perspectivas

Sexta-feira, 3 Maio 2013

E ainda há estúpidos que dizem que o Homem surgiu por acaso

“O cérebro humano consta aproximadamente de 12 biliões de neurónios e o número de interconexões entre eles é superior ao das partículas atómicas que constituem o universo inteiro”

Richard Thompson, ”Introduccion à la psicologia fisiológica”, Harla, México, 1975

Se tivermos em atenção que o número de partículas elementares longevas existentes no universo está calculado pela astrofísica em 10^80 (1 seguido de 80 zeros), a realidade do cérebro humano seria, por assim dizer, assustadora. Mas a informação que eu tenho é um pouco diferente. Parece-me que em 1975 Richard Thompson ainda não tinham a informação que existe hoje disponível.


As informações provenientes dos órgãos dos sentidos são transmitidas ao cérebro humano onde se encontram cerca de 15 mil milhões de células nervosas: os neurónios.

Os neurónios de um só ser humano médio estão ligados entre si através de cerca de 10^15 (1 seguido de 15 zeros) pontos de transmissão, a que chamamos de “sinapses”. Seriam precisos mais de 30 milhões de anos, se quiséssemos registá-las à velocidade de uma sinapse por segundo.

Se quiséssemos testar os estados possíveis de apenas 130 neurónios de um ser humano, necessitaríamos de um computador gigante que, para tal efeito, precisaria de 20 mil milhões de anos!!! E se quiséssemos testar todos os neurónios do cérebro humano, o número de operações necessário perder-se-ia no infinito (que não existe na condição finita do nosso universo), ou seja, ultrapassaria o limite da constante cosmológica da natureza que é de 10^120 (1 seguido de 120 zeros, segundo a Teoria Finística do Conhecimento do biofísico Alfred Gierer).

E depois disto, ainda há estúpidos doutorados e munidos de um alvará de inteligência que dizem que “o ser humano surgiu por acaso, através de uma selecção natural que funciona mediante mutações aleatórias e por intermédio de pequenos passos“!

2 comentários »

  1. ” A título de exemplo,permita-se ensinar aos jovens, no final da escolaridade, que muitos cientistas conjecturaram – mas em nenhum sentido provaram – que a Humanidade evoluiu a partir de uma espécie inferior. Esta conjectura é um incidente na história actual. Mas permita-se ensinar-lhes ao mesmo tempo que a teoria em questão, que apenas passou pelas mentes humanas numa época relativamente recente, é o exacto oposto não apenas daquilo que a Bíblia nos ensina, mas também da opinião unânime de todo o mundo pré-Bíblico em todas as partes do globo. Em particular, a tradição das quatro idades do ciclo temporal, do Ouro, da Prata, do Bronze e do Ferro, que dominou a perspectiva da antiguidade clássica, remontando às trevas da pré-história, foi também prevalente desde tempos igualmente recuados entre os Hindus e os Índios Americanos. Ou, para tomar apenas um aspecto da conjectura evolucionista, nomeadamente o de que a linguagem humana evoluiu a partir dos sons inarticulados dos animais, fazemos notar que muito embora a origem da linguagem esteja para lá da nossa capacidade de averiguação, a ciência linguística pode ainda assim conduzir-nos a um passado muito remoto, e ensina-nos que as línguas mais antigas são as mais complexas e majestosas, sendo ainda as mais ricas na variedade dos sons consonantais. Todas as línguas actualmente utilizadas derivaram de linguagens mais elaboradas, que foram simplificadas e, de forma geral, mutiladas e corrompidas. Involução, e não evolução, é também o destino do significado de muitas palavras. Todos os estudantes deveriam estudar a já referida degradação da palavra “intelecto”. É um facto científico que em todo o mundo antigo o conceito das faculdades humanas estava mais exaltado e tinha um alcance mais vasto do que hoje em dia.

