perspectivas

Domingo, 2 Novembro 2014

O fenómeno brasileiro do verbo “suponhetar”

Filed under: acordo ortográfico — O. Braga @ 8:59 am
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Suponhetemos” que não tivesse existido a migração da Corte portuguesa e a intervenção pombalina:

“Se não fosse pela migração da corte lusitana e a intervenção pombalina, poderíamos ter sido o maior país a desenvolver, de forma homogênea, uma língua indígena.”

Rosa Virgínia Mattos e Silva, autora de “O Português são dois”.

É certo que “Mattos Silva” parece ser um nome tupi-guarani. Mas suponhetemos que “Mattos Silva” era um nome português: nesse caso, teríamos que suponhetar que seria mais conveniente às virgo rosarum brasileiras mudar de nome.

No Brasil, o verbo “suponhetar” é muito utilizado pelas elites políticas e académicas. Por exemplo:

“Vamos suponhetar que, em lugar de o Brasil ter sido colonizado pelos portugueses, tivesse sido colonizado pelos ingleses”.

Quando o brasileiro suponheta, transforma a realidade de uma forma mais escorreita. Suponhetando, não é necessário trabalhar com afinco para a transformar. A elite brasileira, através do suponhetamento da História, vai tornando reais os acontecimentos que suponhetadamente nunca aconteceram.

1 Comentário »

  1. O pior nobre Orlando, é que esta mesma elite alega estar combatendo a “elite”(um espantalho), como se existisse outra, além da que escreve e milita contra os valores da civilização ocidental. Sou um brasileiro medíocre que, recentemente está tendo contato com uma literatura do tipo de um Eric Voegelin, Kirk, Adler, Nisbet, Camus, entre outros autores desconhecidos por mim(e pela esta mesma elite esquerdista). Sinto uma enorme tristeza por ter sido enganado pelo ensino(não tive educação, esta estou buscando agora) ao qual fui submetido até os 35 anos mais ou menos. Meu consolo é que, depois da leitura da ” A Vida Intelectual”, do Pe Sertillanges, descobri que é possível recuperar o tempo perdido. Acabei de me graduar em Ciências Sociais. Em uma aula em 2012, uma professora marxista, estava demonizando a colonização portuguesa. Perguntei se ela imaginava que os europeus ficavam em uma sala conspirando contra as Américas? E, se não havia nenhum bom legado deixado por vocês. Quase não fechei a disciplina. Essa gente faz muito mais mal ao meu país, do que qualquer colonizador “explorador”. Quero ser “oprimido” pela alta cultura, para me livrar da opressão das ideologias políticas.

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    Comentar por Fabricio Jean — Domingo, 2 Novembro 2014 @ 1:02 pm | Responder


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