perspectivas

Sexta-feira, 28 Junho 2013

Fernanda Câncio e a pedofilia

Um dos problemas da nossa sociedade foi o de permitir que muitas pessoas do género de Fernanda Câncio obtivessem, através dos me®dia, a visibilidade que têm. Quando falamos de Fernanda Câncio estamos a falar de uma criatura com um cérebro de galinha mas que está absolutamente convencida da sua superioridade intelectual e moral.
Se não, leiam este verbete .

Fernanda Câncio diz que um pedófilo não pode ser um psicopata; ou que um psicopata não pode ser pedófilo – como se os dois conceitos ou condições não se pudessem juntar numa só pessoa. Seria como se alguém dissesse que uma pessoa com o complexo de Édipo não pudesse nunca ser um assassino em série…! É claro que a pedofilia é uma parafilia, e não uma condição psicopata; mas isso não significa que um psicopata não possa integrar, em si e no seu comportamento, uma parafilia qualquer.

Depois, Fernanda Câncio confunde pedofilia com pederastia, quando escreve que “senão, os gregos eram (todos) doentes” 1: O que era relativamente tolerado na Grécia Antiga e principalmente em Esparta, era a efebofilia, e não a pedofilia; mas essa tolerância não significava que a efebofilia fosse praticada por toda a população da cidade grega (como Fernanda Câncio parece querer dizer), nem sequer pela maioria: apenas uma pequeníssima minoria da população da cidade entrava nessa prática que foi criticada, em Atenas, por quase todos os intelectuais, incluindo Sócrates, Platão e Aristóteles.

Fernanda Câncio separa o desejo, por um lado, do acto, por outro lado. E depois diz que o pedófilo é apenas quem tem o desejo, e não quem pratica o acto. Ou seja, Fernanda Câncio é burra. Fernanda Câncio não tem capacidade para escrever sequer num pasquim de aldeia. É claro que o desejo não é punível por lei, mas não deixa, por isso, de ser uma parafilia. E a burrice de Fernanda Câncio torna-se evidente quando cai na falácia de apelo à natureza , comparando o ser humano com os animais – esquecendo-se que os leões matam as crias que não sejam suas (não me admirava nada que a Fernanda Câncio defendesse o infanticídio porque no reino animal também existe infanticídio).

A figura de Fernanda Câncio é patética, e traduz a nossa sociedade patética; uma sociedade cultural, intelectual e espiritualmente paupérrima; uma sociedade em que não existe coragem para se dizer que “o rei vai nu”, e que, por isso, pessoas como Fernanda Câncio não merecem a visibilidade que lhe têm dado.

(1) Adenda e errata: a frase “senão, os gregos eram (todos) doentes” não é de F. Câncio, mas antes foi respigada no fórum da rede Ex-Aequo.

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