    Deixemos que os conceitos tradicional e moderno do universo – ou, se preferirmos, da realidade – sejam colocados lado a lado. De acordo com o pensamento moderno típico, supõe-se que a “realidade” tenha sido constituída originalmente pelo mundo material, e apenas por este. Diz-se que a vida terá surgido de uma “centelha” a partir da matéria, de uma forma que está ainda por explicar, e que os organismos vivos foram desenvolvendo faculdades psíquicas, a começar pelos sentidos, depois os sentimentos e a memória, e por fim, à medida que o próprio homem evoluiu gradualmente, a imaginação e a razão. Do outro lado, de acordo com a explicação tradicional, não é o mais elevado que provém do menos elevado, mas o menos elevado que provém do mais elevado; nem está a existência limitada ao psíquico e ao físico. A Origem Suprema – e Fim – de todas as coisas é a Verdade Absoluta, que detém a única Realidade no sentido cabal da palavra, e que manifesta ou cria, em níveis inferiores da realidade, o todo da existência. A teoria tradicional da existência, comum a todas as religiões, é resumida na tradição sagrada do Islão: “Eu era um Tesouro Oculto, e desejei ser conhecido, e assim criei o mundo”. O psíquico e o físico, alma e corpo, são os dois níveis inferiores da realidade, e juntos constituem aquilo a que chamamos de “este mundo”. Sobre eles está o domínio do Espírito, conhecido como “o outro mundo” do ponto de vista da vida na terra, mas sendo primeiro na ordem da criação, porque constitui nada menos que o “transbordar” primordial da própria Realidade Divina. A partir deste reflexo imediato do Tesouro Oculto, o domínio psíquico é projectado como uma imagem que por sua vez projecta o domínio físico. A linguagem do simbolismo, que é parte da herança primordial do homem, baseia-se nesta hierarquia dos níveis distintos do universo. Um símbolo não é algo escolhido arbitrariamente pelo homem para ilustrar uma realidade superior; consegue fazê-lo precisamente porque está enraizado nessa realidade, que o projectou, como uma sombra ou um reflexo, no plano da terra. Cada objecto terrestre é o resultado de uma série de projecções, do Divino para o espiritual, do espiritual para o psíquico, do psíquico para o físico. Mas neste plano inferior, que é o mais afastado dos Arquétipos Divinos, e que, estando instalado no tempo e no espaço, sofre um extremo de diferenciação e de fragmentação, é necessário distinguir entre objectos periféricos, que não são mais do que pálidos e fragmentários reflexos, e os objectos mais centrais de cada domínio, ou seja, de cada subdivisão dos reinos animal, vegetal e mineral. O termo símbolo está reservado para aquelas manifestações mais directas que reflectem os seus arquétipos com maior clareza, tendo assim o poder de suscitar uma “lembrança”, no sentido Platónico, da verdade transcendente que é simbolizada.”
    Martin Lings

    http://sabedoriaperene.blogspot.com.br/2012/07/educacao-na-decima-primeira-hora.html

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    Comentar por Ruan Guilherme — Sexta-feira, 3 Maio 2013 @ 11:14 pm | Responder

    • Repare: se a evolução segundo a síntese darwinista é um mito, o relato bíblico do Génesis também é um mito.

      1/ Eu não tenho nenhuma boa razão para duvidar que o universo tem cerca de 13,7 mil milhões de anos-luz, e que o planeta terra se formou há cerca de 4 mil milhões de anos — ou seja, não estou com os criacionistas que dizem que a terra tem 10 ou 100 mil anos, e que os dinossauros viveram ontem. E a razão por que eu não duvido da idade do universo e da terra, é que as ciências que nos demonstram esses dois factos são a física, a astrofísica, a física de partículas, etc. — e não a biologia. O meu problema é com a biologia. Nem sei como é possível alguém inteligente tirar um curso de biologia e depois não mudar de ideias.

      Portanto, no sentido em que eu não creio que o mundo foi criado há 100 mil anos e que os dinossauros viveram há 10 mil anos, neste sentido, não sou um criacionista, e nem apoio o criacionismo. Aquilo que o Génesis nos conta é uma metáfora do surgimento do universo criado por uma causa primeira a que chamamos Deus.

      2/ Quanto às quatro idades da terra, é um postulado que também foi adoptado por Julius Evola, entre outros. É uma perspectiva historicista (que implica um certo determinismo histórico, e que transforma os ciclos em história linear), por um lado, e por outro lado adopta uma escatologia imanente que é uma característica dos gnósticos antigos e modernos — e por estas duas razões não apoio nem recomendo essa teoria.

      3/ Não há nenhuma evidência, facto ou indicio de que as línguas antigas tenham sido mais complexas e majestosas. O que acontece é a maioria dos homens modernos não conhece 1/10 sequer do conteúdo dos dicionários das línguas cultas actuais, como é o caso da língua portuguesa.

      Por exemplo, o grego antigo tinha palavras com significados próprios e difíceis de traduzir fielmente para as línguas actuais, mas também é verdade que existem termos actuais que não seriam passíveis de tradução para o grego antigo, e também que existem termos — como por exemplo, a palavra portuguesa “saudade” — que não é traduzível fielmente para outras línguas cultas actuais.

      4/ A descrição da Realidade, segundo a transcrição, é fortemente neo-platónica. O neo-platonismo tem um problema: é determinístico, e esse determinismo platónico levado ao seu extremo está na base do gnosticismo da Antiguidade Tardia, influenciou a Cabala Zoah que apareceu na Europa no século XIII, é o fundamento do determinismo do calvinismo que dividiu os cristãos entre salvos e condenados — enfim, é preciso ter algum cuidado com a interpretação do neo-platonismo: há coisas que eu adopto, e outras não.

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      Comentar por O. Braga — Sábado, 4 Maio 2013 @ 7:13 am | Responder


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