perspectivas

Quarta-feira, 10 Janeiro 2018

A minha posição acerca dos judeus

Filed under: Israel,judeus,Olavo de Carvalho — O. Braga @ 10:28 am

 

Eu não sou anti-judaico 1 ; mas também não me considero estúpido e acrítico.

oc-judeus
Não só não sou anti-judaico, como defendo a existência do Estado de Israel; e mais: defendo que a capital histórica de Israel é Jerusalém.

Porém, a minha defesa da existência do Estado de Israel tem a ver com a justiça e verdade históricas. E não tem a ver com qualquer ideologia política.

A invasão islâmica e árabe da Palestina no século VII lançou a esmagadora maioria dos judeus — que viviam naquele território — na Diáspora. Esta é a verdade histórica que a Esquerda pretende ocultar.

Portanto, a defesa da existência do Estado de Israel é uma questão de justiça.

Porém, uma coisa é a defesa da existência do Estado de Israel e do povo de Israel; outra coisa, bem diferente, é a defesa acrítica da acção política dos imigrantes judeus, em geral, na Europa e ao longo dos últimos séculos — que é o que implicitamente faz Olavo de Carvalho; pelo menos é assim que eu interpreto esse textículo dele.

Fernando Pessoa, que era ele próprio descendente directo de judeus por parte do pai, escreveu o seguinte:

"Tem-se suposto que esta força (Judaísmo) que opera através da Maçonaria e se manifesta sempre judia, é consubstanciada com o povo de Israel. É um erro e é fácil de ver onde está o erro.

O povo (de) Israel, como qualquer outro povo, pode colaborar na civilização europeia, porém há que organizar-se aristocraticamente, como essa civilização. Ora o que há presentemente adentro dos judeus, em todo o mundo, é o predomínio do baixo sobre o alto judaísmo.

O materialismo ateu da época moderna tomou o íntimo da alma do baixo judeu, porque, de todas as populações da Europa, era essa gente a mais naturalmente propícia a aceitar como teoria o ateísmo irracionalista, que é o que distingue a nossa época".

Como vemos, o descendente de judeus Fernando Pessoa faz a distinção entre o povo de Israel, por um lado, e, por outro lado, o chamado “baixo judeu” que controla a Europa e os Estados Unidos. E quem não faz essa diferença age por mera influência de uma ideologia política, e não porque procura a verdade e a justiça.


Nota
1. “anti-semita” é outra coisa, porque o judeu não é o único povo semita.

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6 comentários »

  1. Sim, a verdade histórica da invasão islâmica e árabe no século VII como também a lista de vitórias na reconquista desse território palestino pelos judeus no século XX dá a perfeita compreensão do direito e aplicação da justiça ao Estado de Israel.
    fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_conflitos_envolvendo_Israel
    Diferentemente dos Pujol, Mas, Puigdemont e cia. que querem porque querem estabelecer um estado próprio na Catalunha sem derramar uma gota de sangue. Isso porque, evidentemente, o povo é espanhol, a nação é espanhola!
    Na América Latina, deveria ser evidente a consolidação dos novos estados pontifícios com o derramamento de muito sangue através dos movimentos sociais em sua constante luta pela justiça social e direitos humanos como Cuba, Venezuela, Colômbia, Uruguai. Brasil é forte candidato nessa lista. Essa é a verdade que a Esquerda consegue ocultar.

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    Comentar por Sandra Sabella — Quarta-feira, 10 Janeiro 2018 @ 12:08 pm | Responder

  2. Na verdade eu tenho para mim que o Olavo está mais a defender o estado de Israel que propriamente esse judeus (mesmo que seja pela razão errada). A questão é que ele não os toma como judeus, afirmando que nessas fileiras há muitos que não são judeus. Nas aulas e em muitos dos programas trueoutspeak ele critica o soros, Rockefeller e toda essa corja, mas também critica “católicos” da maçonaria e malta das tariqas islâmicas (principalmente da tariqa do Schuon). Não o vejo é a fazer essa associação ao baixo judaísmo que claramente existe.

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    Comentar por CondeGil — Quarta-feira, 10 Janeiro 2018 @ 12:52 pm | Responder

    • E digo isto porque me parece que está conversa (do Olavo) veio agora em resposta a um crescimento do anti judaísmo nas fileiras da direita. Anti judaísmo que tem misturado no mesmo saco precisamente o baixo e o alto judaísmo. Levando muita gente da direita a ser anti Israel. Em Portugal podemos ver isso no surgimento e subsequente crescimento do partido Nova Ordem Social (NOS).

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      Comentar por CondeGil — Quarta-feira, 10 Janeiro 2018 @ 12:56 pm | Responder

      • O NOS é papel carbono do PNR (Partido Nacional Renovador).

        Isso não é Direita. Ambos os partidos defendem um Estado forte e plenipotenciário. Portanto, esses dois partidos não são propriamente de direita.

        Tenho muita pena em desiludir os apaniguados do PNR , mas este partido não é de Direita. O único partido de Direita em Portugal é o PPM (Partido Popular Monárquico) que está praticamente extinto.

        https://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Monarchist_Party_(Portugal)

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        Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 10 Janeiro 2018 @ 3:06 pm

  3. E sobre os judeus khazares, ou talmúdicos? – conforme o vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=nDLvrzqrxT8.
    Ou ainda o vídeo inserto no seguinte artigo (que o atualiza): https://panoramalivre.wordpress.com/2017/09/28/libelo-de-sangue-modelo-e-assassinada-e-tem-sangue-drenado-pelo-namorado-judeu/?

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    Comentar por Paulo De Tarso — Sexta-feira, 12 Janeiro 2018 @ 2:56 am | Responder

    • 1/ quando você faz qualquer asserção, tem que ter em conta o conceito de juízo universal (as excepções confirmam a regra).

      http://sofos.wikidot.com/juizo-universal

      2/ se ser “sionista” é defender a existência do Estado de Israel, então eu sou sionista.

      3/ só quem não conhece a cultura ancestral judia pode dizer que os khazares ou os asquenazitas não têm nada a ver com os judeus originais — porque a cultura judia é matrilinear. É claro que houve mistura étnica, mas só é judeu quem é filho de mãe judia.

      4/ eu não concordo com o que esse Freedman disse no video. É a opinião dele (doxa), que escamoteia a verdade histórica (episteme). O homem era burro, por muito dinheiro que tivesse tido. O dinheiro não faz a inteligência de uma pessoa. É impossível esconder o facto de a Palestina ter sido a pátria dos judeus durante milénios antes da Diáspora.

      Ponto final.

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      Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 12 Janeiro 2018 @ 9:51 am | Responder


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