Por razões diferentes, a notícia que se segue agrada ao blogue neoliberal Blasfémias e ao blogue radical marxista Arrastão:
«Os ministros das Finanças da zona euro resolveram, depois de várias indecisões, que os depósitos superiores a 100 mil euros sempre podem servir para pagar o resgate de instituições bancárias.
A decisão sobre as perdas dos bancos e quem tem de as assumir estabelece uma ordem hierárquica para quem deve pagar o resgate.
Segundo o Expresso, o acordo coloca no primeiro lugar os accionistas, mas os depositantes, com mais de 100 mil euros no banco, também entram para a lista. Mesmo que apareçam em último recurso, os responsáveis dos 17 países não deixaram de admitir que estes depósitos fossem envolvidos num eventual resgate.
Além desta hierarquia para pagadores, os ministros das Finanças também decidiram que o recurso aos depósitos será feito com uma determinada ordem, começando por se recorrer às contas mais recheadas, no geral pertencentes a empresas, e só depois se chega aos particulares.
De fora, com o estatuto de intocáveis, pelo menos por enquanto, ficam apenas os depósitos inferiores a 100 mil euros.»
— Zona Euro Contas acima de 100 mil euros podem ter de ajudar a resgatar bancos
Para os neoliberais, tudo o que seja beneficiar os Bancos estrangeiros e a economia alemã, é positivo. Ora, esta notícia pode provocar uma fuga em massa de capitais dos Bancos portugueses para os Bancos alemães e do norte da Europa; e por isso, o Blasfémias deve estar contente. Para o Arrastão, tudo o que possa contribuir para uma política de terra queimada, é bem-vindo. “Les bons esprits se rencontrent…”
Se este tipo de notícia continua nos me®dia, vai começar a haver uma corrida aos Bancos e o pé-de-meia metido debaixo do colchão; ou a transferência dos pequenos aforradores para Bancos estrangeiros (por exemplo, em Espanha).