perspectivas

Domingo, 11 Outubro 2015

O enviesamento da Comunicação Social portuguesa acerca da homossexualidade

 

Os me®dia, em geral, não são fiáveis. Mas em Portugal a sua fiabilidade é mínima. Vejamos um artigo do SOL:

“Um grupo de investigadores norte-americanos afirma que conseguiu desenvolver um teste que prevê a orientação sexual dos homens, lê-se no site da FOX News.

O teste é feito com base nos marcadores moleculares que controla o ADN. No entanto, os investigadores alertam para o facto de este exame ter várias limitações e não revelar respostas “definitivas”, revela o mesmo site.

O exame é feito com base em 37 pares de homens gémeos, em que um é gay e o outro heterossexual, e 10 pares em que os dois homens são homossexuais. O estudo descobriu que a presença de uma marca epigenética específica em nove áreas do genoma humano pode ajudar a prever a preferência homossexual com 70% de certeza”.

¿O que é o SOL pretende fazer? Confundir genética, por um lado, com epigenética, por outro lado, de modo a que se possa afirmar, na opinião pública, que “a homossexualidade é geneticamente determinada”.


Vejamos o que diz, sobre o mesmo tema, um jornal inglês:

Homosexuality may be triggered by environmental factors during childhood after scientists found that genetic changes which happen after birth can determine whether a man is straight or gay.

The finding is highly controversial because it suggests that some men are not born gay, but are turned homosexual by their surroundings. It also raises privacy concerns that medical records could reveal sexuality.

Scientists studied 37 sets of identical male twins, who were born with the same genetic blueprint, to tease out which genes were associated with homosexuality. In each pair, one of the twins was gay.

Only 20 percent of identical twins are both gay leading researchers to believe that there must be causes which are not inherited”.

O que o jornal inglês “diz” é o seguinte:

1/ é possível que a homossexualidade seja espoletada por factores ambientais/culturais (os homossexuais sabem muito bem disto, embora não o digam publicamente);

gemeas-web2/ as máquinas moleculares “sentem” as modificações do meio-ambiente; e depois produzem as respostas adequadas a essas modificações; e passam essas respostas às gerações seguintes através da epigenética que não tem nada a ver com a sequência do ADN.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

3/ Os comportamentos de um indivíduo podem ser transmitidos, através da epigenética, à sua prole — não só à geração seguinte, mas também às gerações que se seguem; mas esses comportamentos não são determinados geneticamente, ou seja, o “herdeiro epigenético” mantém a liberdade de não adoptar esses comportamentos.

Por exemplo, o neto de um alcoólico — por influência da epigenética — pode ter a tendência para ser alcoólico, o que não significa que esteja destinado, por uma espécie de determinismo genético, a ser alcoólico: ele mantém a liberdade de não optar pelo alcoolismo.

Ao contrário do que acontece com a sequência de ADN de uma pessoa, que mantém um determinismo natural, a epigenética não determina comportamentos de forma infalível ou necessária.

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