perspectivas

Domingo, 5 Novembro 2017

O Chico Burrico e o casamento dos sacerdotes: quando o facto faz o direito

 

tabus webVemos aqui um parolo da Madeira a citar o Anselmo Borges e o Frei Bento Domingues quando defende o fim do celibato dos sacerdotes católicos.

O argumento é sempre o mesmo: “há padres que fornicam”. A partir de um facto (o de haver padres que fornicam), pretende-se criar um putativo direito (o fim do celibato dos padres) — como se o fim do celibato dos padres acabasse com a tendência fornicadora promíscua dos padres que já fornicam.

Além disso, esquece-se o papel que os diáconos e diaconisas poderiam desempenhar na Igreja Católica. Por exemplo, se as hóstias já estiverem previamente consagradas por um sacerdote, um diácono pode conduzir uma missa:

“Os poderes de um diácono são: ministrar os sacramentos do baptismo e do matrimónio, dar bênçãos diversas, dar a bênção do santíssimo sacramento, fazer a celebração da palavra, distribuir a sagrada comunhão e fazer pregações.”Wikipédia

Mas não vemos ninguém na Igreja Católica do Chico, incluindo o Anselmo Borges e o Frei Bento Domingues, falar do diaconato. Não interessa falar disso.

A falácia do argumento do parolo madeirense é a que alimenta a sanha destruidora da Igreja Católica que orienta o Chico que habita o Vaticano — por exemplo, quando a referida besta se prepara para legalizar o casamento dos sacerdotes no interior do Brasil, alegando “falta de padres” ao mesmo tempo que se esquece da figura bíblica do diácono.

Essa mesma falácia é a que alimenta o argumento da legalização da pedofilia, por exemplo:

“se existem pedófilos, então temos um facto; e se o facto existe, há que instituir o direito”.

Ou seja, “se é um facto que os pedófilos existem, então há que legalizar a pedofilia”.

Demonstramos aqui como um facto não cria necessariamente o direito. Aliás, a Esquerda (de que faz parte o Chiquitito) sabe perfeitamente disso; por exemplo, não é porque é um facto que existem capitalistas que o capitalismo passa a ter características de um direito inquestionável.

Portanto, convém dizer aos parolos deste país, o seguinte: ao longo de mais de 2000 anos da Igreja Católica, sempre houve sacerdotes que fizeram filhos, e muitas vezes nas mulheres dos outros.

Mas não é porque isso é um facto que vamos instituir um direito.

Não é casando os padres que fazem filhos nas mulheres dos outros que vamos acabar com a promiscuidade sexual desses padres. Mais: sabendo que existem padres homossexuais, só falta ao parolo madeirense, ao Anselmo Borges, ao Frei Bento Domingues e ao Chiquinho defender a instituição do "casamento" gay para os sacerdotes da Igreja Católica.

 

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