perspectivas

Quinta-feira, 19 Maio 2016

A razão por que não gosto de ver mulheres na política

 

Stefan Molyneux é um caso sério no debate ideológico. Aconselho os leitores a subscreverem o seu (dele) canal no YouTube.

Podem ver, aqui em baixo, um extracto de uma conversa de Stefan Molyneux com um casal sueco — extracto esse que eu próprio escolhi e publiquei (espero não ser censurado por violação de direitos de autor), e cuja conversa pode ser vista na íntegra, aqui.

¿Por que razão se instituiu o Estado-providência na Europa, e no Ocidente em geral?

Stefan Molyneux argumenta — e cheio de razão! — que o Estado-providência é produto do voto da mulher. A partir do momento em que a mulher passou a votar, o Estado-providência foi sendo construído até ao absurdo actual.

Esse argumento de Stefan Molyneux não significa que não existam mulheres que defendam um Estado mínimo — porque as há. Mas a maioria das mulheres europeias preferem a segurança de um Estado para-totalitário (como é o Estado-providência) em lugar da liberdade.

8 comentários »

  1. Olavo de Carvalho já dizia sobre este problema caracteristicamente feminino: com a destruição dos valores, com o enfraquecimento das famílias, é natural que a mulher, desejosa de segurança por natureza, a buscasse em outro lugar, nomeadamente, o Estado.

    Já que estou a comentar por aqui, pergunto: existe um meio, um mecanismo, para baixar o conteúdo de seu blog de uma só vez? Já lhe ocorreu a idéia de escrever um livro, Orlando?

    Comentar por Yogi (@7Anchors1Weight) — Quinta-feira, 19 Maio 2016 @ 3:14 pm | Responder

    • Até chegaram a ver no Estado um meio de corrigir os seus maridos.

      Era bom que o Sr.Orlando se juntasse ao Miguel Bruno Duarte na produção literária contra a maré vermelha/laranja portuguesa….

      Comentar por Eu Mesmo — Quinta-feira, 19 Maio 2016 @ 5:04 pm | Responder

      • Quem é o Miguel Bruno Duarte ?

        Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 19 Maio 2016 @ 10:01 pm

      • https://www.wook.pt/livro/noemas-da-filosofia-portuguesa-miguel-bruno-duarte/15670397

        Vou transcrever-lhe a auto~biografia(que está na capa do livro): “Miguel Bruno Duarte é o mais intrépito defensor da filosofia portuguesa da actualidade. Na esteira do ideário noemático e aristotélico de Álvaro Ribeiro, publica agora o primeiro livro com vista a demonstrar o silogismo já enunciado pelo filósofo portuense: “«Sem Deus não há filosofia. Sem filosofia portuguesa não há escola portuguesa; sem escola portuguesa não há política portuguesa.». Não valendo nada, absolutamente nada, o facto de ter obtido dois diplomas selados e carimbados na Faculdade de Letras de Lisboa, Miguel Bruno aposta sobretudo na biografia dos pensamentos e dos sentimentos em detrimento do que o vulgo chama de prestígio, que etimologicamente significa falso brilho. Deixa também um testemunho valiosíssimo e geracional sobre os malefícios da república comunista de 1974. Para o efeito, faz valer o seu saber de experiência feito quanto às estruturas de subversão marxista na instituição universitária e no poder económico, político e cultural ora dominante. Miguel Bruno é ainda autor do seguinte blog: http://liceu-aristotelico.blogspot.pt/

        Ouvi falar dele pela primeira vez neste vídeo onde se encontra com o Olavo de Carvalho e outros aliados na restauração da alta cultura brasileira: https://www.youtube.com/watch?v=QtR5loAejgs
        Pensei que o Sr. Orlando fosse até conhecido dele, mas pelos vistos nem o conhece.

        Comentar por Eu Mesmo — Quinta-feira, 19 Maio 2016 @ 10:34 pm

      • Estamos sempre a aprender. Obrigado pela informação.

