perspectivas

Terça-feira, 17 Junho 2014

Ressaca

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:10 am
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Preferiria que Portugal perdesse os dois jogos com o Gana e com os Estados Unidos do que perder com a Alemanha — porque uma coisa é perdemos com gente normal, e outra coisa é perdermos com psicopatas.

Com psicopatas não se pode perder, nem a feijões. O problema europeu dos psicopatas alemães começou quando a Alemanha ganhou a primeira guerra contra os franceses em 1848; a partir daí foi o descalabro na Europa: soltou-se o demónio alemão e ainda hoje sofremos todos as consequências.

Acho que o Exército Vermelho, durante e logo após a II Guerra Mundial, não acabou o seu trabalho. Um dos planos de Estaline, em relação ao qual Churchill concordou parcialmente, era a desindustrialização total da Alemanha depois da guerra; ou seja, a indústria alemã seria totalmente desmantelada. Os americanos não deixaram, e ainda vamos todos pagar bem caro mais essa imprudência americana.

angela merkel psicopata
Há dias estive a ver um programa no Canal História sobre o processo de captura dos criminosos de guerra nazis, em que se demonstrou como a Alemanha do pós-guerra protegeu os criminosos nazis, dentro e fora do seu território. As instituições alemãs só agiram contra os criminosos nazis sob pressão externa, nomeadamente através da acção de Simon Wiesenthal. Não houvesse essa pressão externa, os alemães continuariam a acarinhar os seus nazis, como fariam hoje se lhes dessem a oportunidade.

O que me choca nos alemães não é o facto de serem nacionalistas (eu próprio sou nacionalista). O que me indigna na história recente do povo alemão é o conceito inventado por eles de Lebensraum aplicado à Europa. Depois da derrota penosa dos alemães na II Guerra Mundial, o conceito de Lebensraum transmutou-se para o de Wirtschaftsraum — não apenas no sentido estritamente económico, mas sobretudo no sentido da construção de um Lebensraum económico para a construção de um IV Reich.

Se um dia a justiça for feita, o povo alemão há-de sofrer um holocausto proporcional ao holocausto judeu em relação ao qual todo o povo alemão é moralmente responsável. A estória segundo a qual “o povo alemão não sabia da actividade diabólica do partido nazi” é conversa para boi dormir. Se os alemães assassinaram brutalmente cerca de 5 milhões de judeus, este número deveria ser proporcional à população alemã actual num holocausto que eles merecem (é uma questão de fazer as contas).

IV Reich

Um povo como o alemão é um problema para a Europa: primeiro, convenceram os europeus, incluindo os franceses, de que estavam abertos a uma unidade europeia em troca da unidade alemã no seguimento da queda do muro de Berlim (os ingleses não se deixaram enganar). Depois, através do controlo das instituições da União Europeia de Durão Barroso, os alemães minaram as economias de todos (sem excepção) países da Europa, colocando toda a Europa de cócoras. Até os franceses baixaram as calças.

O corolário da actual política de Wirtschaftsraum da Alemanha (através do controlo das instituições europeias) será o fim do Euro (que nunca deveria ter existido). É uma questão de tempo. Com o fim do Euro, fica em causa o tratado de Schengen e estará aberta a possibilidade de uma estratégia de união dos países da Europa, em geral, contra a Alemanha; é provável que surja, mais ou menos explicitamente, um bloco político europeu anti-alemão — por exemplo, o estabelecimentos de acordos entre países impondo taxas aduaneiras proibitivas em relação à importação de produtos alemães: seria muito mais barato comprar, por exemplo, uma máquina ou um automóvel em França ou em Itália do que na Alemanha.

O “milagre económico” alemão, que submete a Europa actual, foi construído sobre homicídios em massa. O número de escravos e pessoas sujeitas a trabalho forçado pelos alemães, e que morreram em condições de trabalho inumanas, ascendem ao número de 2.700.000 (dois milhões e setecentas mil pessoas).

É este “milagre alemão”, manchado de sangue de genocídio, que impõe hoje as regras da União Europeia. E é esta União Europeia do IV-Reich que é apoiada por federalistas europeus como Durão Barroso, Paulo Rangel ou Mário Soares.

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