perspectivas

Segunda-feira, 6 Maio 2013

Preparem-se! João César das Neves diz que vem aí o fim do mundo!

João César das Neves escreveu em Janeiro de 2013 que “as previsões da taxa de desemprego para 2014 andam entre 15,9% e 16,6%, ainda muito elevadas, mas já a descer”. Repare bem o leitor: em 2014! Em Março deste ano (2013) o desemprego oficial (já não contando com os cansados da vida que já nem procuram trabalho) anda já pelos 17,5%; e o Passos Coelho e o seu amigo Vítor Gaspar já falam na destruição de mais 200 mil postos de trabalho só até ao fim de 2013…

desemprego na europa 550 web.jpg

João César das Neves mexe com os nervos, porque ele é a demonstração viva de como um burro pode chegar a professor universitário. Não é suposto que os professores sejam burros; não deveria ser assim. Agora, João César das Neves volta à carga, mas desta vez com uma falácia non sequitur.

Falácia lógica de afirmação do consequente ou non sequitur

“A conclusão indiscutível é não existir outro caminho senão aperto e reforma. Só não sabemos a rapidez e a eficácia com que será seguido. Uma sociedade flexível e diligente consegue resultados mais rápidos. Neste campo, Portugal é um exemplo internacional. Apesar dos protestos compreensíveis, muitos portugueses têm resistido aos cantos de sereia da facilidade, mudando de vida enquanto suportam os brutais correctivos. Nesta vasta crise europeia, o País destaca-se pela positiva.”

Não se segue que se Portugal seguir as políticas de Angela Merkel e Vítor Gaspar, sairá do lamaçal em que se encontra. Aliás, nem de propósito esta notícia:

Oskar Lafontaine, um dos fundadores do euro quando era ministro das Finanças da Alemanha, pediu o fim do euro para deixar os países do Sul recuperarem. E sublinha que “os alemães ainda não perceberam que o sul da Europa, incluindo a França, será forçado pela sua miséria actual a lutar, mais cedo ou mais tarde, contra a hegemonia alemã“.

Falácia lógica double blind ou falsa dicotomia

Ninguém no seu bom juízo defende a ideia de que não é necessário cortar nas despesas do Estado e fomentar a poupança privada. Mas João César das Neves liga directamente a austeridade à política de Passos Coelho e Gaspar, ou seja, ele coloca o cidadão em double blind: não há uma terceira via: ou Passos Coelho e Gaspar, ou o fim do mundo.

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