perspectivas

Quinta-feira, 22 Agosto 2013

Os me®dia já fazem a propaganda da poligamia

Segundo a BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation), dentro de 10 anos será legalizado o “casamento” poligâmico – que pode ser poliândrico (uma mulher + vários homens) ou poligénico (um homem + várias mulheres), ou as duas coisas em simultâneo. A justificação que se dá para a legalização do “casamento” polígamo é a seguinte:

não existe espaço para a fidelidade sexual em uma sociedade onde a escolha (no sentido de “opção”) é tudo”.

Notem bem a palavra “escolha”.

Hoje, a liberdade é identificada com o instinto; e qualquer repressão do instinto é hoje sinónimo de repressão da liberdade. A confusão que se faz é entre “livre-arbítrio” (ou liberdade propriamente dita), por um lado, e “liberdade de indiferença”, por outro lado.

A “liberdade de indiferença” é a possibilidade de escolher entre dois ou mais comportamentos sem se inclinar a priori (à partida) para um lado ou para outro; ou seja, a escolha não passa, à partida, pelo crivo da razão. A pessoa escolhe sem pensar, obedecendo apenas ao instinto ou ao desejo instintivo. Essa pessoa pouco difere de um cão ou de um gato.

Quem vive como um animal, morre como um animal. O ser humano morre a sua morte de acordo com a ideia que tem dela. Perante o carácter absurdo da vida, o homem contemporâneo pretende superar esse absurdo por intermédio do cinismo. Com o império do instinto, o estatuto ético do ser humano passa a ser o da lógica de um peido.

O livre-arbítrio, ou liberdade propriamente dita, parte do pressuposto de que “o homem age porque é livre” e, por isso, a acção humana decorre da vontade filtrada pelo juízo (pela razão).

Pelo contrário, a “liberdade de indiferença” parte do pressuposto que “o homem é livre porque age”, a razão não é chamada ao processo de escolha, e por isso o ser humano torna-se equivalente a um cão ou a um burro. Os animais irracionais, ou mesmo os animais unicelulares, também são livres porque agem. O homem moderno já não se consegue distinguir de uma bactéria.

2 comentários »

  1. Se é para reduzir o ser humano à condição de animal… então o melhor é voltarmos a viver em cavernas e subir às árvores…enfim…

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    Comentar por Amelia Saavedra — Quinta-feira, 22 Agosto 2013 @ 12:13 pm | Responder

  2. Republicou isso em J1.

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    Comentar por ACid BLaCK NeRD — Segunda-feira, 26 Agosto 2013 @ 12:33 pm | Responder


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