perspectivas

Quarta-feira, 20 Setembro 2017

O nacional-porreirismo do Ferreira Fernandes no Diário de Notícias

 

Antes de existir oficialmente o chamado “politicamente correcto”, Portugal foi percursor do dito com o nacional-porreirismo, mediante de uma certa mentalidade indolente da cintura industrial lisboeta e alentejana.

Uma das características do nacional-porreirismo é relativismo histórico e moral. Por exemplo, quando, o Ferreira Fernandes escreve o seguinte no Diário de Notícias:

Em 1962, com a crise nuclear a 80 km da Florida, John Kennedy chamou ministro dos Negócios Estrangeiros ao Mr. Gromyko e presidente a Khruchtchev – e foi firme, a ponto de ser ouvido pelos soviéticos. Não chamou Monstro do Pântano a um, nem Homem Aranha a outro. Ontem, Trump, depois de anunciar que a Coreia do Norte seria "totalmente destruída", acrescentou: "Rocket Man [o Homem Foguetão] está numa missão suicida para ele próprio e para o seu regime." Tentem seguir o fio ao pensamento.”

Kim Jong-un-webEm primeiro lugar, a URSS não é a mesma coisa que a Coreia do Norte; a comparação é uma falácia de Parménides, para além de se compararem coisas de grandezas diferentes; mas o Ferreira Fernandes é que é um intelijumento que escreve nos me®dia; e por isso, entre outras razões, é que os me®dia andam falidos (porque muito do pessoal que sabe ler, não é parvo).

Em segundo lugar, em 1962 não existiam as “redes sociais”, e não havia a participação pública na política que hoje existe.

Em terceiro lugar: desde 1995, pelo menos, com Clinton, que existe uma política de apaziguamento em relação ao programa nuclear da Coreia do Norte. Vinte dois anos depois, a política de “afago” politicamente correcto em relação ao ditador coreano não deu qualquer resultado: pelo contrário, um país com um sistema totalitário em que o povo passa fome, desenvolveu a bomba de hidrogénio; e o Ferreira Fernandes compara, ou coloca no mesmo nível, Kim Jong-un e o Donald Trump.

É a merda do nacional-porreirismo.

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1 Comentário »

  1. Descobri a razão pela qual 98 % dos portugueses não gostam de Donald Tramp. Prende-se com o DESPEDIMENTO.
    À uns anos Tramp foi protagonista de um programa de televisão onde se fartava de despedir os vários concorrentes. Ficou a marca.
    Os tugas não gostam de ser despedidos, todos aqueles que vivem encostados nas Empresas e especialmente no Estado,
    com um pavor diário de serem descobertos, de poderem levar um pontapé no cu, serem substituídos, etc., toda este cáfila de calões,
    preguiçosos, pouco amigos do trabalho, toda esta corja detesta Trump, como detesta a América ou tudo que tenha a marca do TRABALHO.

    Aventino

    Comentar por José Abel Oliveira — Quarta-feira, 20 Setembro 2017 @ 9:12 pm | Responder


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