perspectivas

Sexta-feira, 13 Março 2015

A pedofilia vista pela Esquerda

Filed under: Pedofilia — O. Braga @ 6:42 pm

Pode-se depreender daqui que apenas 8,7% dos abusos sexuais sobre menores são perpetrados por gente com parafilias, ou seja, gente tarada. E os restantes 91,3% dos casos de abusos sexuais de menores são perpetrados por familiares ou conhecidos das crianças vítimas, e portanto, depreende-se que esses 91,3% não é composto por gente tarada.

E depois escreve-se o seguinte:

“Enquanto media,  responsáveis políticos e opinadores continuarem a confundir pedofilia (que não é crime) com abuso de menores, a comunidade não tem consciência da realidade atestada por estes números e isso tem efeitos claros na (des)protecção de crianças.”

Vamos tentar seguir o raciocínio da criatura que escreveu aquilo:

O pedófilo não é um criminoso, salvo se cometer um acto de pedofilia. Por outro  lado, “abuso sexual de menores” é coisa diferente de “acto pedófilo”, ou seja, podem existir abusadores sexuais de crianças que não são pedófilos.

julio machado vaz web¿Você percebeu? Eu também nem tanto. Parte-se do princípio da separação da parafilia pedófila, por um lado, do acto sexual com crianças, por outro  lado: “pedofilia” é uma coisa (segundo esse raciocínio) e o “abuso sexual de menores” é outra coisa diferente.

O Júlio Machado Vaz não diria melhor.

Fazendo uma analogia: um psicopata não é um criminoso, salvo se assassinar alguém: só depois de o psicopata assassinar uma pessoa é que podemos considerá-lo “criminoso”.

Afirmar que “um psicopata é um assassino em potência” é discriminação intolerável, porque não se pode provar “cientificamente” que ele possa vir um dia a assassinar alguém. Só depois de haver uma vítima mortal é que podemos  considerar que o psicopata é criminoso. A teoria das probabilidades é uma batata, assim como a lógica.

De modo semelhante, afirmar que “um pedófilo é um predador sexual de crianças em potência” é — segundo aquele raciocínio —  não ter consciência da realidade. E quem escreveu aquilo deve ser jurista, a julgar pelo enviesamento do relambório.

Dito isto: sou contra a lei da ministra justiceira do Partido Social Democrata, porque abre um precedente perigoso. Não tarda nada começam a haver listas informáticas dos cidadãos da oposição.

8 comentários »

  1. A pedofilia é um estado psiquiatrico caracterizado pela atração primária por indivíduos pré puberes. PONTO.

    Portanto, se existir um “acto pedófilo”, ele seria o “acto de se sentir atraído por uma criança”, não manter relações sexuais com uma. Novamente, enquanto sentir atração por crianças não for crime, o pedófilo não é criminoso. Assim como não é criminoso o cleptomaníaco que se controla pra não roubar ninguém ou o psicopata que faz tratamento. E enquanto a maioria dos abusadores não forem clinicamente pedófilos, o estuprador de crianças não será necessariamente um pedófilo. Assim como nem todo ladrão é chamado de cleptomaníaco e nem todo assassino é chamado de psicopata, não faz sentido todo abusador de menores ser chamado de pedófilo. Entende agora o drama?

    Não é “lógica da esquerda”, é apenas lógica. E acredite, você está lendo isso de um companheiro de direita.

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    Comentar por Herlisson — Quinta-feira, 18 Agosto 2016 @ 4:45 am | Responder

    • 1/ alguém que sinta atracção sexual por crianças, mesmo que não consuma o acto sexual, é um pedófilo em potência. Pode não ser um pedófilo em acto, mas é um pedófilo em potência. Ou seja, é um criminoso em potência.

      2/ neste sentido, a pedofilia é uma parafilia, ou seja, uma doença mental.

      3/ o cleptomaníaco, mesmo que se controle e não roube, é um ladrão em potência. É um criminoso em potência, embora não o seja em acto.

      4/ a justiça tem como função a prevenção, e não só a punição.

      5/ um qualquer abusador sexual de crianças é um pedófilo. Ponto final. Pode não ser um pedófilo obsessivo, mas não deixa de ser um pedófilo.

      6/ Um cleptomaníaco é um ladrão obsessivo, mas não deixa de ser ladrão. Um ladrão que rouba para matar a fome é outra coisa (sobrevivência natural), e você não deve confundir as coisas.

      7/ um homem que mata em auto-defesa, por exemplo, não é necessariamente um psicopata, embora seja um assassino. Você contínua a confundir as coisas.

