perspectivas

Domingo, 17 Maio 2015

A religião gnóstica do esquerdalho

 

“The trend of politics in the Western nations since Eric Voegelin’s death in 1986 has made his work increasingly relevant to any philosophically rigorous Conservatism or Traditionalism. In particular, Voegelin’s argument that liberalism and its Leftwing metastases constitute an evangelical religious movement, mimicking and distorting Christianity, has gained currency.

The pronounced irrational character of the “Global Warming” cult and the obvious messianism of Barack Hussein Obama’s presidency have together sharpened the perception that contemporary Leftwing politics shares with history’s specimen-type doctrinally intransigent sects an absolute intolerance for dissent, even for discussion, along with a conviction of perfect certainty in all things.

The sudden experience of Leftwing triumph attests that, indeed, utopian radicalism draws its strength from a deep well of resentment that puts it in conflict, not merely with those whom it regards as heterodox, but also with the unalterable structure of reality.”

Plotinus and Augustine on Gnosticism (Thomas F. Bertonneau )

Quando vemos e ouvimos o esquerdalho na voz, por exemplo, de Ricardo Araújo Pereira ou do Nuno Markl, ou ainda muitas das opiniões ditas “científicas” auto-contraditórias do blogue Rerum Natura — não nos devemos esquecer que essas opiniões são guiadas por uma espécie de religião cuja ortodoxia não admite qualquer dissensão; e, como diz Thomas F. Bertonneau, esse tipo de religião política traduz um ressentimento em relação à inalterável estrutura da realidade.

esquerdalho-webConforme demonstrado por Eric Voegelin, e que Thomas F. Bertonneau sublinha, a rebelião do esquerdalho — que inclui o marxismo e o nazismo — contra a realidade é uma aflição recorrente da vida civilizada, tendo embora como paradigma as seitas gnósticas anti-cósmicas da Antiguidade Tardia. Hoje, o esquerdalho reduz o universo inteiro ao mundo sub-lunar limitado pelos satélites artificiais, o que é uma característica moderna da posição anti-cósmica dos gnósticos antigos. O culto religioso do Aquecimento Global e/ou o culto neolítico moderno e ctónico da Mãe-terra traduzem a redução contemporânea do conceito de “universo” ao mundo sub-lunar.

Quando verificamos que a juventude portuguesa maioritariamente não se interessa pela política, constatamos que o que se passa é uma indiferença em relação às seitas religiosas puritanas, ortodoxas, intolerantes e contemporâneas que em conjunto coordenam a política: o esquerdalho.

É possível que surja na Europa um cepticismo profundo em relação à política, assim como aconteceu um cepticismo profundo em relação às seitas religiosas puritanas depois de Cromwell ter assumido o Poder em Inglaterra, cepticismo esse manifesto no golpe-de-estado inglês de 1688 e na posterior filosofia política de Locke.

O que está em causa hoje é a forma como a política é dogmaticamente concebida, e como o escrutínio político é realizado obedecendo sobretudo à vontade das elites gnósticas contemporâneas (o esquerdalho) através da manipulação dos me®dia e da imposição totalitária de uma espiral do silêncio.

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2 comentários »

  1. Eu não acredito que o Homem tenha provocada uma mudança climática, mas que Ele tem tornado a Terra um lugar inóspito para vida é inegável: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3085183/Apocalypse-Shocking-photos-mankind-s-destruction-planet.html?ito=social-facebook

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    Comentar por Marco Rezende — Domingo, 17 Maio 2015 @ 10:01 pm | Responder

    • Uma coisa é o cuidado com o meio-ambiente, com as florestas, com os animais, etc., conforme já defendido por S. Francisco de Assis e mais recentemente na década de 1950 pelo filósofo Hans Jonas (que também escreveu acerca do gnosticismo da Antiguidade Tardia).

      Outra coisa é uma doutrina apocalíptica, messiânica e milenarista que constitui um culto do neolítico da Mãe-Terra actualizado e que defende a ideia de um Aquecimento Global Antropogénico em nome da ciência sem que existam dados que o corroborem empiricamente.

      Eu penso que as pessoas são suficientemente inteligentes para saber a diferença.

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      Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 18 Maio 2015 @ 10:31 am | Responder


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