perspectivas

Quarta-feira, 22 Maio 2013

Dominique Venner e a Igreja Católica

Filed under: Europa,Igreja Católica,Política — O. Braga @ 4:47 am
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O texto testamentário de Dominique Venner incui o seguinte trecho:

“I am healthy in body and mind, and I am filled with love for my wife and children. I love life and expect nothing beyond, if not the perpetuation of my race and my mind. However, in the evening of my life, facing immense dangers to my French and European homeland, I feel the duty to act as long as I still have strength. I believe it necessary to sacrifice myself to break the lethargy that plagues us. I give up what life remains to me in order to protest and to found.

I chose a highly symbolic place, the Cathedral of Notre Dame de Paris, which I respect and admire: she was built by the genius of my ancestors on the site of cults still more ancient, recalling our immemorial origins.”

Podem ler aqui o resto do texto, em PDF.

Dominique Venner diz que respeita e admira a catedral de Notre Dame apenas por duas razões: 1/ foi construída pelos génios seus (dele) ancestrais; e 2/ foi construída (alegadamente) no sítio dos cultos antigos e pagãos do neolítico. Esta foram as duas razões invocadas por Dominique Venner para suicidar dentro de uma catedral católica. O simbolismo do Cristianismo está totalmente ausente em Dominique Venner.

Ambas as alegações não são verdadeiras. Quem dirigiu a construção da catedral de Notre Dame foram mestres maçons que nem sequer eram franceses de origem étnica, e que foram contratados por exemplo em Itália (o estilo gótico surgiu em Itália), e outros mestres maçons eram oriundos do médio oriente. E, por outro lado, não está provado historicamente que o sítio da construção da catedral tenha sido anteriormente um sítio de culto pagão.

Dominique Venner poderia, por exemplo, dar um tiro na cabeça em frente ao parlamento francês, ou suicidar-se em frente ao palácio presidencial do Eliseu. Mas em vez disso, e não sendo ele católico, Dominique Venner resolveu suicidar-se dentro de uma igreja católica. Este tipo de actos de uma certa “direita” — que não é direita propriamente dita porque é socialista ou colectivista, e que não é conservadora porque renega o valor do Cristianismo na edificação da civilização europeia — apenas prejudica a luta dos católicos (e dos cristãos e conservadores em geral) contra o marxismo cultural que alimenta o actual politicamente correcto.

O acto de Dominique Venner revela que a Europa precisa de uma nova direita que respeite a história, as tradições e os costumes, e que respeite a separação do Estado em relação às religiões, mas que não seja a “direita socialista” e laicista (*) de tipo Frente Nacional de Marie Le Pen, por um lado, e que, por outro lado, coloque em cheque a actual “direita” do PPE (Partido Popular Europeu) que mais não é do que uma extensão da esquerda radical e jacobina.

(*) Ver a diferença entre secularismo e laicismo.

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