perspectivas

Domingo, 13 Setembro 2015

O jornal Observador, a Ideologia de Género, a afirmação da noção quântica de “família” ou “a família matemática”

 

O jornal Observador diz que não é de Esquerda; mas faz a apologia da Ideologia de Género. A ideia de uma certa “direita” neoliberal é a de “recuperar” o ideário de Esquerda de forma a esvaziar sua (desta) agenda política — nem que seja defendendo que o absurdo tem lógica.

Este texto no Observador, que defende a Ideologia de Género, baseia-se em uma só proposição fundamental:

« Isabel socorre-se de vários estudos e defende que “o que importa numa família é a relação entre os membros, e não a constituição da mesma. É a relação e não o formato da família que proporciona bem-estar”. »

Todo o resto do relambório é uma narrativa de uma ideologia política que nada tem de lógica nem de ciência. Portanto, vamo-nos concentrar nessa proposição.

foi cesarianaSegundo a proposição supracitada, uma família pode ser tudo o que se quiser em função da relação entre os membros — uma vez que a constituição (a forma, ou a estrutura) da família não importa. É isto que está lá escrito. Bom… se uma família pode ser tudo o que se possa imaginar, então a família passa a ser nada, porque deixa de existir uma noção prática e concreta de “família”. É isto que o jornal Observador defende: não deve existir, pelo menos em teoria, uma definição de “família”.

Há nessa proposição uma contradição: por um lado, “é a relação que importa”, e não a estrutura (a forma interna da família); mas, por outro lado, a dita proposição baseia-se na noção de “estrutura”, segundo as ditas “ciências sociais”, que consiste em uma totalidade organizada que não se reduz à soma das suas partes, mas definindo-se, pelo contrário, pelas relações de independência e de solidariedade do conjunto dos elementos que a constituem.

Ou seja, a proposição supracitada afirma que “a estrutura da família não importa”, mas baseando-se, nessa afirmação, na noção de “estrutura” das ditas “ciências sociais”. Estamos perante uma redundância, ou melhor, estamos perante uma tautologia.

Esta contradição é muito difícil de ser apreendida pelo cidadão normal. Ou seja, a Ideologia de Género aproveita-se da ignorância geral do cidadão, e por isso é que é perigosa. Penso mesmo que a propaganda da Ideologia de Género deveria ser proibida por lei.

¿O que é uma “relação”?

No sentido comum, “relação” é qualquer laço que una um termo ou um objecto a outro. Um sistema de relações entre elementos quaisquer e permutáveis – por exemplo, um jogo de cartas – é uma “estrutura”.

As ciências formais (por exemplo, a matemática) consideram o sistema lógico das relações independentemente dos elementos que associam. Na matemática, por exemplo, a axiomatização consiste na abstracção do sentido dos termos para considerar apenas as relações.

O modelo da relação é uma categoria do acidente (Aristóteles) que coloca duas noções em determinada relação. Por outro lado, as coisas (ou os termos) existem independentemente das relações (Bertrand Russell e empirismo).

Na física quântica, não existem objectos, mas apenas relações entre objectos.

Quando se afirma que “o que importa numa família é a relação entre os membros, e não a constituição da mesma. É a relação e não o formato da família que proporciona bem-estar” — para além da negação tautológica segundo a qual “uma estrutura não é uma estrutura” — , o que se está a afirmar é as relações dentro de uma família são relações quânticas.

Segundo o jornal Observador, a família baseia-se em um modelo matemático segundo o qual as relações existem independentemente dos elementos que associam. A axiomatização do sentido de “família” consiste na abstracção do sentido dos termos que a compõem para considerar apenas as relações.

Hoje, o conceito de “família” — segundo o Observador e a Ideologia de Género — é um conceito quântico e matemático. É uma abstracção, e por isso não pode ser sequer um conceito, porque a noção científica de “conceito” só faz sentido por meio de uma experiência concreta. Em ciência, os conceitos não têm sentido no absoluto; a sua definição é apenas operacional.

Portanto, segundo o jornal Observador e a Ideologia de Género, não existe sequer um conceito de “família”; e, se não existe um conceito de “família”, também não existe uma noção de “família”. A família passa a ser tudo e nada ao mesmo tempo.

Ora, é este absurdo que é publicado no jornal Observador em nome do “pluralismo”. Talvez tenha chegado o tempo de voltarmos à censura da imprensa.

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