perspectivas

Terça-feira, 24 Outubro 2017

A histeria me(r)diática acerca do caso da Maria Madalena que levou porrada do amante e do ex-marido

 

Vemos uma história extraordinária de uma mulher que levou porrada do ex-marido com a ajuda do amante dela. A história é extraordinária exactamente por isso: amante e ex-marido colaboram na ensaboadela à referida mulher (vamos chamar-lhe “Maria Madalena”). Ela deve ser um bom traste.

Não liguei muito à história até que ouvi a Graça Franco, na Rádio Renascença, a perorar à moda das esganiçadas do Bloco de Esquerda.


A pergunta que se deve fazer é a seguinte: ¿a aplicação da lei foi correcta? Resposta: sim.

O tribunal de primeira instância aplicou correctamente a lei, segundo o Artº 146 § a) do Código Penal que dá pena de prisão até dois anos ou pena de multa, referindo-se às circunstâncias expostas no Artº 133 e no contexto dos factos definido pelo Artº 144.

Normalmente, e não é só neste caso, quando a pena é inferior a três anos e o réu não é reincidente, o juiz dá pena suspensa. Foi o que aconteceu neste caso do ex-marido da Maria Madalena. Mas a sanha feminazi quer sangue.

Os incendiários, por exemplo, que são responsáveis pela morte de dezenas de pessoas, apanham pena suspensa de acordo com a merda da lei que temos; mas as putas e os putos que povoam os nossos me®dia queriam que o ex-marido da Maria Madalena sofresse as consequências de uma lei que não existe.

Portanto, já vimos que, no caso da Maria Madalena, a lei foi aplicada correctamente — embora seja discutível se a lei é correcta; mas isto é outro assunto.

O que aborreceu a Graça Franco, as putas e os putos dos me®dia, e as esganiçadas do Bloco de Esquerda, foram os juízos de valor acerca do adultério feitos pelos juízes do tribunal da Relação do Porto. A opinião do putedo e do panascal é a de que os juízes se devem abster de juízos de valor, excepto se esses juízos de valor forem ao encontro da opinião deles.

Ou a Rádio Renascença já não se distingue da TSF, ou a Graça Franco precisa de emigrar para outras paragens.

Os juízes são livres de emitir juízos de valor, desde que a lei seja aplicada correctamente.

Uma vez, um juiz comunista disse-me que “o roubo é apenas transferência de propriedade”, e que, por isso, “o roubo não tem grande mal”. Eu não gostei desse juízo de valor, mas caguei nele e no juiz. O que me interessa saber é se a lei se aplicou de forma correcta. Podemos questionar se a lei é mais ou menos permissiva; mas isso é assunto que compete ao paralamento alterar, e não aos juízes.

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