perspectivas

Domingo, 25 Fevereiro 2018

Censura política no FaceBook

Filed under: Facebook,politicamente correcto — O. Braga @ 11:20 am
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O FaceBook pratica a censura totalitária por “delito de opinião”, por exemplo, quando me censurou o seguinte comentário:

« School shootings don’t happen because guns exist.

They happen because families don’t. »

Este tipo de censura de opinião vai ter que acabar : nos Estados Unidos existem já vários processos judiciais contra o Twitter e também contra o FaceBook, que, em última análise, podem levar ao desmembramento de monopólios das redes sociais.

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Quinta-feira, 22 Fevereiro 2018

O maniqueísmo politicamente correcto da “ciência que só tem um lado”

 

O Carlos Fiolhais plasmou no seu (dele) blogue um texto de uma tal Vera Novais acerca da “ciência oficial”, por um lado, e dos “hereges”, por outro lado — é claro que o Carlos Fiolhais faz parte da versão correcta da ciência que é aquela que faz parte do paradigma vigente.

Pelo que compreendi, a tal Vera quis saber se o leite faz mal ou bem à saúde, e para isso parece que “recorreu à ciência” que, diz ela, “se opõe à pseudo-ciência” — para escrever um artigo sobre o assunto (artigo esse a que eu não tive acesso, e até seria prolixo e improfícuo que eu tivesse porque não é isso que me interessa agora).

O que me interessa saber, da tal Vera, é esta proposição :

“ (Ela) não tinha de ouvir dois lados da questão, tinha de ouvir apenas um: o lado da Ciência”.

É claro que o Carlos Fiolhais, o sumo-sacerdote da ciência oficial e sacrossanta (positivista) em Portugal, tinha que vir a terreiro dar a bênção à Vera Novais. O problema é que a ciência tem de facto “vários lados”, ou seja, podemos dizer que “existem vários lados da ciência”.


(more…)

O politicamente correcto é hilariante

 

Um jovem empresário alemão abriu uma loja óptica e chamou-lhe “Six Million Glasses” (ver foto). No seguimento de uma polémica politicamente correcta, o empresário informou que o nome da loja se baseou no nome da série de televisão The Six Million Dollar Man”.

“A Hamburg optics store received widespread criticism for its insensitive choice of name—Six Million Glasses—which evokes a Holocaust connotation of the six million Jews killed by the Nazis as well as the image of a huge pile of glasses, disposed of by Auschwitz victims as they went to their deaths. The store announced that they will change the name to A Million Glasses.”

‘Six Million Glasses’ Hamburg store blasted for insensitive name

Mas o politicamente correcto não quis saber da informação do empresário, alegando que nome da loja era faxista porque não tinha em consideração o “Holocausto e os 6 milhões de judeus” mortos.

Entretanto, o empresário mudou o nome do estabelecimento para “One Million Glasses”, mas o politicamente correcto não descansa: ameaça agora instaurar um processo judicial contra o homem por “negação do Holocausto”.

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Quarta-feira, 21 Fevereiro 2018

Preparem-se que vem aí mais trampa do Bloco de Esquerda !

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,ideologia de género — O. Braga @ 12:31 pm

 

O Ludwig Krippahl tem aqui um bom texto acerca da chamada “política identitária” que não passa de uma adaptação actualizada do marxismo cultural da Escola de Frankfurt, da sua Teoria Crítica e do conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse.

julio machado vaz webAliás, parece-me que o Ludwig Krippahl tem vindo a virar à Direita — ao contrário do que se passa com alguns correligionários seus, como por exemplo o dr. Morcon, que continua a perorar, aos microfones da Antena 1, a ideologia política marxista cultural que alia Freud a Marx. O problema do dr. Morcon (entre outros) é que, durante décadas, (ele) defendeu determinadas ideias que agora não pode recusar (porque “um homem inteligente nunca se retracta”), apesar das evidências que o contradizem. Se há alguém em Portugal que utilizou a ciência para negar implícita- e publicamente a ciência, foi o dr. Morcon.

O verbete do Ludwig Krippahl centra-se em uma entrevista do professor universitário canadiano Jordan Peterson a um canal britânico de televisão, durante o périplo inglês do professor para promover um seu livro que trata de ética para jovens.

Eu tomei conhecimento da existência do professor Jordan Peterson há mais de um ano, quando ele se colocou contra a lei canadiana C-16, e foi inclusivamente ouvido por uma comissão do senado canadiano. A lei canadiana C-16 é uma lei que, ao abrigo da “protecção dos direitos dos transgéneros”, impõe a toda a sociedade o totalitarismo da aceitação compulsiva da ideologia de género.

