perspectivas

Quarta-feira, 18 Setembro 2019

A linguagem ressabiada do liberal fodido

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 9:24 pm
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A questão “liberal” — em Portugal — parece-se com o “sketch” do Herman José sobre “¿Quem é o presidente da junta?”; é semelhante ao que acontece na Esquerda dos Estados Unidos: todo o candidato esquerdista pretende ser mais radical do que o seu camarada do lado: de modo semelhante, os ditos “liberais”, em Portugal, competem entre si para saber quem é mais “radicalmente liberal”.


Só alguém mentalmente diminuído pode ser contra a sua própria liberdade (entendida no sentido de “livre-arbítrio”, como capacidade de um indivíduo determinar por si próprio, espontaneamente e voluntariamente). E só um indivíduo perverso (um psicopata ou/e sociopata) pode ser contra a liberdade (livre-arbítrio) dos outros.

Porém, a tendência dita “liberal” actual (não me refiro ao liberalismo “clássico”), ou reduz a Realidade inteira à economia (a economia passa a ser a própria metafísica do “liberal” moderno), ou então o livre-arbítrio  passa a ser entendido (pelo liberal contemporâneo) como a capacidade de escolher entre dois ou mais comportamentos, sem se inclinar a priori para um lado ou para outro.

Por outras palavras, para o liberal actual, o livre-arbítrio é a capacidade de se ser a causa primeira e absoluta dos nossos actos — o que faz com que o livre-arbítrio do liberal moderno se identifique com a “liberdade da indiferença  e com o “acto gratuito”.

Aconselho o leitor a ler um livro da autoria de Patrick J Deneen, com o título “Why Liberalism Failed”, ou “Por que falhou o liberalismo”.

why-liberalism-failed-web

A crítica ao “liberalismo” contemporâneo não significa “crítica à liberdade” entendida em si mesma.

Em vez disso, a crítica ao liberalismo contemporâneo significa a crítica a uma determinada forma enviesada de conceber a “liberdade” (que é comum à Esquerda neomarxista e a um determinado tipo de “liberais”), forma essa que não tem em consideração os primeiros princípios que moldam e condicionam a Realidade.

O liberalismo contemporâneo  resulta desfavorável à liberdade porque ignora as restrições que a liberdade deve impôr a si própria para não se auto-destruir.

Quando os “liberais” reduzem a Realidade inteira à economia, estão a fazer um favor ao monismo totalitário de esquerda.


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1 Comentário »

  1. check https://planetadosprimatas1.blogspot.com/2019/09/o-nosso-tempo.html

    Gostar

    Comentar por Martim Moniz — Quinta-feira, 19 Setembro 2019 @ 10:33 am | Responder


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