo), por um lado, e por outro lado o direito de alguém candidatar-se à adopção de uma criança (que segundo ele deve ser um direito universal, o que não é verdade porque entra em contradição com o bom-senso).

As condições — reconhecidas universalmente — da candidatura à adopção não podem ser separadas do “superior interesse da criança” que define a própria instituição da adopção; separar as duas coisas (a adopção, por um lado, e a candidatura, por outro lado) é uma falácia (há candidaturas que nem sequer podem ser aceites como tais, à partida); e por isso não é verdade que qualquer pessoa possa ter o direito (mesmo que a lei o diga) a candidatar-se à adopção de uma criança.

Por exemplo: ¿um assassino em série pode candidatar-se à adopção de uma criança?

Segundo o Adolfo Mesquita Nunes, pode, porque alegadamente é um direito universal. Mas a verdade é que o bom-senso diz-nos que nunca um assassino em série pode ter o direito a ser candidato à adopção de uma criança. Portanto, o direito da candidatura à adopção de uma criança não é universal.

Quando está em jogo a vida de terceiros, os nossos direitos pessoais — por exemplo, o direito de candidatura à adopção — ficam automaticamente condicionados. A adopção é uma instituição; e numa instituição há sempre aquelas pessoas que reúnem as condições para estarem dentro dela, e outras que não têm essas condições.

As condições de pertença a uma instituição estão para além do conceito de “igualdade”.

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