Aliás, esta será a próxima “causa fracturante” do Bloco de Esquerda depois da “eutanásia para todos”: a imposição coerciva da linguagem, por decreto-lei fascista, através da “lei dos pronomes”. Portanto, o leitor prepare-se que vem aí mais merda do Bloco de Esquerda… ! (com a aquiescência bonacheirona do António Costa e do Rui Rio, e com a falsa oposição de Assunção Cristas).

O argumento principal da ideologia de género começou por ser o de que “o género é uma construção social, não obstante o sexo ser uma realidade biológica”; mas os ideólogos do género evoluíram, e agora essa premissa já não é válida: hoje, os activistas da Ideologia de Género dizem que “o género é um factor determinado pela existência do indivíduo (é inato), ao passo que o sexo biológico é uma construção social”. E a gente tem que os aturar…!

Domingo, 18 Fevereiro 2018

A “música ligeira” está praticamente morta

Filed under: cultura,cultura antropológica,arte,música — O. Braga @ 5:12 pm

 

james-last-webDesde muito pequeno que me habituaram a ouvir a chamada “música ligeira”, que era uma espécie de versões de música ritmada instrumental e orquestrada de temas clássicos ou/e modernos, desde a música clássica até à chamada “música POP”.

Por exemplo, o meu pai comprou muitos discos do maestro francês Paul Mauriat que é um exemplo de um maestro de “música ligeira”, e eu habituei-me a ouvi-lo em casa e na rádio. Mauriat morreu em 2006.

Outro maestro muito divulgado e conhecido de “música ligeira” foi o americano Ray Conniff; morreu em 2002. De repente veio-me à memória o maestro francês de “música ligeira” Franck Pourcel; fui ver à Wikipédia: morreu em 2000.

Talvez o precursor da “música ligeira” e o mais antigo terá sido o maestro americano Percy Faith: faleceu em 1976. Billy Vaughn, outro maestro e compositor americano de música ligeira, faleceu em 1991. Finalmente, o maestro alemão de “música ligeira” James Last, nascido em Bremen (Alemanha) e residindo na Florida (Estados Unidos), deixou-nos em 2015.

Salvo esteja eu errado, o único espécimen ainda vivo da “música ligeira” é o pianista e maestro francês Richard Clayderman. Já não há mais ninguém.

A crise ou mesmo o desaparecimento da “música ligeira” reflecte a crise da música contemporânea que deixou de ter criatividade e não tem qualquer qualidade harmónica, por um lado, e por outro lado traduz a falta de educação dos nossos jovens no que respeita à chamada “música clássica” — porque a “música ligeira”, de certa forma, faz a simbiose (por assim dizer) entre a música clássica e a música contemporânea.

A amálgama política portuguesa

Filed under: António Costa,Partido Socialista,PSD,Rui Rio — O. Braga @ 11:44 am

 

Conforme eu tinha previsto aqui, o Partido Social Democrata de Rui Rio não se distingue do Partido Socialista de António Costa.

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Sábado, 17 Fevereiro 2018

Conluio de Donald Trump com a Rússia : a montanha não pariu nada

Filed under: Donald Trump,Esta gente vota,Estados Unidos — O. Braga @ 12:05 pm

 

A propaganda dos me®dia contra a posse de armas nos Estados Unidos

 

Apesar da propaganda dos me®dia, os Estados Unidos não constam dos 10 países do Ocidente com mais mortos em série devido a tiroteios públicos, em termos relativos.

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Sexta-feira, 16 Fevereiro 2018

O Domingos Faria sabe mais de ética católica do que o S. Tomás de Aquino

 

Aristóteles dizia que quando partimos de um princípio errado, todo o nosso raciocínio consequente (por mais “lógico” que seja) está errado. É o caso do Domingos Faria: parte de um princípio errado e por isso incorre (através da lógica mesma) em uma interpretação delirante dos factos.

O primeiro princípio errado é o seguinte: não são os “católicos mais conservadores” ou “mais tradicionalistas” que defendem a ideia segundo a qual o adultério é um pecado mortal: é o próprio Chico a quem chamam de "papa" que defende essa ideia — a não ser que o Domingos Faria venha agora com a ideia peregrina segundo a qual o Chico é um “radical ortodoxo”…!

O adultério é um pecado grave ou mortal na exacta medida em que viola o 9º Mandamento.

O segundo princípio errado do Domingos Faria é o seguinte: ele parte do princípio de que a moral católica se aplica, hoje e necessariamente, a toda a sociedade — o que é falso. A moral católica, hoje como era no tempo de Santo Agostinho, aplica-se aos católicos. Não se deve exigir coercivamente de um pagão moderno que siga a moral católica.

