O Facebook, na forma e significado que tem actualmente, tem os dias contados. Os novos computadores dotados de processadores super-rápidos, com grande capacidade de memória RAM e com enorme capacidade de armazenamento em disco rígido (500 GB ou mais), tendem a retirar ao FaceBook muito do interesse que tem hoje.
Por outro lado, estas novas comunidades virtuais privadas terão a vantagem de ter uma relativa segurança na informação partilhada entre os seus membros — o que não acontece no FaceBook de uma forma satisfatória. Poderão existir comunidades de todo o tipo; por exemplo, uma comunidade interessante seria a Comunidade Eric Voegelin destinada à partilha de informação acerca da filosofia do autor alemão; ou a Comunidade Fernando Pessoa; ou a Comunidade dos Brasileiros em Portugal — tudo isto através da partilha, em “cloud”, dos servidores de cada computador de cada membro; e quantos mais membros tiver uma comunidade, mais poderosa e eficiente será a “cloud” e mais rápido será o acesso à informação e rápida a sua partilha entre os membros da comunidade.
Por fim, com a nova tecnologia de acesso à Internet através de fibra óptica, cada utilizador terá um IP estático (por exemplo, já acontece hoje no MEO), o que torna possível, de facto, operar um servidor HTTP no seu computador. Tudo isto poderá levar à criação de endereços virtuais da comunidades — por exemplo, http://amigos-dos-animais.cloud ou http://budistas-de-lisboa.cloud. Mas tudo isto requer uma nova geração, aquela que tem hoje entre 20 e 30 anos, e que fará “explodir” o FaceBook em cerca de cinco anos.
Um exemplo (aqui em baixo) de uma emissão de rádio via Internet feita por mim: neste caso, o pequeno exemplo de emissão-rádio é gravado, mas poderia ser feita em directo — e com intervenção de um locutor (eu não tenho jeito para locutor) — através de um servidor instalado em um computador pessoal de última geração.