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Passos Coelho foi derrotado nas eleições autárquicas de ontem

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A derrota de ontem não é do Partido Social Democrata, enquanto tal: é de Passos Coelho e de uma certa forma de fazer política que mantém o país em golpe-de-estado permanente, que reduz Portugal a um estado-de-sítio. Esta forma de fazer política não é inevitável, e corresponde a uma idiossincrasia ideológica de Passos Coelho e da entourage que actualmente controla o Partido Social Democrata.

Uma coisa é hostilizar a Troika (como têm feito o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda); outra coisa é pactuar com a Troika (como tem feito Passos Coelho); e outra coisa é negociar com a Troika (como tem feito, por exemplo, Paulo Portas). O pacto de Passos Coelho com a Troika tem origem ideológica, e esta ideologia mantém cativo o Partido Social Democrata, por um lado, e mantém Portugal em um estado-de-sítio político, por outro lado.

A derrota de ontem é pessoal e tem um nome: Passos Coelho. E foi o único que não a assumiu.

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