Ademais, o Domingos Faria abusa do conceito de “intenção” (de boas intenções está o inferno cheio) ou de “intencionalidade”. Uma boa intenção pode atenuar um erro, mas não o elimina (S. Tomás de Aquino): o Domingos Faria pensa como um luterano, com a teoria da justificação, em que a moral não é objectiva.

O protestantismo transformou a interiorização do Cristianismo em simples idiossincrasia que permite que perguntemos ao indivíduo pela sua religião, depois de lhe termos perguntado qual a sua côr preferida e qual o seu clube de futebol.


O Domingos Faria deveria saber que a ética católica se distingue, em muito, da ética de Kant, e muito mais da ética intencionalista de Abelardo.

Para o católico, a boa intenção (ou a falta de consciência) é apenas e só uma atenuante — assim como Jesus Cristo disse à mulher adúltera: Vai à tua vida, mas não voltes a pecar!, ou seja, tens atenuantes mas não repitas a receita. Existe em Jesus Cristo uma reprimenda implícita em relação ao comportamento da mulher adúltera. Podemos constatar isto mesmo na ética de S. Tomás de Aquino:

1/ o ser humano tende necessariamente para o seu fim; como todos os seres vivos, tem um arbítrio: move-se por si mesmo e escolhe certos actos entre outros; mas, diferentemente dos outros seres vivos, o Homem é capaz de se representar o objecto do seu desejo na ausência deste, porque pode tornar, ou não, presente um objecto como desejável — e por isso, o arbítrio do Homem é livre (Suma Teológica, I, 59,3);

2/ no Homem, a vontade é um desejo informado pelo intelecto (idem);

3/ a contingência da escolha releva dos juízos racionais que propõem a alternativa dos actos possíveis. Mas, a partir do momento em que o Bem se apresenta ao intelecto, este deseja-o naturalmente — mesmo se mantém a capacidade de se abster! A falta consiste em querer um bem particular que não é o bem devido, e explica-se pela mediação do intelecto: este pode apresentar ao desejo um objecto menos perfeito do que o Bem, e arrastar então o homem para uma escolha desviante (para uma falta). A raiz do pecado reside no intelecto e a liberdade humana consiste em querer o que é racional (o que corresponde a uma ordem cósmica!) — quando o intelecto apresenta ao apetite o Bem verdadeiro e não um bem aparente;

4/ a lei (ética) é uma “ordenação da razão” que tem “em vista o bem comum” para “aquele que tem o encargo de velar pela comunidade”, e “exige promulgação” (Suma Teológica, I,II,90,4). De Deus ao mais humilde homem, passando pelo príncipe, escalona-se toda uma hierarquia de legisladores: cada homem é livre, dotado de uma razão autónoma e legisladora, mas submetida à razão do Legislador Supremo — uma vez que toda a lei exprime a razão divina!;

5/ a lei manifesta-se em três graus: a lei divina, que é sabedoria eterna de Deus; a lei natural, que é a tradução da lei divina na ordem natural; e a lei humana, que é a sua formulação positiva e particular. Neste edifício insere-se a doutrina da virtude: um acto é moralmente bom quando é virtuoso: o vício é contra a natureza. Ora, como o ser humano é racional, o bem moral é aquilo que está de acordo com a razão (Ibidem, I,II,71,2): como em Aristóteles, S. Tomás de Aquino demonstra que a virtude consiste em ordenar as nossas paixões segundo a razão e não em suprimi-las (como defendeu o estoicismo).

6/ cada ser humano está condicionado pelo seu próprio intelecto. Neste contexto, um acto apenas é moral se se conforma com o ditame da consciência. O acto cometido por uma consciência errónea continua a ser mau em si mesmo e distinto daquele que obrigaria uma consciência bem informada. E obedecer à sua consciência errada nada retira à falta prévia de não ter informado a sua consciência: se apenas podemos obedecer à nossa má natureza, temos o dever de a substituir por uma melhor sempre que pudermos.


O exemplo da “provável viúva”, dado pelo Domingos Faria, não “cola”. A lei do Direito Positivo dos “cinco anos de espera da viúva” (ou viúvo) tem origem na tradição católica que seguiu a tradição do Direito romano do tempo de espera do cônjuge provavelmente morto na guerra. Portanto, não se coloca o problema da “presumível viúva que comete adultério”. Na lei católica medieval, um cruzado desaparecido em combate, por exemplo, obrigava a sua esposa a uma espera de cinco anos — salvo se houvesse testemunho fidedigno de que o marido se encontrava cativo dos mouros; de outro modo, ao fim do tempo de espera, a viúva estava livre para casar novamente porque o marido era suposto morto pela própria comunidade.


