perspectivas

Governo de Passos Coelho amplia o prazo do aborto para as 11 semanas

Anúncios

 

Em 2007 realizou-se um referendo sobre o aborto sob proposta do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de José Sócrates, referendo esse que não foi vinculativo porque mais de 50% dos portugueses recusaram-se a participar nele. Mas esse referendo mencionava o prazo de dez semanas de gravidez como limite máximo para o aborto.

O governo de Passos Coelho alterou não só a lei mas também os pressupostos do referendo, aumentando o prazo de abortar para as 11 semanas:

Ordem dos Médicos diz que cálculo da Direcção Geral de Saúde sobre idade gestacional para aborto é ilegal

«A Ordem dos Médicos considera que o cálculo da idade gestacional para a Interrupção da Gravidez (IG) que consta de uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) é “incorrecto” e “ilegal” e defende que seja alterado.

Em causa está uma norma da DGS, de Janeiro deste ano, sobre a IG e que recorda, entre outros critérios, a definição do tempo de gestação até ao qual esta prática é permitida por lei.

Em relação à possibilidade legal da IG, por opção da mulher, esta é realizada “nas primeiras dez semanas de gravidez”, lê-se na norma.»

De Passos Coelho é de esperar tudo: e quando digo tudo, é tudo sem excepção. Mas Paulo Portas foi a maior decepção deste governo em matéria de ética: numa altura em que se corta nas pensões dos reformados mais pobres, o aborto a pedido discricionário da mulher continua a ser grátis nos hospitais públicos e com uma despesa para o Estado de cerca de 100 milhões de Euros por ano.

Anúncios

Anúncios