perspectivas

Domingo, 8 Dezembro 2013

Definição de “Daniel Oliveira”

 

Um radical de esquerda é um descendente ideológico dos antigos puritanos cristãos que, com a passagem do tempo e das gerações, chegaram à conclusão de que são mais santos do que o próprio Deus.

3 comentários »

  1. Para o comentário (apagado) do “Fernando Fernandes”:

    O teu nome (“Fernando Fernandes”) é uma redundância, um pleonasmo, o que pode significar que és uma caricatura de ti próprio. Daqui em diante, és automaticamente lixo.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 8 Dezembro 2013 @ 11:28 am | Responder

  2. O Danny Olive tem um problema de identidade comum á esquerda, analisam os problemas não num todo mas apenas na parte que interessa para um discurso demagógico.
    Num artigo do expresso em que mostra a indignação pela diminuição da natalidade em Portugal, culpa toda a política económica, e fala das iniciativas d apoio á natalidade de alguns países europeus.
    Não fala das acções que ele e o seu partido fizeram nestes anos todos para fragmentar a sociedade portuguesa e inverter os valores tradicionais milenares em que assenta a civilização ocidental.
    Além disso a esquerda em geral e o Danny em particular falam daquilo que desconhecem, será que esse sr. alguma vez leu os Evangelhos??, saberá os valores da religião católica? teve formação religiosa? a resposta é não.
    O paradoxo é pôr a prole a estudar em colégios católicos, passar férias na Quinta do Lago, viver á grande mas estar sempre do lado dos oprimidos……………
    Danny faz parte daqueles parasitas com agenda própria – destrutiva – com o fim de promoção e ganho pessoal, pensa apenas e só nele mas age como um arauto da verdade absoluta, como Mário Soares por exemplo.
    Em suma o Marxismo cultural no seu melhor.
    É esta gentinha que nos governa e vive á nossa conta á vários anos.
    São indivíduos perigosos aos quais os temos de estar atentos pois são seguidos por uma escumalha de idiotas úteis cada vez mais numerosos que sabem influenciar como ninguém.

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    Comentar por semiramis — Domingo, 8 Dezembro 2013 @ 9:36 pm | Responder

    • A cultura do nosso país está de tal forma degradada, que muitas pessoas — como por exemplo o comentarista de nome redundante “Fernando Fernandes” —, senão mesmo a maioria da população das grandes cidades, considera que alguém que se bate contra o aborto é puritano, mas quem defende a utopia da “igualdade” já não é puritano.

      Ou seja, o referido idiota com nome tautológico considera que eu é que sou o puritano por ser contra o aborto, e que o Daniel Oliveira não é puritano por defender a utopia da “igualdade”.

      O que o idiota pleonástico desconhece é que uma das características dos puritanos do século XVI e XVII foi exactamente a utopia, ou seja, a fraca aderência à realidade. Um puritano é basicamente um psicótico, mais ou menos agudo: dissocia radicalmente a realidade, por um lado, do desejo, por outro lado, deixando que o ID freudiano interfira com a sua (dele) vontade.

      Em contraponto, quem se coloca contra o aborto sabe de antemão (ou deve saber) que é impossível acabar totalmente com ele; tem a consciência de que sempre houve e haverá mulheres que abortam — é uma inevitabilidade (como dizia Jesus Cristo acerca dos escândalos no mundo: “são inevitáveis”).

      A luta contra o aborto não se trata de uma utopia, portanto. O que interessa, a quem luta contra a cultura de morte, e contra a cultura do aborto em particular, é o despertar constante das consciências que previnam a anestesia cultural que gente da laia do Daniel Oliveira imprimiram na sociedade e sem deixar impressões digitais. E neste sentido dou-lhe razão (ao Semiramis): a contradição do Daniel Oliveira insere-se na estratégia do crime sem castigo porque não deixa impressões digitais.

      Por outro lado, quando eu digo que o Daniel Oliveira se considera “mais santo do que Deus”, baseio-me na crítica radical que essa gente faz aos valores tradicionais e ao catolicismo em particular.

      Uma das características do puritanismo antigo foi o de ser contra o catolicismo que se baseava numa ética consequencialista (as obras ou actos exteriores do católico eram consideradas importantes), ao passo que os puritanos repudiavam o consequencialismo e adoptaram uma ética intencionalista (tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia), por um lado, e de submissão da ética e da religião ao poder absoluto do Estado, por outro lado — intencionalismo: o que conta são as intenções, e não tanto as obras; por exemplo, os Quakers da Inglaterra do século XVII; e no século XII, Abelardo.

      A psicose do puritano (delírio interpretativo) consiste em separar devidamente as obras, por um lado, das intenções, por outro lado. E, para os puritanos antigos e actuais, as intenções é que contam principalmente, em termos da ética: se as obras se fazem, ou não, é relativamente irrelevante. Vem daí a fraca aderência à realidade que caracteriza o puritano (antigo e moderno).

      Em contraponto, quem se baseia nas obras exteriores (como sempre defendeu a Igreja Católica desde S. Paulo, e depois com S. Tomás de Aquino) tem uma noção da Verdade e da Realidade — como dizia S. Tomás de Aquino: “A verdade é que adequação da consciência à realidade”.

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      Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 9 Dezembro 2013 @ 6:54 am | Responder


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