perspectivas

Em vez de sermos machistas, vamos ser realistas

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Infelizmente, já morreram cinco bombeiros este Verão, na luta contra incêndios. Desses cinco, duas foram mulheres bombeiras. Vamos fazer um simples exercício hipotético.

Se, por exemplo, em todo o país, 90% dos bombeiros forem homens, e se tivermos 3 mortes de homens, então: 3/90=0.033. A probabilidade de um bombeiro morrer num incêndio é de 0,033:1.

E sendo que 10% dos bombeiros são mulheres, e se tivermos 2 mortes de mulheres, então: 2/10=0,2. A probabilidade de uma bombeira morrer num incêndio é de 0,2:1 – ou seja, 6 vezes maior do que um bombeiro. Uma bombeira corre seis vezes mais risco de morte do que um bombeiro.

Contudo, eu penso que esse risco é maior ainda, porque a percentagem de bombeiras pode ser menor do que 10% do total. Se a percentagem de bombeiras for, por exemplo, de 5% do total, o risco de morte de mulheres no combate aos incêndios é 0,6:1, ou seja, 18 vezes maior do que nos homens.

As bombeiras devem estar na retaguarda da “guerra” ao incêndio, e não na linha da frente. Quando os bombeiros colocam as suas mulheres na linha da frente, estão a cometer um crime moral, para além de ser uma manifestação de cobardia por parte dos homens.

Uma mulher não é um homem. Será muito difícil compreender isto?!

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