perspectivas

Domingo, 31 Maio 2020

As “elites” exigem um pensamento único, alegadamente em nome do “progresso”

Depois de ouvir ontem (no noticiário da TSF das 12:30 horas) o director da Polícia Judiciária Luís Neves a defender — implícita- mas claramente perceptível — a possibilidade de criminalização da opinião dos cidadãos, leio este artigo acerca da opinião de uma dita “socióloga” Sofia Aboim (ler em ficheiro PDF) que se mostra muito preocupada com as opiniões dos cidadãos que se opõem à agenda política da Esquerda radical.

Para entendermos melhor o que se passa hoje com o movimento dito “da Esquerda progressista”, passo a transcrever uma passagem do livro “¿Porque Está a Falhar o Liberalismo?” de Patrick J. Deneen (2019, página 119):

«[hoje] os filhos dos guerreiros culturais da Esquerda [democrática] dos anos 1980 já não estão preocupados com um cânone mais representativo e inclusivo. Estão mais interessados em defender a causa da autonomia igualitária [individual], agora oposta às velhas normas liberais da liberdade académica e da liberdade de expressão, em nome daquilo a que alguns chamam a “justiça académica” e “maior representação universitária”.

Embora um ponto em comum seja o apelo a maior diversidade, o projecto actual [de Esquerda] de “diversificação” cria, na verdade, maior homogeneidade ideológica (…).

A coberto das diferenças de raça, de um número explosivo de géneros e da variedade de orientações sexuais, a única mundividência substantiva avançada é a do liberalismo moderno: a ascensão do “indivíduo autónomo”, apoiado pelo Poder e pela ajuda do Estado e o seu controlo cada vez maior [do Estado] sobre as instituições (…).»


Hoje, a dita “Esquerda democrática” já não é a mesma que era na década de 1980; desde finais da década de 1990 que a Esquerda democrática tem paulatinamente “evoluído” para o que se convencionou chamar de “marxismo cultural” (que o José Pacheco Pereira, entre outras bestas esquerdopatas, negam que exista).

censura-gayzista-webHoje, a “Esquerda democrática” é apenas uma parte do Partido Socialista (a outra parte do Partido Socialista é claramente marxista cultural); é também e sobretudo o PSD de Rui Rio; e incluía também o CDS de Assunção Cristas que, com a ascensão do “Chicão”, deixou a área do socialismo democrático — o que preocupa imenso o José Pacheco Pereira e a Sofia Aboim, entre outras avantesmas que defendem a ideia de um “leque alargado de Esquerda” do MRPP ao CDS.

O que preocupa o director da Polícia Judiciária e a Sofia Aboim é (implicitamente) a necessidade urgente de censura política da opinião das pessoas que não se enquadram em uma alegada da homogeneização da opinião (a imposição coerciva de um pensamento único).

É neste sentido que Deneen diz que “o projecto actual [de Esquerda] de ‘diversificação’ cria, na verdade, maior homogeneidade ideológica”.

Para Sofia Aboim (que neste caso representa a opinião maioritária da actual “ruling class”), é preocupante que o cidadão comum português não seja militante do movimento gayzista — bem dia o mestre Nicolás Gómez Dávila : “Já não basta que o cidadão se resigne às imposições arbitrárias progressistas; o Estado moderno exige cúmplices”.

Esta exigência de pensamento único, por um lado, e a ameaça velada de censura de opinião, fazem parte da agenda política do marxismo cultural que os esquerdopatas dizem que não existe.

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