perspectivas

Terça-feira, 11 Agosto 2020

O liberalismo começou por ser democrático, mas hoje traduz a burocracia da servidão democrática

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:13 pm
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Ao ler este texto acerca da opinião crítica de Isabel Moreira sobre a (pretensa) obrigatoriedade do uso de máscaras na via pública, podemos verificar que a crítica de Isabel Moreira se baseia no formalismo processual jurídico e em um determinado conceito (lockeano) de “Estado de Direito”. Esta forma de ver o problema é arrepiante.

“É bom perceber que a OM lida apenas com um aspecto da pandemia. Com todo o respeito, a ideia de ‘máxima prevenção’ não é admissível num Estado de direito. Usar máscaras na rua ou condicionar mais ainda os eventos referidos na notícia é uma compressão muito complexa da liberdade nas suas diversas dimensões”, começou por escrever a deputada socialista, numa publicação partilhada no Facebook.

hcq-zinc-webA visão do mundo através de lentes do formalismo processual jurídico traduz uma mundividência burocratizada da realidade, por um lado, e acientífica, por outro lado. Dou um exemplo ilustrativo:

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, decretou o estado de emergência e o respectivo recolhimento obrigatório nacional por causa de quatro novos casos de COVID-19 a nível nacional — e estes quatro novos casos de COVID-19 dizem respeito a pessoas da mesma família!.

¿Justifica-se um estado de emergência de um país inteiro por causa de quatro novos casos de COVID-19 em uma mesma família?

A “lógica” que está por detrás da recomendação da Ordem dos Médicos da obrigatoriedade de uso de máscaras na rua, é a mesma “lógica” que subjaz ao decreto da primeiro-ministra da Nova Zelândia; ou seja, aparentemente não há lógica nenhuma; mas só aparentemente.

Para entendermos melhor a tal “lógica que não existe”, vou citar G. K. Chesterton: “O bolchevismo e o grande capital, são parecidos; ambos são sustentados pela ideia segundo a qual tudo se torna mais fácil e simples depois que se elimina a liberdade; e o inimigo irreconciliável de ambos é aquilo a que se convencionou chamar pequenas e médias empresas [no original: ‘Small Business’]”.

Se restringirmos a liberdade do indivíduo, este ficará mais disposto a pagar caríssimo pela restituição da liberdade perdida.

Quando as poderosas multinacionais farmacêuticas fazem uma campanha (através dos me®dia vergonhosamente manipulados) contra o Protocolo de Zelenko, fazem-no por uma razão: a Hydroxychloroquina é um produto muito barato e acessível a quase todas as bolsas. Ora, um medicamento barato, em princípio, não dá grande lucro. Para as grandes farmacêuticas globalistas, aceitar a receita do Protocolo de Zelenko significaria perder dinheiro (no sentido em que deixam de ganhar dinheiro).

Para as multinacionais farmacêuticas globalistas, é necessária uma vacina caríssima, por um lado, e por outro lado a descoberta de um cocktail de medicamentos caríssimos (pago pelos Estados dos países) para lidar com o COVID-19 — e por isso, também, é que o anúncio recente da descoberta de uma vacina na Rússia contra o COVID-19 foi imediatamente classificada, pelos me®dia ocidentais, como sendo uma “vigarice russa”.

Tal como acontece com a Ordem dos Médicos e com os caciques políticos portugueses, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a primeira-ministra da Nova Zelândia (por exemplo) obedecem também à “lógica” das grandes multinacionais globalistas — que incluem não só as grandes farmacêuticas, mas também os poderes fácticos globalistas que promovem o eugenismo e o abortismo (por exemplo, através da vacinação obrigatória), e defendem a versão contemporânea e actualizada da teoria da população de Malthus (por exemplo, Bill Gates, George Soros, o Charles da casa real britânica, Al Gore, os cabecilhas da Esquerda americana em geral, etc. ).

Ora, a Isabel Moreira utilizou a visão burocrática do formalismo processual jurídico para assim evitar uma análise científica e política adequada ao problema da restrição das liberdades no contexto da COVID-19 (não nos esqueçamos de que as revoluções são partos sangrentos das burocracias) — porque, se restringirmos a liberdade do indivíduo, este ficará mais disposto a pagar caríssimo pela restituição da liberdade perdida.

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