perspectivas

Sábado, 13 Abril 2013

A opressão para-totalitária da classe política em relação ao povo

A classe política decidiu que vivemos em liberdade, e como que por acção de uma varinha mágica, passamos a “viver em liberdade”.
Mas a verdade é que não é porque a classe política “decide” que vivemos em liberdade que, por sua alta recreação, passamos de facto a viver em liberdade. Para que vivamos em liberdade não chega a manipulação sistemática da opinião pública por parte da classe política: é preciso também que a classe política respeite o senso-comum e uma ética racional.

Quando a opinião pública muda tão rapidamente como tem mudado em assuntos tão diversos como a submissão canina e indigna à União Europeia ou ao “casamento” gay, então, ou a opinião não mudou de facto, ou a sociedade não é livre — porque a opinião pública, numa sociedade que seja de facto livre, não muda com a rapidez que tem mudado nos últimos dez anos. Já não vivemos em democracia; e a “liberdade” é apenas aquilo que a classe política quer que seja.

A classe política — tal como Rousseau preconizou mediante o conceito abstracto, abstruso e absurdo de “vontade geral” — “obriga os cidadãos a serem livres”. O povo é obrigado a ser livre em conformidade com o conceito exclusivista de “liberdade” imposto pelas elites.

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