perspectivas

O prestidigitador Marcelo Rebelo de Sousa

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Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito PR porque se especializou na propaganda de manipulação de massas, sempre em colaboração estreita com quem coordena os me®dia.

Parte da técnica de manipulação de massas do Marcelo Rebelo de Sousa passa pela prestidigitação política que é a arte de fazer com que o real deixe de o ser aos olhos da populaça. Parafraseando Groucho Marx: “¿Acreditas no que eu te digo ou naquilo que os teus olhos mentirosos vêem?!”. Marcelo Rebelo de Sousa faz essa mesma pergunta aos portugueses e espera que acreditem nele.

Por exemplo, quando Marcelo Rebelo de Sousa diz que “o Alcorão é fascinante e inspirador”: do que se trata aqui é de prestidigitação política, da tentativa de alterar o olhar sobre a realidade obliterando aquilo que a própria realidade é. É claro que há sempre quem ache (por exemplo) o “Mein Kampf” (do Hitler) “fascinante e inspirador”; ele há gostos para tudo; mas quem o acha “fascinante e inspirador” não poderia ter chegado à chefia do Estado português. Talvez o Marcelo Rebelo de Sousa aspire pelo sultanato, mas para isso já temos o Cerdogan aqui tão perto…

O político olha para a realidade e nega-a; trata-se de uma característica dos políticos actuais.

Outro exemplo de prestidigitação política é a afirmação de Marcelo Rebelo de Sousa de que “não existe extrema-esquerda em Portugal”. Faz lembrar o Anselmo Borges quando diz que “o diabo não existe”. O político olha para a realidade e nega-a; trata-se de uma característica dos políticos actuais.

Quando a Esquerda radical está próxima do Poder (através do oportunismo e do utilitarismo político do monhé António Costa), o presidente da república vem dizer que a Esquerda radical já não é radical — na mesma semana em que a Esquerda aprovou uma lei que permite a “mudança de sexo” (como se fosse possível mudar de sexo…!) aos 16 anos de idade e sem consentimento dos pais da criança (a lei da ideologia de género), e na mesma semana em que a Esquerda anunciou que as propostas-de-lei da eutanásia estão prontas para aprovação no paralamento.

É neste contexto de normalização do radicalismo de Esquerda que o “católico do Vaticano II” Marcelo Rebelo de Sousa se prepara para não vetar a lei da ideologia de género aprovada pela Esquerda radical.


A normalização do que é radical e extremo não lhe retira o radicalismo. Por exemplo, quando o partido nazi foi eleito para o Reichtag em 1933, o extremismo ideológico nazi foi “normalizado” no sentido em que assumiu o Poder; mas não foi por ser “normalizado” que o partido nazi deixou de ser extremista.

A Não-esquerda portuguesa (não existe Direita organizada em Portugal) elegeu um presidente da república que faz a propaganda política e ideológica da Esquerda radical ! — o que é extraordinário! A tudo se chega enquanto a vida dura… nunca pensei ver a “Direita” a promover a agenda política da Extrema-esquerda.

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