perspectivas

Sexta-feira, 26 Dezembro 2014

A evolução darwinista é impossível

Filed under: Darwinismo — O. Braga @ 9:46 am

Se a Teoria da Informação é verdadeira, a evolução darwinista é impossível, porque a informação de novas formas terá que estar previamente incorporada na procura que se faz dessas novas formas.

A evolução darwinista é impossível quando é concebida como “evolução aleatória e não guiada”, porque se não existe informação prévia (se não existir uma condução do processo que pressupõe a existência de informação), as hipóteses de algo acontecer sem essa informação tornam a evolução darwinista impossível.

Dá-se como exemplo a procura do tesouro na ilha: ou temos informação prévia da área onde pode estar o tesouro, ou prosseguimos escavando a terra de forma aleatória (sem informação). No segundo caso, a probabilidade de encontrarmos o tesouro é muito baixa se a ilha for grande.

Ou seria como se uma companhia de petróleo fizesse prospecção de novos poços de petróleo sem qualquer informação prévia e de forma aleatória.

O teorema de Gödel  já tinha colocado este problema, embora de uma forma diferente: é impossível demonstrar a não-contradição de um sistema (sendo bastante rico) pelos seus próprios meios, ou mediante meios mais fracos.

Por exemplo, um computador suficientemente complexo para simular o trabalho cerebral, e submetido a um rigoroso determinismo no que respeita ao seu mecanismo e às permutas com o exterior, não permite calcular, em um tempo t, o que ele (computador) será num tempo t+1 — só o consegue na medida em que a sua determinação, por si só incompleta, estiver submetida à determinação de um outro computador de ordem superior, mas que, nesse caso, também não está de modo nenhum inteiramente determinado por si mesmo; e assim consecutivamente, ad infinitum.

Não se quer dizer que a teoria de Darwin seja falsa; o que se quer dizer é que é impossível.


Resposta a este verbete do Ludwig Krippahl? Aqui!

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2 comentários »

  1. […] Neste verbete defendi muito sucintamente a tese segundo a qual  “a evolução darwinista é impossível”. Quanto falo em “evolução” quero dizer “macro-evolução”. O Ludwig Krippahl critica aqui o meu verbete mas referindo-se à  micro-evolução (adaptação ao meio-ambiente). Assim a gente não se entende. […]

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    Pingback por Ludwig Krippahl: mistura, baralha, confunde, e diz que é ciência | perspectivas — Quarta-feira, 21 Janeiro 2015 @ 6:00 am | Responder

  2. […] Neste verbete defendi muito sucintamente a tese segundo a qual  “a evolução darwinista é impossível”. Quanto falo em “evolução” quero dizer “macro-evolução”. O Ludwig Krippahl critica aqui o meu verbete mas referindo-se à  micro-evolução (adaptação ao meio-ambiente). Assim a gente não se entende. […]

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