perspectivas

Sexta-feira, 26 Julho 2013

Gattaca e a encruzilhada ética da Humanidade

Este texto de José Ribeiro e Castro parece de fácil compreensão, mas é bom que a classe política comece a tomar consciência do enorme problema ético que se avizinha: a utilização de células estaminais extraídas de adultos para “criar” óvulos e esperma artificiais, e também para “criar” embriões artificiais.

gattaca-220-web.jpg

Ou seja, através das minhas células estaminais, e só as minhas, poderei eventualmente “criar” um bebé. Mas não só: um bebé pode ser “criado” em laboratório, a partir de células estaminais de adultos, independentemente da combinação de um homem e uma mulher, uma mulher e uma mulher, um homem e um homem, um homem e três mulheres, ou, por exemplo, uma mulher e vinte cinco homens, etc. Em teoria, uma criança poderá ser “criada” a partir da combinação de células estaminais de um número indefinido de adultos independentemente do seu (deles) sexo.

Para além do quebra-cabeças jurídico que consistirá em atribuir a paternidade e maternidade a uma criança “criada” desta forma, isto levanta um problema ético de uma dimensão colossal. E é, também, em função desta perspectiva desumanizante da parentalidade, que se torna premente não derraparmos em “soluções reprodutivas” que vão, na sua essência, contra a natureza humana – por exemplo, as “soluções reprodutivas” do tipo da adopção de crianças por pares de invertidos e que apontam para “Gattaca aqui e agora”.

O que está em causa é a natureza humana inserida na Natureza em geral, por um lado, e por outro lado, o facto de a ciência não poder fundamentar a ética. É preciso gritar até à exaustão: a ciência não pode fundamentar a ética! O conceito de “bio-ética” é um sofisma, porque confunde ciência (nomeadamente no sentido da sociobiologia), por um lado, e ética, por outro lado.

E é por esta razão que eu considero a Isabel Moreira um monstro ontológico, quando ela defende a ideia segundo a qual “é necessário dissociar a maternidade, por um lado, dos afectos, por outro lado” (sic). Isabel Moreira defende a monstruosidade sociológica de “Gattaca aqui e agora”. Pessoas como Isabel Moreira deveriam estar internadas em hospitais psiquiátricos, em vez de deterem o Poder político – no parlamento – de decidir sobre o futuro da nossa sociedade.

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