perspectivas

Segunda-feira, 18 Abril 2016

O discurso da Raquel Varela: “ou eles ou nós” é o princípio do terceiro excluído

Filed under: Política — O. Braga @ 1:02 pm
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A Raquel Varela coloca aqui o problema da oposição em relação à Esquerda: ou eles ou nós: e eles têm que desaparecer. Ela aplica à política o princípio lógico do Terceiro Excluído: Uma coisa é ou não é, P V~P; não há uma terceira possibilidade.

A corrupção generalizada no Brasil, que o P.T não só não mitigou como até fomentou, não é problema para a Raquel Varela. Para ela, o que importa é a oposição em relação à Esquerda; a superioridade moral da Esquerda está acima de questiúnculas menores relacionados com a corrupção: a Esquerda tem toda a legitimidade moral para ser corrupta.

O discurso da Raquel Varela é delirante: por exemplo, por um lado, defende o Estado Social; mas, por outro lado, critica o Estado Assistencial — como se a lógica de ambos fosse diferenciada. Não há um fio condutor no raciocínio da criatura, misturando alhos com bugalhos em uma logomaquia indizível. O conceito de Raquel Varela de “família nova, de afectos”, é extraordinário!, como se existisse uma família velha, sem afectos que é “a dos pobres que não querem ter uma família diferente”.

Que horrível cheiro a povo!, Raquel Varela!

Perante essa posição de Raquel Varela do eles ou nós, não temos outra alternativa senão alinhar com ela: ficamos à espera do dia do ajuste de contas, em que gente como Raquel Varela é erradicada como se fazem às ervas daninhas.

3 comentários »

  1. Vi no texto dela uma tentativa de defesa moral da “esquerda”, como se a ela coubesse a responsabilidade pelo resgate social. No Brasil a corrupção está no DNA da “esquerda”. Usa o discurso da legitimidade moral para chegar ao poder, e daí, se revelar. Quem faz o ladrão não é a ocasião.

    Comentar por José Lamartine Neto — Segunda-feira, 18 Abril 2016 @ 1:32 pm | Responder

  2. Deus do céu, você não percebeu nadinha de nada!
    A Raquel Varela, anti-povo? A Raquel Varela que menospreza a corrupção do PT? Diga lá, quantos artigos dela leu? Aposto que nenhum!
    Quanto ao Estado social versus Estado Assistencialista, mais uma vez você não percebe nada: uma coisa é o direito aos cuidados de saúde e à educação do Estado PARA TODOS e outra coisa é substituir uma política de criação de emprego e de inserção profissional por uma política de subsídios! É assim tão difícil de compreender a diferença?

    Quanto à diferença entre as “familias novas” e as “familias velhas”, será que vai ter a coragem de vir desmentir na minha cara o facto de certos partidos de uma certa esquerda defenderem apenas algumas minorias (homossexuais, imigrantes, etc) e esquecerem as outras populações mais desfavorecidas (olhe, já agora chame-me homofóbica e racista, se for capaz)? Defender as minorias mas também as outras populações desfavorecidas não deveria ser algo de antagónico, mas a verdade é que uma certa esquerda faz precisamente isso, quer goste ou não! É por essas e por outras que a extrema-direita se tornou extremamente popular em Franca, para mal dos nossos pecados!

    Pense um bocadinho, sim? Não lhe faz mal nenhum!

    Comentar por Carla Guerreiro — Segunda-feira, 18 Abril 2016 @ 7:07 pm | Responder

    • Eu não tenho tempo nem paciência para aturar comentários de esquerdista, mas vou abrir uma excepção.

      1/ eu escrevi que a lógica — eu vou repetir: LÓGICA — do Estado Social e do “Estado Assistencialista” é a mesma. Eu não disse que são a mesma coisa: eu disse que a LÓGICA — vou repetir: a lógica —, ou seja, o princípio ideológico que subjaz aos dois sistemas, é o mesmo. Em nenhum país do mundo os dois sistemas se aplicam separadamente (diga-me o nome de um só país em que exista Estado Social sem “Estado Assistencialista”). O “Estado Assistencialista” é o primeiro passo da construção do Estado Social.

      2/ O Partido Comunista português é um partido de Esquerda. ¿Ou não?! É o único partido de Esquerda que me merece algum respeito, porque continua fiel aos seus princípios da luta de classes (é coerente). Posso não gostar dele, mas merece-me respeito.

      Os outros partidos ditos de “Esquerda” são da esquerda caviar (Bloco de Esquerda, Livre, e o Partido Socialista de António Costa). Abraçam o marxismo cultural da Escola de Frankfurt (¿você sabe o que é isso?) e substituíram a lógica clássica da luta de classes pelo conceito de “dominação grupal” que, alegadamente, “protege as minorias”.

      Portanto, os “certos partidos de esquerda” que você refere não podiam actuar de modo diferente, porque seguem um fundamento ideológico diferente da Esquerda tradicional (Partido Comunista). A Raquel Varela teria obrigação de saber isso.

      Não é possível “defender minorias”, e simultaneamente defender os interesses estritos da classe trabalhadora em geral e segundo as ideias de Lenine: os dois tipos de “luta” são incompatíveis na prática.

      Você tem falta de prática; tem que treinar mais. É muito jovem, falta-lhe a experiência e muita leitura.

      Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 18 Abril 2016 @ 7:38 pm | Responder


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