O cronista António Figueiredo e Silva chama-lhe “umbiguismo”; eu diria que é narcisismo, fruto da preponderância inusitada que a mulher adquiriu na política da Europa actual do matriarcado.
“Existe uma infinidade de palermas que se julgam superiores a tudo e todos, e consagram a vida a olhar para o seu umbigo, deixando que o resto da manada entre em imersão para que ele possa boiar, marejando ao sabor da sua cismática bolina. O lhes interessa é manterem-se no topo do monturo, aquilatando-se como o umbigo principal da récua de que fazem parte integrante”.
Do ponto de vista racional, as quotas (disto e daquilo) na gestão de empresas não são justificáveis.
Não é misoginia. São factos. Se os factos me conduzem à realidade concreta e objectiva, pouco me importam os carimbos de uma súcia de imbecis.
O problema não é apenas o narcisismo individual (de que é exemplo a mulher na política, em juízo universal), mas é principalmente a mudança narcísica nos valores da cultura, nas crenças e nas práticas.
O umbiguismo ou narcisismo cultural promove o incremento de um materialismo de chavascal, a proliferação de sibaritas com privilégios vitalícios adquiridos, aumento da agressão e violência públicas, auto-promoção de asnos a doutorados, e a reivindicação sistémica do direito à diferença 1.
A Assunção Cristas não foge à regra; quer parecer que está na moda, e por isso age com o narcisismo próprio de uma celebridade de um qualquer “reality show” da televisão.
Nota
1. Hoje afirma-se muitas vezes o “direito à diferença” (principalmente da esquerda que é a paladina dos “Direitos do Homem”). O “direito à diferença” não é a mesma coisa que “respeito pela diferença”.
O conceito de “direito à diferença” refuta-se a si mesmo — porque se os direitos do Homem se fundamentam no princípio da igualdade natural de todos os seres humanos, o “direito à diferença” é a negação dessa igualdade natural fundamental.
Além de ser contraditória em termos, o conceito de “direito à diferença” é radicalmente nocivo à sociedade, na medida em que a reivindicação de direitos especiais e exclusivistas de determinados grupos sociais — por exemplo, o feminismo, ou o homossexualismo —, pode conduzir a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os dois sexos mas também entre os seres humanos em geral.
O “direito à diferença” é um absurdo e um perigo iminente de retorno à barbárie.