perspectivas

Quinta-feira, 28 Abril 2016

¿Por que é que a Raquel Varela não se dedica à História?

 

A Raquel Varela faz aqui uma confusão de grelos! Aliás, já desisti de tentar compreender o arquétipo mental da criatura.

“Existia em 1974 no sector industrial 1.246.000 de tipos, em 2011, 1.272.9 (mais portanto ligeiramente em 2011 do que em 1974!) e em 2015, já depois de uma sangria migratória e imobilização da capacidade produtiva 1.107.000. E escrevo sobre números brutos porque por força da tecnologia a produção de valor pelo mesmo número é muito superior…Ou seja o país está mais rico (outro grande mito, o de que somos um país pobre)”.

Vejamos aqui a análise de um economista:

“O Índice de Desenvolvimento Humano calculado pela ONU é o índice sintético mais utilizado para medir e comparar o desenvolvimento dos países. Foi calculado pela primeira vez em 1975 (normalmente, é calculado com dados estatísticos dos dois últimos anos, neste caso 1973, 1974).

Nesse ano existiam apenas 23 países com um IDH superior a Portugal (o IDH de 1975 não está calculado para a Alemanha, mas considerei ser superior ao de Portugal). Portanto, o Estado Novo deixou Portugal como o 24º país mais desenvolvido do mundo.

Em 2015 Portugal era o 43º país mais desenvolvido do mundo, segundo o mesmo indicador”.

Ou seja, Portugal era mais rico — em termos relativos, obviamente — em 1974 do que em 2015.

É óbvio que, ao longo de 40 anos, a economia portuguesa cresceu; mas não cresceu (nem de longe nem de perto) ao nível do crescimento verificado durante o Estado Novo (maldito Salazar! Faxista! Então, faxisto?!); e, entretanto, também se alterou o quadro político e macroeconómico: por exemplo, hoje não temos controlo sobre a política monetária, e a circulação de capitais é livre — o que não acontecia em 1974.

Portanto, dizer que o país é hoje “mais rico” quando o dinheiro foge a sete pés daqui para fora, só pode ser estupidez: um país “mais rico” teria a capacidade de ter uma Banca sólida. E isso só se faz com o afastamento radical de pessoas como a Raquel Varela da vida pública.

Mesmo que os números apresentados pela Raquel Varela sejam verdadeiros, o pico da indústria de mão-de-obra intensiva aconteceu na década de 1980 em Portugal; ou seja, o número de “tipos” trabalhando na indústria foi maior na década de 1980 quando comparado com os anos de 1974 e de 2011. Portanto, aconteceu de facto uma desindustrialização em Portugal.

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