Quem estudou filosofia, sabe que a tese do Domingos Faria é idiota. Ele pode até perceber muito de lógica, mas contradiz-se quando nega a lógica através de uma defesa da casuística.

O problema da Igreja Católica actual é que gente como o Domingos Faria ou o Anselmo Borges pretende saber mais de ética católica do que S. Tomás de Aquino, por exemplo.


Finalmente: Santo Agostinho não era contra o divórcio e/ou contra o segundo casamento.

Segundo Santo Agostinho:

1/ o divórcio de mulher e homem cristãos (católicos) não é tolerável nem permitido pela Igreja Católica. Mas se um dos cônjuges não for católico e pretender o divórcio do outro cônjuge que é católico (ou vice-versa), a Igreja Católica deve aceitar esse divórcio, por um lado, e permitir que o cônjuge católico divorciado volte a casar, desta vez pela Igreja Católica, com um novo cônjuge católico.

2/ a união sexual do homem e da mulher é natural e é boa. O bem do casamento não é somente a procriação (procriação = colaboração com a obra do Criador), mas é também a união indissolúvel (figura simbólica da união de Jesus Cristo com a Igreja).

3/ a virgindade antes do casamento não é um bem absoluto, mas é “a melhor das coisas boas”: a virgindade é preferível, mas não condição necessária do casamento. O que é um bem em si é o casamento.

A estupidez do “empresário” Ferraz da Costa

 

Em uma entrevista dada a uma estação de rádio inglesa, salvo erro em 2001, o “empresário” português Belmiro de Azevedo afirmou que o “povo português é preguiçoso, não gosta de trabalhar”. Cheguei a ter a gravação áudio dessa entrevista, mas entretanto mudei de computador e perdi-lhe o rasto.

Em uma entrevista à SICn, talvez aí por 2007 (no consulado de José Sócrates), o “empresário” português Pinto Balsemão afirmou que um dos graves problemas de Portugal é ter muita população. “Se Portugal tivesse metade da sua população, muitos dos problemas do país estariam resolvidos”.


Clique Aqui !

Agora temos o “empresário” Ferraz da Costa a afirmar o seguinte: 1/ “Os portugueses não querem trabalhar” (é de igual opinião da do Belmiro); 2/ “Uma economia que não cresce não cria lugares de chefia e não dá hipóteses aos mais jovens que acabam por ficar à espera que os mais velhos morram. Ainda por cima, hoje vive-se mais anos e qualquer dia trabalha-se até aos 80 anos. As empresas são quase lares de terceira idade” — aqui, o Ferraz da Costa está de acordo com o Pinto Balsemão: este país não é para velhos; venha daí a eutanásia para os trastes (excepto para eles!, obviamente) .

É esta merda de gente que dá razão à Esquerda ! Isto não são empresários!: são animais irracionais!

Vemos aqui um anúncio de uma empresa que tem um “empresário” do calibre do Ferraz da Costa, do Pinto Balsemão, ambos ainda por falecer, e do falecido Belmiro de Azevedo. Pretendem um tradutor que fale correctamente cinco línguas pagando 600 Euros por mês. É este o “empresário” português tipo e típico.

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E depois surge o Ferraz da Costa e quejandos, na sua estupidez infinita, a dizer que os tradutores portugueses não querem trabalhar ! Essa gentalha não tem vergonha na cara !

O Pinto Balsemão é o símbolo do globalismo e do grupo de Bilderberg em Portugal.

Toda a classe empresarial portuguesa (toda mesmo, não escapa um!) partilha do mesmo espírito globalista dos Bilderbergers e dos Soros deste mundo, que se aliam à Esquerda na política de imigração em massa e sem limites: a Esquerda pretende os votos dos imigrantes, e os neoliberais — da laia dos “empresários portugueses” — pretendem trabalho escravo: Les bons esprits se rencontrent…

Quinta-feira, 15 Fevereiro 2018

As bruxas: as feministas da Idade Média

Filed under: feminazismo,feminismo,Idade Média — O. Braga @ 6:25 pm

 

“ Yo no creo en brujas, pero que las hay, ¡las hay!”


Em 1395 foi publicada pela Faculdade de Teologia de Paris, uma decisão segundo a qual a ofensa a Deus (abnegação do 1º Mandamento) não era uma simples abjuração, mas antes era uma forma de idolatria — o que era uma consequência de a bruxaria ser (naquela época) considerada como uma ofensa ao 1º Mandamento, conforme a tradição da teologia católica; mas também era uma consequência do ensinamento de Jean Gerson segundo o qual a moral pertencia ao domínio da fé, o que dava autoridade ao Antigo Testamento que já considerava a bruxa como uma idólatra (como vemos, o conceito de “bruxa” é anterior ao Cristianismo).

