perspectivas

Quinta-feira, 6 Março 2014

O presidente francês François Hollande deu autorização para que uma mulher casasse com um homem morto

 

hollande-300-webO casamento é uma coisa subjectiva, segundo François Hollande. E, vai daí, o presidente da coisa pública francesa deu autorização para que Pascale Liéard, uma cidadã francesa de 48 anos, casasse postumamente com o seu amante falecido há dois anos.

O casamento póstumo é sinal de progresso. O António Costa e o António José Seguro, do Partido Socialista, deveriam pôr os olhos neste exemplo de François Hollande, e decretar o casamento póstumo em Portugal, no seguimento do “casamento” gay. Afinal, o casamento é o que cada pessoa quiser que seja.

Casar com um morto é tão legítimo como casar com um vivo: não há cá esse dogma estranho da Igreja Católica que diz “até que a morte nos separe”. Os progressistas vão para além das teias de aranha ideológicas da Igreja Católica que separam a vida, por um lado, da morte, por outro lado.

A esquerda portuguesa deveria ir mais além: decretar que um homem morto, se assim o desejasse, poderia casar com um homem vivo — para obviar à catástrofe da SIDA entre a comunidade gay.

2 comentários »

  1. Tive que ler para acreditar… mas… mas… qual é a ideia mesmo?! Será que o noivo em causa deixou por escrito o seu consentimento?! E para efeitos legais, como é possível este tipo de casamento ser aceite?! É para herdar alguma coisa?

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    Comentar por Amelia Saavedra — Quinta-feira, 6 Março 2014 @ 2:42 pm | Responder

    • Ao que parece, existe uma lei em França que surgiu da II Guerra Mundial, em que as namoradas poderiam casar postumamente com os namorados/soldados mortos na guerra. Mas esta lei estava esquecida — já ninguém se lembra dela.

      Essa lei denota um carácter excepcional, dado que tinha um simbolismo patriótico (o casamento também é um símbolo cultural e social). O problema é que François Hollande (como bom esquerdista) subverteu o espírito dessa lei e transformou-a na expressão da pura subjectividade de qualquer pessoa, em uma espécie de acto gratuito.

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      Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 6 Março 2014 @ 7:51 pm | Responder


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