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      Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 18 Agosto 2016 @ 9:51 am | Responder

      • “alguém que sinta atracção sexual por crianças, mesmo que não consuma o acto sexual, é um pedófilo em potência. Pode não ser um pedófilo em acto, mas é um pedófilo em potência. Ou seja, é um criminoso em potência.”
        Você está confundido suas próprias definições das coisas com o que elas são de facto. Pedófilo em potência é um conceito tão ridículo nesse contexto quanto homossexual em potência ou cleptomaníaco em potência. Ou se é pedófilo, clinicamente falando, ou não se é.

        Se um pai bêbado estupra a filha para descontar suas frustrações ele não é um pedófilo.
        Se um tarado estupra uma criança por ser um alvo frágil e facilmente manipulável ele não é um pedófilo.
        Se um psicopata estupra um menininho só pra ver sua cara de dor e sofrimento ele não é pedofilo.

        Em todos esses casos que eu dei de exemplo, o estuprador usa a criança como mero utensilho sexual. Ele usa a criança como poderia usar um boneco, um masturbador, você, sua mãe ou seu cachorro. Ele não tem interesse especifico no corpo da criança, ele só quer ejacular em algum corpo. A criança acaba sendo um alvo fácil para esse tipo de maniaco ou tarado, pois é frágil e não sabe se defender. E nem sempre esse tipo de pessoa sofre de qualquer doença mental, a menos que você considere má indóle como uma doença mental. Enfim, não é necessário sofrer de algum distúrbio pra fazer mal. Espero que você entenda isso.

        Deu pra entender como nem todo abusador sexual é pedófilo? Você se contradisse ao dizer que eu confundi as coisas no caso do cleptomaníaco e do assassino e logo depois dizer abusador sexual de crianças só pode ser pedófilo. Se você admitiu que nem todo ladrão é cleptomaníaco e nem todo assassino é psicopata, como não pode admitir que nem todo mundo que abusa de crianças é pedófilo?

        Agora, criminoso em potência é diferente de criminoso. Se nos basearmos em estatisticas como a que abre seu post, pessoas não-pedófilcass são muito mais propensos a cometer um crime do que um pedófilo. Na verdade, a maioria das pessoas na cadeia não tem um problema mental sequer. Não são poucos os crimes cometidos por causa de um único momento de raiva e frustração que todo ser humano pode acabar tendo. Seriamos todos criminosos em potencial? Quem liga. Trancar todo mundo em uma prisão por causa disso seria apenas imaturo. O que fazemos, então? Colocamos regras e espalhamos recomendações. Da mesma maneira, não precisamos criminalizar a condição do pedófilo, apenas oferecer tratamento. Mesmo se um mago poderoso apagasse todos os indivíduos que sentem-se atraídos por crianças da existência, isso não cessaria o abuso sexual infantil. Esse é precisamente o ponto por trás do argumento que diz que criminalizar e estigmatizar a condição do pedófilo não muda nada.

        Por que eu não me calo diante disso e defendo que você está errado? Sim, porque eu sou um pedófilo. Eu queria dizer que o pedófilo vai além da alegoria que jaz na imaginação popular. Não sou um monstro, não penso em criança o dia inteiro, sou uma pessoa normal. Também me interesso por pessoas da minha idade e pretendo seguir uma vida com uma delas. No fim do dia, a única coisa que muda entre mim e você é que eu prefiro a Maddie Ziegler, já você a Megan Fox. E sinceramente, seria um pé no saco ter a polícia na minha porta por causa disso.

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        Comentar por Herlisson (@R_Herlisson) — Sábado, 20 Agosto 2016 @ 6:32 am

      • 1/ Você não pode reduzir o conceito de pedofilia ao seu aspecto “clínico”, porque o conceito de pedofilia é muito mais abrangente, por exemplo, nos seus seus aspectos sociais, éticos, jurídicos, culturais, e até metafísicos. Quando você simplifica o que é complexo, torna-se difícil qualquer conversa.

        2/ um pai bêbedo é um alcoólico, em primeiro lugar. No seu estado alcoólico, tanto podia violar uma criança como uma cadela. Essa sua comparação sua demonstra que você é burro.

        3/ um pedófilo é um tarado que se aproveita da fragilidade de uma criança. Mais uma burrice sua. E por aí fora.

        4/ um pedófilo é, por definição, alguém que sente atracção sexual (mais ou menos obsessiva, mais ou menos regular) por crianças pré-pubecentes — independentemente de ter, ou não, sexo com elas.

        Entendeu?! O facto de um pedófilo se conter e não ter sexo com crianças, não faz com que ele deixe de ser pedófilo, e tenha que ser observado pelas autoridades e pela comunidade. Se uma pessoa nunca cometeu nenhum acto de pedofilia, obviamente que não pode ser objectivamente apodado de pedófilo.

        Veja se aprende alguma coisa porque eu não tenho tempo para o aturar.

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        Comentar por O. Braga — Sábado, 20 Agosto 2016 @ 10:53 am

      • “alguém que sinta atracção sexual por crianças, mesmo que não consuma o acto sexual, é um pedófilo em potência.”