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A ideia segundo a qual a feitiçaria era uma ofensa à “religião” (sendo que a feitiçaria seria organizada em uma ou várias seitas) conduzia à conclusão de que, através da bruxaria, o Diabo não era apenas um agente da actividade maléfica das bruxas, mas antes era o próprio objecto de culto das bruxas.

Em 1480 foi publicado pelos dominicanos Jacob Sprenger e Heirich Krämer (e com aprovação papal), o Malleus maleficarum (ou Martelo das Feiticeiras), que era uma descrição dos actos das bruxas. A partir daí, a bruxa passou a ser, a par com o usurário, um inimigo da raça humana.


Sendo que, no imaginário popular ou/e erudito, as feiticeiras ou bruxas se organizavam em seitas, não é difícil sabermos que as seitas ultra-puritanas (e gnósticas) dos cátaros ou albigenses, considerados os maiores rivais da ortodoxia medieval, foram identificadas com a bruxaria; e outro grupo puritano e gnóstico, também ele identificado com a bruxaria, a Vauderie ou Waldensianos, apenas conseguiu sobreviver, enquanto seita, nas escarpas dos Alpes ocidentais, afastados da comunidade católica.

Interessante, a diferença entre a feiticeira, por um lado, e o feiticeiro, por outro lado.

As feiticeiras, quando a sua ira era provocada, afligiam o corpo dos adultos e das crianças, matavam porcos, espalhavam a doença entre o gado — o conhecido “mau olhado” da bruxa —, tornavam os homens sexualmente impotentes, ou faziam cair tempestades para arruinar as colheitas de alguém. A simples misoginia não chega para explicar por que razão se pensava que a maior parte das criaturas maléficas seriam do sexo feminino.

As mulheres, especialmente se eram simultaneamente velhas, solteiras e de “poucos amigos”, eram como uma espécie de “monges”, e recorreriam a métodos excepcionais para conseguirem os seus objectivos — porque a sua condição existencial impedia-as de utilizarem os métodos supra-naturais convencionais e admitidos.


As bruxas eram portadoras de um ressentimento (a que hoje chamaríamos de “ressentimento feminista”), em contraposição com os feiticeiros que eram frequentemente membros do clero (católico): onde o feiticeiro actuaria pelo fogo e pela espada, a feiticeira actuaria pela doença e pela tempestade.

As bruxas não eram apenas inimigas de um determinado católico, mas faziam parte de uma conspiração geral contra a Igreja Católica. Por exemplo, as bruxas de Macbeth (Shakespeare) colaboravam com outras bruxas para ampliar o dano infligido à sociedade, e elas próprias não negavam que, por detrás de cada manifestação de maldade, se procurava a mão do inimigo universal, isto é, do próprio Diabo.

É ponto assente que se imaginava que as bruxas formavam uma “seita de maldade”, semelhante à dos cátaros ou da mesma espécie da dos Waldensianos — porque a seita era o tipo de dissidência que os ortodoxos (católicos) melhor conheciam.

A abada do Liverpool: Sérgio Conceição teve culpa #SomosPorto

Filed under: FC Porto,FCP — O. Braga @ 10:52 am

 

1/ Sérgio Conceição sabia que o meio-campo do Liverpool era fisicamente fortíssimo.

2/ Sérgio Conceição sabe que os jogos (normalmente) ganham-se e perdem-se no meio-campo.

3/ Perante aquele meio-campo composto por três bestas do Liverpool, Sérgio Conceição optou por um meio campo com três jogadores, e um deles o Octávio que é um peso-pluma.

4/ As substituições ainda pioraram a cena. Com as substituições, levamos mais três golos — porque o Sérgio Conceição ficou apenas com dois jogadores de meio-campo (Herrera e Sérgio Oliveira) contra as três bestas do Liverpool.

5/ Seria preferível que o Sérgio Conceição substituísse o Octávio pelo Máxi Pereira, colocando este último a jogar no meio-campo (uma vez que não tinha Danilo disponível; nem tinha o André que está sempre lesionado e que talvez seja melhor ir andando”… de repente, o meio-campo do FC Porto ficou deficitário) — porque perder por perder, que seja por poucos golos.

6/ Mourinho teria colocado quatro jogadores de bom “tackling” (recuperadores) no meio-campo do FC Porto contra os três brutamontes do Liverpool.

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