perspectivas

Quinta-feira, 22 Agosto 2013

Obama e a União Europeia são responsáveis pelo que acontece no Egipto e na Síria

A União Europeia de Durão Barroso e a administração Obama são os responsáveis pelo que está acontecer hoje no Próximo Oriente, nomeadamente no Egipto e na Síria. A diferença é que Obama será julgado nas próximas eleições americanas, ao passo que os burocratas de Bruxelas não foram eleitos para os seus cargos e por isso estão fora da lei. A elite política da União Europeia é uma associação de malfeitores.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

A crise política no Egipto foi gizada por Obama e pela União Europeia. A ideia é levar o Egipto a uma situação económica e política de tal forma caótica que se torne possível o desmembramento e partilha daquele país. Henri Boulad, um Padre jesuíta egípcio, escreve aqui o seguinte:

«Accords secrets de Morsi pour vendre l’Égypte à ses voisins, morceau par morceau : 40% du Sinaï au Hamas et aux Palestiniens, la Nubie à Omar el-Béchir, et la portion ouest du territoire à la Libye… Tout cela est pain béni pour l’Occident, puisque c’est son œuvre…»

Qualquer pessoa com um pouco de discernimento teria a intuição de que o fenómeno da Primavera Árabe “trazia água no bico” (ler o que eu escrevi sobre o assunto). Quando falamos aqui em “Ocidente”, devemos distinguir a opinião pública, por um lado, da elite política, por outro lado.

A elite política, apoiada pelos me®dia, conseguiu convencer a opinião pública ocidental que: 1/ o processo político egípcio decorrente das manifestações da praça Tahrir até às pseudo-eleições, foi um “processo democrático”; 2/ que a Irmandade Muçulmana – que instalou um regime de terror no Egipto – é a verdadeira vítima do “processo democrático” naquele país; 3/ que as manifestações da praça Tahrir significavam que o povo egípcio queria a democracia, quando de facto essas manifestações não eram a favor da democracia mas antes eram contra o regime corrupto de Mubarak.

Como escreveu Fernando Pessoa, e bem, o povo nunca se manifesta a favor de alguma coisa, mas invariavelmente contra alguma coisa. Dizer que as manifestações da praça Tahrir foram a favor da democracia, é abuso interpretativo dos me®dia manipulados pelas elites ocidentais.

Deposto Mubarak, o Egipto transformou-se num caos, em nome da “democracia”. O novo presidente “eleito”, Morsi, negociou com o Ocidente o desmembramento de partes do país com o fito de as vender aos países vizinhos, o que fazia parte de um plano ocidental de engenharia política de reestruturação geográfica do Próximo Oriente – o que aliás têm sido feito também na União Europeia através da alienação da soberania dos países pequenos a favor dos grandes países.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

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