perspectivas

Sábado, 11 Junho 2016

O Anselmo Borges diz tudo: o papa Chico é um psicopata

 

O Anselmo Borges não se dá conta de que quando alguém é muito “popular”, não pode ser muito credível. Mussolini foi muito popular em Itália, e não só em Itália; Hitler foi muito popular na Alemanha e um pouco por toda a Europa, havendo mesmo militantes do partido nazi no Reino Unido.

Jesus Cristo não foi popular: pelo contrário, desagradou ao mundo e, por isso, morreu na cruz. O papa Chico sacrificou a verdade em prol da popularidade. Mas “não podes servir a dois senhores”…

Na comunicação social, não existe qualquer colunista autorizado a criticar o papa Chiquinho; apenas existem os propagandistas do caudilho, como é o Anselmo Borges e o Frei Bento Domingues. Até o João César das Neves anda caladinho que nem um rato. Qualquer crítica ao Chico é considerada herética por católicos e ateus. Pela primeira vez na História, católicos e ateus andam de braços dados, e qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe o que isso significa:

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” — Mateus, 6,24

Aparentemente, o papa Chico não serve o dinheiro. Mas é só aparência. Quando ele defende, por exemplo, a imigração desregrada, ele está a defender os interesses dos mais ricos do mundo. Aos donos do dinheiro interessa que o trabalho especializado seja o mais barato possível; e em vez de trabalhar para o desenvolvimento dos países mais pobres (as tais periferias), o papa Chico defende a deslocação das populações desses países para a Europa, para assim garantir uma mão-de-obra barata na Europa.

O papa Chiquitito está em perfeita sintonia política com a plutocracia globalista. Nunca ouvirão um George Soros ou um Bill Gates, por exemplo, criticar o Chiquinho. E quem critica o Chiquinho — como o fez o Donald Trump — é excomungado: pela primeira vez, desde há 100 anos, qualquer crítica a um papa é considerada motivo para excomunhão.


Escreve o Anselmo Borges:

"Francisco não é um Papa de actos, mas de processos. Ama o processo. Abrir processos que não tem de ser ele necessariamente a terminar." Se um processo é um pôr em marcha, "o próprio facto de haver resistências significa que o processo funciona".

¿O que significa “processo” (neste contexto)?

O termo “processo” foi extraído do vocabulário da química (Ambrósio Paré, século XVI), designando a sequência de funções que originam ou concretizam um fenómeno material, tendo como base a sua regularidade estatística. Mais tarde, a palavra “processo” foi utilizada por Karl Marx no “Capital”, no sentido de “processo dialéctico”. Ou seja, o papa Chico tem uma visão materialista da sociedade (das “massas”) e uma concepção marxista de “progresso”.

A proposição segundo a qual "o próprio facto de haver resistências significa que o processo funciona" é própria de um deficiente mental ou de uma mente perversa.

Se, por exemplo, eu inicio um processo de assalto à mão armada a um Banco, e se houver resistência ao assalto, é porque o processo está a funcionar!. Ou seja, a proposição é irrefutável (o que é próprio de uma ideologia política totalitária): se não há resistência, é porque o processo funciona; e se há resistência, o processo também funciona.

O que o Anselmo Borges escreve é um insulto à nossa inteligência. Aliás, o Chiquitito insulta-nos a inteligência todos os dias. Quando se tratam os seres humanos em função de um “processo” material (como se a sociedade fosse reduzida a um fenómeno físico), descuramos as retro-acções históricas, somos irresponsáveis e não podemos ser credíveis.

1 Comentário »

  1. “Francisco não é um Papa de actos, mas de processos. Ama o processo. Abrir processos que não tem de ser ele necessariamente a terminar.” Se um processo é um pôr em marcha, “o próprio facto de haver resistências significa que o processo funciona”. Aí eu pensei logo no livro que ando a ler de Franz Kafka “O Processo”. Segundo o que escreveram na introdução, deram esse nome ao livro(que foi construído através da junção de vários fragmentos que Kafka teria deixado já que foi publicado após a sua morte) devido à imensidão de vezes que a palavra era proferida e de facto fizeram bem porque tudo gira à volta do processo do qual o personagem principal é acusado. É também uma crítica à burocratização da sociedade.

    Comentar por Eu Mesmo — Sábado, 11 Junho 2016 @ 2:59 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.