        Eu não frequento os meios académicos (no sentido físico ou virtual); sou um pouco um “bicho do mato”. Aliás, tenho até um certo preconceito negativo em relação à academia actual.

        Do silogismo supracitado concluímos que “sem Deus, não há política portuguesa”; pode existir uma outra política qualquer, mas que não será portuguesa, com certeza. Com isso, estou de acordo.

        Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 20 Maio 2016 @ 7:14 am

      • Certamente, o cristianismo está intrinsecamente vinculado com o estabelecimento da filosofia portuguesa.

        Eu ainda não tive tempo para ler o livro do Miguel Bruno Duarte mas o primeiro capítulo fala da ideologia dominante do “establishment” universitário português. É importante saber as fontes das ideias, sobretudo das que foram colocadas na minha cabeça durante o meu percurso de estudante….ideias têm consequências… dos 15~20 anos eu era um ateu que nem sequer tolerava que a minha avó falasse de Deus ao jantar… como já lhe disse tive num colégio católico uma professora de filosofia e psicologia, marxista e militante do PS(que muita gente questionava como é que o ensino privado sobretudo católico lhe arranjou emprego), que se auto~proclamava cidadã do mundo(em vez de portuense) e repetia várias vezes em várias aulas ao longo de 3 anos que Deus não existia e quem estava certo era Darwin, Freud o pseudo.cientista e o Nietzsche o pseudo.filósofo… Hoje em dia graças a Deus mudei muito a minha maneira de pensar… aliás acho que naquela altura nem sequer pensava por mim… engolia o que essa gente dizia, articulava e era essa a minha percepção da realidade…

        Comentar por Eu Mesmo — Sexta-feira, 20 Maio 2016 @ 3:43 pm

  2. Me faz todo o sentido o argumento do Molyneux. Mas tenho a obrigação de apontar o outro lado da moeda: o Estado-providência é o suporte perfeito para que os homens sejam uns bostas! Sair por aí distribuindo sêmen e emprenhando as mulheres? Não tem problema, o Estado provê a creche, a escola, o que quer que seja, e a mulher, com tempo, que se vire para trabalhar e sustentar a si mesmo e a prole! Ninguém mais precisa se preocupar com a censura moral, seja a da própria consciência ou da a comunidade, por deixar uma mulher e seus filhos desamparados. Graças ao Estado-providência, o sujeito pode ter um automóvel e uma “mulher-automóvel”: troca ambos a cada par de anos por um modelo mais novo! Com sorte, quando velho pode ter como namorada uma bela moça com idade para ser sua neta – como o presidente Temer…

    A responsabilidade do homem sobre o bem-estar de sua família, eu creio que seja um dos principais freios sobre o ímpeto de depravação sexual, que é muito mais forte no sexo masculino do que no feminino. Assim sendo, da mesma forma que você diz que o movimento gayzista é instrumentalizado pelos partidários do Estado totalitário – e eu concordo – eu acredito que, por trás da inserção do sufrágio feminino na política e da consequente pressão pelo Estado-providência, além dos totalitários, temos um grupo significativo de homens que querem viver na putaria, pura e simplesmente, se livrando da carga enorme de responsabilidade que ser homem sempre significou.

    Comentar por R. Teixeira — Sexta-feira, 20 Maio 2016 @ 12:03 am | Responder

  3. É verdade que uma grande parte das mulheres votam a favor de um estado assistencialista. Porém tirar o direito de todas as mulheres ao voto de certa forma é injusto já que nem todas as mulheres são a favor do estado assistencialista. Uma forma de resolver esse problema seria restringindo o direito ao voto de pessoas que sejam dependentes do estado

    Aqui no Brasil, um deputado de SP chegou a defender isso:
    http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/29/deputado-defende-que-beneficiario-do-bolsa-familia-seja-proibido-de-votar.htm

    A maioria dos beneficiários do bolsa família são mães solteiras

    Comentar por Danilo Lima — Segunda-feira, 23 Maio 2016 @ 7:30 am | Responder


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