perspectivas

Terça-feira, 2 Julho 2013

Ministro socialista francês defende uma “religião republicana” oficial do Estado

Quando o muro de Berlim caiu, pensámos que o inferno tinha acabado; mas o que aconteceu depois foi que o jacobinismo radical maçónico e o Positivismo do século XVIII de Augusto Comte ressurgiram e estão a tomar conta da Europa.

O ministro da educação da França socialista de François Hollande, Vincent Peillon, lançou um livro com o sugestivo título: “A Revolução Francesa Não Está Ainda Terminada”. Se a moda pega, vamos ver os republicanos socialistas portugueses, como por exemplo, Manuel Alegre e companhia limitada, a medir as cabeças dos jesuítas para tentar apurar a sua inferioridade ontológica.

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Republicanos portugueses medindo a cabeça de um jesuíta, para tentar perceber o atraso mental

O alvo do ministro francês e dos Khmers Rosa de François Hollande é a Igreja Católica. E a forma que o ministro encontrou para combater a Igreja Católica é a politização da escola, tal qual os estalinistas e maoístas fizeram no passado infernal que julgávamos ter tido um fim com a queda do muro de Berlim. Eis que se ergue um novo muro da vergonha na Europa, desta vez um muro da irracionalidade maçónica e jacobina.

O grande problema da democracia na Europa é que este tipo de gente chega ao Poder sem revelar ao povo, a priori, o tipo de ideologia que defendem; e só depois de eleitos revelam o verdadeiro cariz do seu pensamento político. Neste sentido, podemos dizer que a democracia foi subvertida na Europa.

O ministro francês defende a ideia segundo a qual a religião cristã – neste caso, a católica – deve ser substituída por uma “religião republicana” de Estado cujo fundamento é o laicismo. Segundo o ministro dos Khmers Rosa ,

“a revolução implica o esquecimento de tudo o que precede a revolução. E aqui a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve erradicar , do aluno, todo o seu legado pré-republicano e ensiná-lo a ser um cidadão. É como um novo nascimento, há uma transubstanciação que opera, na escola e pela escola, a nova igreja com os seus novos sacerdotes, a nova liturgia e a nova tábua dos mandamentos da lei”.

Este tipo de discurso é messiânico e clama por uma metanóia (de tipo hitleriano ou estalinista), por um lado, e por outro lado parte do princípio de que é possível a qualquer um construir uma religião como a cristã meramente através da acção política. Esta gente não compreende o fenómeno do Cristianismo e transforma-o em uma mera ideologia política substituível por qualquer outra. Hitler, ou Lenine e Estaline não poderiam estar mais de acordo com os Khmers Rosa de François Hollande.

Ou seja, estamos em presença de germes de um novo projecto político totalitário na Europa equivalente ao comunismo ou ao nazismo. Como é evidente, uma religião implica a existência de fé, de rituais, de dogmas, do sagrado e do profano. E os totalitarismos do século XX foram caracterizados por uma qualquer fé dogmática imanente (que ultrapassa a simples crença) e de rituais políticos; a elite política revolucionária foi transformada no sagrado da religião política imanente, e o profano era tudo o que se passava nos “passos perdidos” da política, ou seja, no recato recôndito do lar.

Nunca foi tão urgente ler Eric Voegelin como agora.

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