perspectivas

Sábado, 30 Dezembro 2017

O Anselmo Borges e o diálogo com o Islão

 

1/ É possível diálogo (entre o Cristianismo, o Budismo, o Hinduísmo, o xintoísmo, o Confucionismo, o Judaísmo, etc.) entre todas as religiões universais excepto o Islamismo, porque, em primeiro lugar, o Islamismo é um princípio de ordem política 1  (o que não acontece com nenhuma outra religião universal), e depois porque o Islamismo defende explicitamente (no Alcorão e nos Hadith) o proselitismo2  por intermédio da violência física ou da coacção (por exemplo, através da Jizya).

Qualquer comparação entre o Islamismo, por um lado, e qualquer outra religião universal, por outro lado, é pura estupidez. E por isso é que o Anselmo Borges é estúpido quando defende a ideia de um “diálogo inter-religioso com o Islamismo”. Das duas, uma: ou o Anselmo Borges não faz ideia do que é o Islamismo, ou é estúpido.

 

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2/ A “experiência do Sagrado” não é suficiente para definir uma religião — ao contrário do que defende o Anselmo Borges. Está implícito no pensamento igualitarista do Anselmo Borges a noção de que “todas as religiões são equivalentes”, o que é uma burrice de todo tamanho. Se o Anselmo Borges tivesse razão, os canibais da Papua seriam equivalentes aos cristãos, uma vez que o canibalismo é um rito religioso que decorre de uma “experiência do sagrado”.

O politicamente correcto embrutece, com a passagem do tempo. O Anselmo Borges envelheceu empedernido.

A ideia politicamente correcta de colocar o Islamismo na mesma categoria do Cristianismo tem a ver com a influência igualitarista do marxismo — porque, ao contrário do que acontece com o Islamismo que é uma ideologia tribal e colectivista, a moral cristã (assim como era a moral pagã pré-cristã do sul da Europa) é um individualismo ético que impõe deveres sociais somente como meios de aperfeiçoamento individual terreno e/ou de salvação transcendental.

Por isso é que os marxistas (como é o caso encapotado do Anselmo Borges) gostam de colocar o Islamismo no mesmo plano do Cristianismo, para que se perca a ideia do individualismo ético cristão que se distingue do colectivismo igualitarista islâmico. Funciona aqui a aliança Marx / Maomé.

3/ Só um burro, como é o Anselmo Borges, defende a ideia da possibilidade de uma “leitura não-literal” do Alcorão, e também da Al-Sira (e já no falo dos Hadith!). Não é possível uma “leitura não-literal” do Alcorão sem reduzir o conteúdo do livro a 1/10 do total.

O Islão é irreformável ! Só um asno da estirpe do Anselmo Borges não vê isso !

A única forma de lidar com o Islamismo é circunscrevê-lo às fronteiras dos países de maioria islâmica — da mesma forma que delimitamos a área de infecção de uma epidemia viral mortal.


Notas
1. o Islamismo é uma ideologia política
2. todas as religiões advogam, de algum modo, o proselitismo; mas nenhuma, à excepção do Islamismo, defende a utilização da coacção e da violência física como forma de proselitismo

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1 Comentário »

  1. Esse senhor não estará a par do Holocausto dos Cristãos? O site do ex-terrorista muçulmano e hoje cristão Walid Shoebat é capaz de o esclarecer.

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    Comentar por Amigo de Israel — Quinta-feira, 4 Janeiro 2018 @ 10:57 pm | Responder


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