perspectivas

Quarta-feira, 23 Abril 2014

David Marçal, a pesporrência cientificista que chama os outros de “ignorantes”

 

A pesporrência com que o David Marçal (o do blogue Rerum Natura) chama de “ignorante” a quem defende uma qualquer ideia contrária à dos cânones cientificistas, revela a estupidez por detrás da douta aparência da criatura.

A estratégia do asno é conhecida: mistura “Aquecimento Global”, por um lado, como “alterações climáticas”, por outro lado — na esperança de que as mudanças climáticas, que sempre ocorreram deste que a Terra existe, se confunda com a ideologia política cientificista do Aquecimento Global.

Escreve o David Marçal que “apesar das alterações climáticas naturais, as actividades humanas provocaram mudanças que não são devidas às alterações climáticas naturais”.

Ora, é impossível defender o contrário do que ele escreveu, ou seja, a tese do David Marçal não é refutável; ou melhor, não é refutável o postulado segundo o qual, se não existisse humanidade — ou se a humanidade estivesse reduzida a 500 milhões (ou coisa que o valha) —, não existiriam, se não estas alterações climáticas ou semelhantes, pelo menos outros fenómenos de alterações climáticas de semelhante relevância.

Não é possível defender o contra-factual, mas o David Marçal acha que “se a avó dele tivesse rodas, ele seria um autocarro”. Não é possível saber o que seria hoje o clima, se não existisse humanidade ou se a humanidade fosse constituída apenas de algumas centenas de milhões de pessoas! O contra-facto não pode ser verificado!

Ver o devir temporal do planeta Terra — ou seja, conceber uma “história do planeta” — como uma espécie de reacção química (A, → B), em que existe um nexo causal restrito (o determinismo característico de uma reacção química), não lembra ao careca — mas lembra a esta casta de inteligentes coimbrinhas.

Esta certeza simplista do futuro — que é assim alargada à complexidade dos fenómenos da natureza em geral, e que é baseada em casos muito concretos que a ciência pode prever — é uma doença mental.

Por outro lado, não está cientificamente provado que a humanidade está a causar um Aquecimento Global. Quando eu falo em prova, refiro-me à verificação. Existem teorias, e uma teoria não é uma prova. Há quem defenda a teoria segundo a qual, pelo contrário, vem aí um arrefecimento global. Ora, o David Marçal deveria saber disto; e sabe, mas a religião imanentista do Aquecimento Global é avassaladora.

O David Marçal é tão burro — tão burro! — que escreveu isto:

“O consenso científico acerca das alterações climáticas é avassalador. A historiadora de ciência Naomi Oreskes, fez uma análise de todos os artigos científicos publicados entre 1993 e 2003 e chegou à conclusão que nenhum (vou repetir: NENHUM) contrariava a ideia de que o clima está a ser alterado por causa das actividades humanas.”

Ou seja, o Aquecimento Global é como o darwinismo: não é (politicamente) refutável. O consenso científico é, segundo o David Marçal, dogmático. É dogma! É um paradigma dogmático. Segundo o David Marçal, ninguém se atreve a defender uma teoria diferente daquela. A teoria do Aquecimento Global, segundo o David Marçal, é tão unânime como é unânime a lei da gravidade.

Ou seja, para o David Marçal, o Aquecimento Global antropogénico já não é uma teoria: é uma lei da natureza!

Quando uma teoria não tem nenhuma oposição, ou não existem teorias divergentes, estamos em presença de uma religião política — e não de ciência! E por isso é que o David Marçal é burro ou desonesto, quando fala em nome da ciência.


Nas duas primeiras décadas do século XX, esteve na moda a defesa do eugenismo. A comunidade docente universitária anglo-saxónica (universidades de Harvard, Oxford, Cambridge, etc.) e os intelectuais (por exemplo, Bernard Shaw ou Margaret Sanger) baseavam-se no darwinismo para defender o eugenismo. O próprio Hitler foi beber ao eugenismo americano a essência que fundamentou o holocausto nazi.

Mas depois do horror nazi, esta gentalha não ficou contente: quer mais! E agora agarram-se a uma teoria do Aquecimento Global para defender novamente uma outra espécie de eugenismo, a do aborto em massa, da eutanásia compulsiva (como já acontece na Bélgica). E tudo isto em nome da ciência transformada em dogma. E são estes pulhas que criticam a religião cristã como sendo irracional!

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