        Pedofilia é uma forte orientação sexual por crianças, não sexo com crianças. Pedofilia é sentimento, não ato.

        Consertando sua frase, o correto é assim:

        “alguém que sinta intensa atracção sexual por crianças, mesmo que não consuma o acto sexual, é um pedófilo.”

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        Comentar por Miguel — Terça-feira, 12 Dezembro 2017 @ 5:54 am

      • A pedofilia não é uma “orientação sexual”: é uma parafilia (uma anomalia) — assim como a necrofilia (sexo com mortos) não é uma “orientação sexual”. A julgar pelo seu critério, o sexo com animais (a bestialidade) também é uma “orientação sexual”.

        ¡ Ganhe juízo !

        Só é pedófilo de facto quem age de acordo com o conceito de “pedofilia” — porque não podemos julgar as intenções dos outros. A eventual atracção sexual (sublinho: eventual) em relação a crianças pode ser ultrapassada ou sublimada, e, por isso, não classifica (entendida em si mesma) alguém como sendo pedófilo.

        Por isso: alguém que sinta uma atracção sexual por crianças mas que consiga a sublimação da tendência, não é um pedófilo: em vez disso, é um pedófilo em potência.

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        Comentar por O. Braga — Terça-feira, 12 Dezembro 2017 @ 9:31 am

      • Você deve estar se baseando no que vê na mídia, que tem a péssima mania de banalizar a pedofilia.
        Você inverteu tudo. Pedofilia não é ato. A maioria das pessoas que fazem sexo com crianças não são pedófilas.

        Pedofilia é uma orientação, porque é a direção para onde está dirigida a atração/desejo sexual da pessoa. É considerada uma parafilia por está fora do considerado normal. Por exemplo, a homossexualidade já foi considerada parafilia, hoje é considerada normal.

        Segundo pesquisas na área, a pessoa pode nascer pedófila ou se tornar pedófila com o tempo (devida a mudanças no cérebro).

        Nem todo mundo que faz sexo com animais, bestialismo, é zoófilo. Por exemplo: em zonas rurais é comum adolescentes fazerem sexo com animais por falta de mulher. Esse adolescente não é zoófilo, não tem essa parafilia. Zoofilia é a intensa atração sexual por animais. Enquanto bestialismo é a efetiva prática sexual com animais.

        Também é comum adolescente fazem sexo com crianças. Mas, a maioria deles não são pedófilos, porque fazem sexo com crianças por falta de mulher. Como no caso do bestialismo.

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        Comentar por Miguel — Terça-feira, 12 Dezembro 2017 @ 9:31 pm

      • 1/ Você foi endoutrinado pelo politicamente correcto quando diz que “a maioria das pessoas que fazem sexo com crianças não são pedófilas”. Este conceito (segundo o qual “ a maioria dos que fodem crianças não são pedófilos”) pretende branquear a pedofilia, ao retirar a classificação de “predador sexual” em relação a alguns tipos de pedófilos (porque há vários tipos de perfis psicológicos de pedófilos).

        2/ Você só pode classificar realmente alguém mediante actos e/ou comportamentos. Por exemplo, um indivíduo que tenha uma atracção sexual por mulheres mortas, mas que nunca consumou em actos essa atracção sexual, não pode ser considerado um necrófilo.

        Um necrófilo é alguém que tem relações sexuais com cadáveres. Ademais, não devemos dizer que a necrofilia é uma “orientação sexual”. Alegadamente, você diria que a necrofilia não está normalizada, mas que, à semelhança da homossexualidade, pode ser normalizada porque é uma “orientação sexual”.

        Você é espertalhão.

        3/ Você esquece-se que o acto homossexual foi legal no tempo dos gregos e romanos, deixou de ser legal com o advento do Cristianismo, voltou a ser legal actualmente, e nada nos garante que não volte a ser ilegal outra vez.

        Por outro lado, o acto homossexual — que define o homossexual enquanto tal; de modo semelhante, é o acto pedófilo que define o pedófilo enquanto tal — pressupõe “sexo consensual entre adultos”, e por isso é que o acto homossexual foi despenalizado juridicamente, o que não acontece com outras parafilias, como por exemplo, a necrofilia, a pedofilia ou a efebofilia. Na pedofilia, por exemplo, não existe “acto consensual entre adultos”, e, portanto, nunca poderá ser legalizada em uma sociedade civilizada.

        4/ qualquer homem que tem acto sexual com criança é pedófilo. Ponto final. A pedofilia decorre de um comportamento objectivo, e não de uma alegada tendência subjectiva.

        5/ ninguém “nasce pedófilo” — assim como ninguém “nasce gay”. Não existe um “gene gay”. Você é burro mas tem a mania que é inteligente, e não comenta mais aqui.

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        Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 13 Dezembro 2017 @ 10:49 am


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