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Terça-feira, 30 Novembro 2021

O livro do Anselmo Borges

Filed under: Anselmo Borges,Bergoglio,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 9:49 pm

Reparem bem no argumentário do Anselmo Borges no panegírico do papa Bergoglio, e na crítica à Igreja Católica tradicional:

“Mas é necessário reconhecer que Francisco tem alguns poderosos adversários, que se lhe opõem por causa de nomear mulheres para lugares das decisões no topo da Igreja, de abrir a possibilidade da comunhão para os recasados, da aceitação dos homossexuais… Há quem continue a insistir na Missa em latim e de costas para o povo…

Aqui chegados, permita que lhe diga que, perante a gravíssima crise da igreja – os números de abandono da Igreja e da fé, concretamente na Europa, são dramáticos -, é urgente uma reforma funda, diria mesmo uma revolução, para voltar ao início, à Igreja dos começos”.

A crise da Igreja Católica não foi provocada pela ciência, ou pela História, mas sim pelos me®dia.


É claro que este tipo de argumentos é apoiado pelos me®dia que são, na sua essência, laicistas, materialistas e mesmo anti-religiosos. A crise da Igreja Católica não foi provocada pela ciência, ou pela História, mas sim pelos me®dia. O progressismo católico (do Anselmo Borges, por exemplo, ou do papa Bergoglio) é produto do empenho de adaptar as doutrinas cristãs às opiniões patrocinadas pelas agências de notícias internacionalistas, e às agências de publicidade controladas pela plutocracia globalista.

anselmo-borges-webA única forma de explicar a postura “progressista” de Anselmo Borges em relação à Igreja Católica (não só ele, mas também) é atribuir-lhe uma espécie de psicose, delirante e crónica de carácter não alucinatório (delírio interpretativo), incurável e sem demência terminal.

A alternativa a este diagnostico psicológico é a de um homem perverso e mesmo diabólico — o que não está fora de hipótese.

Uma das características dos gnósticos modernos — à semelhança, aliás, dos gnósticos da Antiguidade Tardia — é a auto-apologia da virtude, a jactância de um auto-atribuído virtuosismo pessoal: os gnósticos (por exemplo, os puritanos no tempo de Cromwell) consideravam-se moral- e intelectualmente superiores ao comum dos mortais (à semelhança dos gnósticos pneumáticos da Antiguidade Tardia).

É esta jactância de uma assumida superioridade moral em relação à “merda dos católicos” em geral, disfarçada por uma falsa e hipócrita humildade “cristã”, que marca esta tropa católica “modernista” que se diz escandalizada com “a missa em latim e com o Padre que olha para o crucifixo de Jesus Cristo”.

Os cristãos de Nietzsche não são os de ontem: são os de hoje, os “modernistas” como o Anselmo.

E diz o Anselmo que temos que “voltar ao início, à Igreja dos começos”, e invoca “a denúncia legítima” (sic) de Nietzsche para justificar essa revolução — os cristãos de Nietzsche (um historiador inexacto, mas talvez profeta) não são os de ontem: são os de hoje, os “modernistas” como o Anselmo.

“Ser cristão” à moda do Anselmo e do papa Chico consiste menos no arrependimento dos pecados próprios do que no arrependimento em relação ao Cristianismo.

Os que tratam de retirar, da Igreja Católica, as suas acrescências milenares (por exemplo, a recusa da comunhão para os recasados, a censura do comportamento homossexual, a “Missa em latim e de costas para o povo”), para alegadamente devolver a Igreja Católica à sua “pureza primitiva” (como defende o Anselmo), apenas declaram como sendo “originais” e “autênticos” os factores do Cristianismo que aprovem a mentalidade vulgar desse tempo primordial do Cristianismo. Ou seja, os burros entram em contradição com aquilo que defendem.

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Dantes, a Igreja Católica perdoava os pecadores; gente como o Anselmo Borges pretende que a Igreja Católica passe a perdoar os pecados.

Os mesmos gnósticos que há poucas décadas atacavam a Igreja Católica (por exemplo, Frei Bento Domingues, Anselmo Borges, o papa Bergoglio e quejandos) são os que agora a pretendem reformá-la. Sobre o Concílio do Vaticano II não desceram línguas de fogo, como aconteceu na primeira assembleia apostólica cristã: em vez disso, surgiu um fluxo de fogo, patrocinado por Feuerbach. A obediência do católico de antanho, passou agora a uma infinita docilidade em relação a todos os ventos do mundo. Dantes, a Igreja Católica perdoava os pecadores; gente como o Anselmo Borges pretende que a Igreja Católica passe a perdoar os pecados.

O “católico progressista”, da laia do Anselmo, fala de “dimensão histórica” do Cristianismo afim de perverter a historicidade da sua origem em uma espécie de “imanência de objectivos e metas”: o Reino de Deus, no léxico progressista do Anselmo Borges, é sinónimo eclesiástico de “Reino do Homem”.

Gnósticos como o Anselmo Borges, que se consagram a “salvar a Igreja Católica”, acabam por oferecer os seus serviços como cangalheiros da Igreja. É exactamente a função do recente livro do Anselmo: um Requiem à Igreja Católica patrocinado moralmente pelo papa Bergoglio.

Face à Igreja triunfante e à Igreja militante de outros tempos, o novo clero (de que faz parte o Anselmo Borges) incorpora a Igreja claudicante do papa Bergoglio; e por isso é que o Anselmo defende o fim do sacerdócio católico.

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